Escola Secundária com 3º Ciclo do Entroncamento (Entroncamento)
Escalão: Escalão 2 - Escolas do 2º e 3º Ciclo
Ano de Escolaridade:
8º C
N.º de Participantes:
23
Páginas do Caderno de Campo:
Registo Fotográfico do desenvolvimento do trabalho:
Apresentação do trabalho:
O projeto, inicialmente destinado a alunos do ensino secundário e profissional teve necessidade de ser desenvolvido por alunos do 3º Ciclo, nomeadamente do 8º ano, cujos conteúdos curriculares se adequam aos objetivos do projeto proposto.
A planificação, organização e metodologia foram discutidas numa primeira fase em grupo/ turma numa sessão de brainstorming.
O primeiro passo foi sair para a rua e circular pelo espaço exterior da escola registando espécies faunísticas e da flora existentes no recinto. Esta primeira fase foi realizada num percurso definido antecipadamente, dada a amplitude do espaço e alguns constrangimentos que de momento existem no espaço físico da escola.
O registo das espécies foi feito utilizando a App ObsIdentify .Todos os alunos participaram de forma empenhada. Muitos registos foram repetidos e noutros verificou-se que as fotografias não estavam com a qualidade desejada. Os alunos foram incentivados a que refletir sobre o seu trabalho no que respeita à quantidade de registos versus qualidade. Esta ação permite o desenvolvimento do espírito crítico de um maior rigor na execução das tarefas.
Durante o percurso, os alunos aperceberam-se que algumas das espécies visualizadas não foram registadas por se encontrarem muito dispersas. Isto aconteceu com alguns insetos como abelhas, bombus e borboletas.
Desta forma, registe-se uma segunda etapa: a elaboração de um pequeno guia de campo em formato digital, com o recurso ao Canva, onde se encontra o registo de 6 espécies selecionadas bem como das anotações sobre factos interessantes acerca de cada espécie, surgiu uma ideia nova! A proposta de um jardim de polinizadores. Surgiu naturalmente, uma vez que, os alunos concluíram que seria mais fácil encontrar insetos num espaço mais concentrado.
Partiu-se para um pequeno debate sobre o tema seguido de algumas pesquisas relacionadas com a importância dos polinizadores nos ecossistemas e por conseguinte a necessidade de serem criados em ambiente urbano jardins para os polinizadores.
A proposta e o trabalho em torno do jardim de polinizadores surgiram assim como uma atividade adicional.
Envolvimento dos alunos:
Foram envolvidos todos os alunos da turma C do 8º ano mas o projeto foi acompanhado por outras turmas do 8º ano. Trabalharam no projeto os 23 alunos da turma, tanto no trabalho de campo como nas atividades em pequenos grupos para execução das tarefas da atividade adicional.
Nas sessões de brainstorming para planificação, organização das atividades;
Nos trabalhos de pesquisa sobre curiosidades acerca das espécies registadas;
No exercício de comparação entre a proposta do jardim feita pelos alunos e o jardim em ambiente digital, participaram todos os alunos da turma.
Enquadramento curricular e extracurricular:
O projeto, inicialmente destinado a alunos do ensino secundário e profissional teve necessidade de ser desenvolvido por alunos do 3º Ciclo, nomeadamente do 8º ano, cujos conteúdos curriculares se adequam aos objetivos do projeto proposto.
A planificação, organização e metodologia foram discutidas numa primeira fase em grupo/ turma numa sessão de brainstorming.
O primeiro passo foi sair para a rua e circular pelo espaço exterior da escola registando espécies faunísticas e da flora existentes no recinto. Esta primeira fase foi realizada num percurso definido antecipadamente, dada a amplitude do espaço e alguns constrangimentos que de momento existem no espaço físico da escola.
O registo das espécies foi feito utilizando a App ObsIdentify uma vez que estava disponível para instalação nos telemóveis dos alunos nas App’s do Google Play. Todos os alunos participaram de forma empenhada. Muitos registos foram repetidos e noutros verificou-se que as fotografias não estavam com a qualidade desejada. Os alunos foram incentivados a que refletir sobre o seu trabalho no que respeita á quantidade de registos versus qualidade. Esta ação permite o desenvolvimento do espírito crítico de um maior rigor na execução das tarefas.
Durante o percurso, os alunos aperceberam-se que algumas das espécies visualizadas não foram registadas por se encontrarem muito dispersas. Isto aconteceu com alguns insetos como abelhas, bombus e borboletas.
Desta forma, registe-se uma segunda etapa: a elaboração de um pequeno guia de campo em formato digital, com o recurso ao Canva, onde se encontra o registo de 6 espécies selecionadas bem como das anotações sobre factos interessantes sobre cada espécie, surgiu uma ideia nova! A proposta de um jardim de polinizadores, surgiu naturalmente, uma vez que, os alunos concluíram que seria mais fácil encontrar insetos num espaço mais concentrado.
Partiu-se para um pequeno debate sobre o tema seguido de algumas pesquisas relacionadas com a importância dos polinizadores nos ecossistemas e por conseguinte a necessidade de serem criados em ambiente urbano jardins para os polinizadores.
A proposta e o trabalho em torno do jardim de polinizadores surgiram assim como uma atividade adicional.
As pesquisas e execução do trabalho em torno do jardim de polinizadores. Porque os polinizadores são um tema muito discutido atualmente, pois estes animais desempenham um papel crucial nos ecossistemas, mas enfrentam inúmeras ameaças devido às mudanças climáticas e à ação humana. Os jardins para polinizadores oferecem oásis onde estas espécies podem encontrar aquilo de que necessitam para sobreviver.
Estes jardins são muito importantes nas cidades, onde os polinizadores se deparam com muitos obstáculos. A nossa escola encontra-se num meio urbano, pelo que este projeto pretende contribuir para a biodiversidade e sustentabilidade. Ao mesmo tempo, um jardim como este permite aos estudantes observar várias espécies de perto e ter um maior contacto com a natureza.
Para o nosso jardim, escolhemos um espaço de 4x5 metros. Encontra-se afastado de fontes de iluminação artificial que podem prejudicar algumas espécies. O local usufrui de exposição solar, mas as árvores também providenciam sombra.
Escolhemos, depois, as espécies a plantar. Optámos por flora autóctone, não só para promover a biodiversidade natural do nosso país, mas também porque alguns polinizadores estão mais adaptados a plantas locais.
Tivemos em conta as mudanças ao longo do ano, procurando uma combinação de plantas que garanta alimento durante todo o ano. Assim, para cada “canteiro” criado foram escolhidas as seguintes espécies em função das estações do ano.
Para além da alimentação, é importante garantir abrigo. Ao pesquisar, descobrimos que muitos "hotéis para insetos" vendidos nas lojas não são ideais. Muitos deles têm designs e materiais que não têm em conta as necessidades dos polinizadores locais e que até criam ameaças. Por exemplo, podem facilitar a transmissão de doenças e parasitas, sobretudo se for negligenciada a sua manutenção regular. Não oferecem muitas possibilidades de alteração por parte dos animais.
Assim, escolhemos antes abrigos dispersos e variados. Troncos de madeira são úteis para espécies como a abelha-carpinteira. Resolvemos oferecer também pedras perfuradas, pilhas de seixos, e vegetação morta. Os materiais dos caminhos (areia e pedras brancas) também podem ser um recurso para os animais.
A disponibilidade de água é muito importante, até porque não existem recursos naturais na imediação da escola e temos enfrentado muitas ondes de calor ou anos de seca. Criámos bebedouros onde se pode colocar um nível raso de água para que os polinizadores se possam hidratar sem perigo. Fizemos também “pequenos charcos", ou pequenas “piscinas” para borboletas. São bebedouros com água e areia de grão grosseiro. As borboletas utilizam-nos para obter sais minerais importantes, sobretudo os machos. Os vários bebedouros foram pintados como cogumelos, para decorar o espaço e torná-lo mais apelativo para os visitantes humanos.
Depois de desenhar o jardim, construímos uma maquete para dar a conhecer de forma mais apelativa o nosso projeto.
Mas o desafio foi mais longe! Durante as pesquisas encontrámos o "Pollinator Pathways", disponível em pollinator.art e que resultou de uma colaboração entre o Project Eden (Reino Unido) e a artista Alexandra Daisy Ginsberg. Este programa alia o conhecimento dos jardineiros e biólogos à informática e à arte. O utilizador define uma série de critérios e o software gera um jardim que tem em mente os animais não humanos e não os animais humanos. Por exemplo, a escolha de plantas tem em conta a visão dos polinizadores.
Decidimos, então, explorar este programa e os fatores que tem em conta e comparar os resultados com o nosso projeto.
O primeiro passo é escolher o local e o tamanho do espaço. Infelizmente, a nossa região ainda não está incluída. Escolhemos o norte de Portugal, apesar de sabermos que podem existir diferenças entre algumas espécies, mas foi o mais próximo que encontrámos para explorar este programa.
De seguida, definimos as características do solo para ajudar a escolher as plantas. Indicamos também o nível de exposição solar.
Por fim, a etapa mais importante, a que o projeto chama "empatia". Estas são as considerações que dizem respeito aos polinizadores.
Tudo isto se conjuga com a importância de providenciar abrigo (o algoritmo escolhe vegetação que deita folhas secas, por exemplo) e a alternância entre espécies mais altas e mais baixas.
O programa gera o jardim e podemos visualizá-lo em 2D, 3D, ou como um mapa.
Também podemos clicar em cada planta para saber qual é a espécie:
O visualizador dispõe de um "modo de polinizador" que mostra o jardim aos olhos destes animais:
Para além disso, podemos visualizá-lo ao longo das estações do ano.
No final, podemos ainda guardar um guia de cultivo em PDF.
Depois de explorar este projeto, percebemos que a ideia que os humanos têm sobre os jardins para polinizadores nem sempre tem em mente a forma como estes animais interagem com o mundo. Por exemplo, não tínhamos pensado nas cores que eles veem quando escolhemos as plantas para o nosso jardim. Por outro lado, ficámos contentes quando reparámos que nos lembrámos de critérios como as variações sazonais.
Propomos que, no futuro, o jardim tenha em conta mais elementos que facilitem o uso por parte dos polinizadores. Sugerimos também que alguma organização patrocine a inclusão de mais regiões portuguesas no "Pollinator Pathways", já que seria muito útil.
Divulgação:
A proposta da construção do Jardim de polinizadores no recinto escolar, numa área já identificada/ escolhida segue para a reunião do próximo conselho Eco- Escola que se realiza no próximo dia 1 de junho de 2026 pelas 18 h, , uma vez que para a sua implementação no terreno terá que ser solicitada a colaboração de entidades externas ao Agrupamento como a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia.
A maquete e o trabalho em ambiente digital serão dados a conhecer à comunidade escolar numa pequena exposição no átrio do Bloco A da nossa escola no Dia Mundial do Ambiente.
