Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco (Funchal)
Escalão: Escalão 2 - Escolas do 2º e 3º Ciclo
Ano de Escolaridade:
6º; 7º; 8º
N.º de Participantes:
100
Páginas do Caderno de Campo:
Registo Fotográfico do desenvolvimento do trabalho:
Apresentação do trabalho:
O projeto foi desenvolvido de forma interdisciplinar e colaborativa, envolvendo as turmas do 6.º 1 (EVT), 7.º 3, 4, 6 (EV e CN) e 8.º 5 (EV e CN). A implementação articulou a vertente de catalogação científica com a expressão artística e uma ação prática de conservação ambiental, estruturada em três fases:
1. Planificação: Os professores definiram uma abordagem interdisciplinar. Ciências Naturais (CN) assumiu a componente científica; Educação Visual (EV) a vertente estética; e EVT uma ação prática de conservação.
2. Organização e Trabalho: Os alunos do 7.º e 8.º anos realizaram saídas de campo para observar e fotografar a fauna e flora. Em CN fizeram a pesquisa e catalogação científica das espécies. Em EV converteram os registos em ilustrações científicas e desenhos de observação para o caderno de campo.
3. Implementação e Continuidade: Em simultâneo, os alunos do 6.º ano (EVT) projetaram e construíram ninhos em material reutilizado nas aulas. Os trabalhos de CN e EV foram já compilados no caderno de campo. Os ninhos, recém-concluídos, serão instalados estrategicamente nas árvores no arranque do próximo ano letivo, garantindo a continuidade do projeto.
Envolvimento dos alunos:
O projeto envolveu diretamente um total de 100 alunos de cinco turmas do 2.º e 3.º ciclos, que participaram de forma ativa e diferenciada de acordo com o seu ano de escolaridade:
- Alunos de 7.º e 8.º anos (Turmas 7.º 3, 4, 6 e 8.º 5): participaram como investigadores e artistas. Foram os responsáveis pelo trabalho de campo no recinto escolar (observação e fotografia), pela pesquisa biológica e catalogação científica (em Ciências Naturais) e pela execução das ilustrações e paginação do caderno de campo (em Educação Visual).
- Alunos de 6.º ano (Turma 6.º 1): participaram como construtores e promotores da biodiversidade. Nas aulas de EVT, trabalharam na conceção técnica, cálculo de dimensões, corte e montagem dos ninhos de material reutilizado para as aves.
Enquadramento curricular e extracurricular:
O projeto foi integrado na dinâmica da escola através de uma articulação direta entre a componente letiva e o plano de atividades extracurriculares:
Enquadramento Curricular (Aprendizagens Essenciais):
- Ciências Naturais (7.º e 8.º anos): Ligação direta aos domínios da ecologia, fluxos de energia e ecossistemas. Foi trabalhada a biodiversidade local, a classificação botânica/zoológica e a importância da conservação e do equilíbrio dos ecossistemas.
- Educação Visual (7.º e 8.º anos): Exploração do desenho de observação, da técnica da ilustração científica, da fotografia e do design/paginação na organização visual do caderno de campo.
- EVT (6.º ano): Aplicação de conteúdos de geometria, medição, técnicas de corte, transformação de materiais e montagem de estruturas tecnológicas (ninhos).
Enquadramento Extracurricular e Transversal:
- Cidadania e Desenvolvimento: O projeto enquadrou-se nos domínios do Desenvolvimento Sustentável e da Educação Ambiental, promovendo a responsabilidade ambiental e o trabalho colaborativo interturmas.
- Programa Eco-Escolas: A atividade respondeu diretamente aos objetivos da ABAAE, reforçando a auditoria ambiental da escola e o plano de ação para a preservação da biodiversidade no recinto escolar.
Divulgação:
A divulgação do trabalho e dos resultados do projeto à comunidade educativa foi realizada através de duas vertentes complementares (física e digital):
- Divulgação Física (Exposição): O caderno de campo final foi colocado em exposição na Biblioteca Escolar. Este espaço de passagem central permitiu que alunos de todos os anos, professores, funcionários e encarregados de educação pudessem folhear, apreciar e valorizar o trabalho científico e artístico desenvolvido.
- Divulgação Digital (Redes Sociais): O projeto e as páginas do caderno de campo estão a ser partilhados e divulgados na página de Instagram do Eco-Escolas (dep.eco) da instituição. Esta estratégia digital permitiu alargar o impacto do projeto para fora dos muros da escola, alcançando as famílias e a comunidade local de forma dinâmica e interativa.
