Escola Secundária do Castêlo da Maia (Maia)
Escalão: Escalão 2: Escolas do 2.º e 3.º Ciclos
Fase 1 - O Projeto
Título da ideia / nome do projeto:
EcoCantinho Criativo
Descrição da ideia:
O projeto “EcoCantinho Criativo” pretende transformar um espaço exterior da escola num espaço multifuncional ao ar livre, que permita aos alunos sentar, ler, jogar ou socializar de forma confortável e sustentável. A proposta aposta na reutilização de lonas usadas, paletes e outros materiais reciclados, promovendo a criatividade e a interação entre os alunos, a sustentabilidade e a economia circular. O espaço terá cores vibrantes e formas acolhedoras, tornando-se um verdadeiro ponto de encontro no recreio, ao mesmo tempo que ensina valores de sustentabilidade e reutilização.
Objetivos
• Desenvolver ideias criativas para reutilização de lonas no recreio escolar;
• Educar para a reutilização de materiais e sustentabilidade;
• Embelezar os espaços exteriores escolares através de soluções sustentáveis;
• Desenvolver competências de design, construção e resolução de problemas;
• Envolver a comunidade escolar em práticas colaborativas;
• Demonstrar que é possível criar novos objetos a partir de materiais reutilizados.
Imagem representativa (esboço):
Esboços, desenhos, etc.
Lista de materiais:
• Lonas reutilizadas;
• Cordas resistentes para fixar as lonas de sombra;
• Paletes de madeira reutilizadas (mesas e bancos);
• Parafusos, pregos e lixa;
• Tintas e verniz;
• Tecidos e enchimento reciclado (almofadas/pufs);
• Linha resistente e agulha grossa ou máquina de costura industrial (almofadas/pufs);
• Floreiras com material reciclado;
• Plantas e terra para floreiras
Plano de construção / passos:
1. Limpeza do espaço exterior;
2. Recolha e preparação dos materiais reutilizados;
3. Construção dos bancos e mesas com paletes;
4. Posteriormente colocação de almofadas/pufs com formato retangular, com enchimento reciclado (restos de tecidos, plástico triturado, ou espuma reutilizada);
5. Criação das floreiras e decoração do espaço;
6. Montagem da cobertura/sombra com lonas reutilizadas;
7. Organização da zona de leitura e jogos;
8. Pintura e personalização do espaço pelos alunos.
Dimensões finais do objeto:
Área aproximada do espaço: 8m x 5m
Bancos: aproximadamente 1,2m x 0,4 (paletes)
Mesas: aproximadamente 1,2m x 0,4m (paletes)
Zona de sombra: Pendente do tamanho das lonas recebidas
Impacto positivo:
• Criar de um espaço acolhedor, interativo e educativo (melhorar a qualidade e a atratividade do recreio escolar);
• Incentivar a leitura, jogos, trabalhos em grupo e socialização;
• Promover a sustentabilidade e economia circular, através da redução de desperdício e da reutilização de materiais (lona, paletes, caixas, garrafas de plástico);
• Aumentar o contacto dos alunos com práticas ecológicas (integrar vegetação e elementos naturais, ensinando sustentabilidade);
Equipa envolvida:
Clube do Ambiente da EB2,3 do Castêlo da Maia;
• Alunos do 2º ciclo (9 aos 12 anos);
• Professores de Matemática e Ciências Naturais;
• Professores de Educação Visual e Educação Tecnológica;
• Assistentes operacionais;
• Associação de Pais;
• Comunidade escolar e parceiros locais.
Justificação da escolha:
Este projeto foi escolhido porque responde à necessidade de criar espaços exteriores mais acolhedores, funcionais e sustentáveis para os alunos. A reutilização de lonas e paletes demonstra que materiais considerados desperdício podem ganhar uma nova vida útil, incentivando a criatividade e a consciência ambiental. Além disso, o espaço contribuirá para o bem-estar, aprendizagem e convivência dos alunos.
“Transformar materiais usados em novas oportunidades para aprender, brincar e conviver.”
Fase 2 - Concretização
Fotografias do processo:
Fotografias do resultado final:
Memória descritiva sobre o processo:
No âmbito da melhoria do espaço exterior da escola, foi desenvolvido um projeto de construção e instalação de mobiliário e elementos de conforto recorrendo, maioritariamente, a materiais reutilizados. O principal objetivo foi criar um espaço mais acolhedor, funcional e sustentável para utilização por alunos.
Durante o processo, foi construída uma mesa e dois bancos de jardim utilizando paletes de madeira, previamente preparadas através de limpeza, lixagem, montagem e fixação das diferentes peças, garantindo maior segurança e estabilidade. Foram igualmente instaladas floreiras feitas a partir de baldes brancos reutilizados, que foram fixados aos troncos de várias árvores, permitindo introduzir vegetação no espaço sem ocupar área de circulação.
Outra das tarefas consistiu na instalação de uma lona entre árvores para criar uma zona de sombra. Esta revelou-se a fase mais exigente do projeto, devido ao elevado peso da lona e à dificuldade em posicioná-la e esticá-la corretamente entre as árvores. Foi necessário o trabalho conjunto de vários elementos da equipa para garantir uma fixação segura e resistente.
Importa referir que este projeto terá continuidade no próximo ano letivo. A comunicação da aprovação da candidatura foi recebida apenas no dia 9 de junho, quando o ano letivo se encontrava praticamente concluído, tendo as atividades letivas terminado no dia 12 de junho. Este reduzido intervalo de tempo limitou significativamente a execução das intervenções previstas, uma vez que, após o término das aulas, a escola entrou no período de reuniões de avaliação e, posteriormente, de vigilância de exames, o que reduziu a disponibilidade dos docentes e impossibilitou a participação dos alunos.
Apesar destas limitações, procurou-se concretizar o maior número possível de ações, rentabilizando os recursos e o tempo disponíveis. As intervenções realizadas constituem, assim, uma primeira fase do projeto, permitindo lançar as bases para a sua continuidade e desenvolvimento no próximo ano letivo.
É igualmente importante destacar que a concretização deste trabalho só foi possível graças ao apoio extraordinário da Associação de Pais, que colaborou de forma incansável na disponibilização de materiais, apoio logístico e execução das tarefas. O seu empenho, dedicação e espírito de colaboração foram determinantes para que fosse possível alcançar os resultados apresentados, pelo que lhes é devido um sincero agradecimento.
Relativamente ao número de mesas e bancos construídos, optou-se por não produzir uma quantidade superior, uma vez que a escola irá iniciar, brevemente, um processo de reabilitação e obras de melhoria nas suas instalações. Desta forma, considerou-se mais adequado limitar a instalação de mobiliário nesta fase, evitando a sua deslocação ou eventual deterioração durante a realização das obras. Após a conclusão dessas intervenções, o projeto poderá ser retomado, permitindo ampliar e consolidar os espaços de convívio previstos inicialmente.
O que funcionou melhor
A construção das mesas e bancos em paletes revelou-se um sucesso, permitindo obter mobiliário resistente, económico e sustentável. As floreiras também contribuíram significativamente para melhorar o aspeto visual do espaço, valorizando a utilização de materiais reutilizados. A lona instalada proporciona uma área de sombra bastante útil, tornando o espaço mais confortável para permanência nos dias de maior calor.
Melhorias Futuras
Como melhorias futuras, propõe-se:
• Aplicação periódica de verniz ou tinta protetora nas paletes para aumentar a sua durabilidade.
• Reforço da estrutura de fixação da lona, utilizando sistemas mais resistentes e de montagem mais simples.
• Instalação de mais floreiras e bancos para aumentar a capacidade de utilização do espaço.
Manutenção Prevista
A manutenção do espaço deverá incluir:
• Inspeção regular da estabilidade das mesas, bancos e respetivas fixações.
• Verificação do estado da lona, especialmente após períodos de vento forte ou chuva.
• Rega e substituição das plantas sempre que necessário.
• Limpeza periódica do espaço e reaperto dos elementos de fixação das estruturas.
Breve recolha de feedback:
Após a realização das intervenções desenvolvidas nesta primeira fase do projeto, foi efetuada uma recolha informal de opiniões junto de professores, pais/encarregados de educação e alguns alunos que tiveram oportunidade de observar o espaço intervencionado.
De uma forma geral, o feedback foi bastante positivo. Os participantes destacaram a melhoria da imagem do espaço exterior, a criação de zonas mais agradáveis para convívio e descanso e a valorização da reutilização de materiais, reconhecendo o caráter sustentável da iniciativa.
Os professores salientaram o potencial pedagógico do projeto e a importância de envolver a comunidade educativa na preservação e valorização dos espaços escolares. Os pais demonstraram apreço pelo trabalho realizado e pela colaboração entre a escola e a Associação de Pais, considerando que esta parceria contribuiu de forma decisiva para o sucesso da intervenção.
Os alunos que já tiveram oportunidade de contactar com o espaço manifestaram entusiasmo pelas alterações efetuadas, demonstrando interesse em usufruir das novas áreas de convívio e sugerindo que, numa fase futura, sejam instalados mais bancos, mesas e elementos decorativos.
O feedback recolhido reforça a pertinência do projeto e constitui um incentivo para dar continuidade às intervenções previstas no próximo ano letivo, após a realização das obras de reabilitação da escola.

