Escola Básica de Fundo de Vila (São João da Madeira)
Escalão: Escalão 1: Jardins de infância e escolas do 1.º Ciclo
Fase 1 - O Projeto
Título da ideia / nome do projeto:
Recreio com Vida – Da Lona à Natureza
Descrição da ideia:
Este projeto propõe a transformação de uma lona reutilizada em estruturas lúdicas e funcionais para o recreio escolar, promovendo um espaço inclusivo, sustentável e estimulante.
A lona será reaproveitada para criar:
Zona de sombra acolhedora (tenda/ninho de leitura)
Pufs e almofadas gigantes para relaxamento
Tapetes de jogo (macaca, trilhos, jogos simbólicos)
Elementos de construção modular para brincadeira livre
Integrado no projeto pedagógico “Recreios em Harmonia com a Natureza”, este espaço reforça o recreio como lugar de aprendizagem ativa, inspirado na abordagem de Loris Malaguzzi, onde o ambiente atua como “terceiro educador”.
Imagem representativa (esboço):
Esboços, desenhos, etc.
Lista de materiais:
Lona reutilizada (fornecida pelo concurso)
Cordas resistentes
Estrutura em madeira (paletes reutilizadas)
Espuma/tecidos reciclados (enchimento dos pufs)
Tintas ecológicas
Agrafos, pregos, fita reforçada
Materiais naturais (troncos, areia, pedras)
Plano de construção / passos:
Exploração com as crianças
Conversas e desenhos sobre o recreio ideal
Planeamento
Escolha das estruturas a construir
Preparação da lona
Corte em partes (zonas de sombra, pufs, tapetes)
Construção
Montagem da tenda
Costura/enchimento dos pufs
Pintura dos jogos
Instalação no recreio
Organização das zonas (jogo, descanso, exploração)
Testes e ajustes
Experimentação pelas crianças
Dimensões finais do objeto:
Tenda sombra: 3m x 3m x 2m altura
Pufs: 60cm x 60cm (variáveis)
4 Tapetes de jogo: 2m x 4m
Impacto positivo:
Ambiental: reutilização de materiais (economia circular)
Social: inclusão e cooperação entre crianças
Educativo: desenvolvimento da criatividade e autonomia
Emocional: espaço de calma e bem-estar
Cultural: valorização dos jogos tradicionais
Equipa envolvida:
Educadora: Elisabete Soares e Virginia Santos
Alunos (Pré-escolar e 1.º ciclo – 40 crianças)
Assistentes operacionais
Famílias
Comunidade local
Justificação da escolha:
Este projeto responde às necessidades de:
Crianças com pouco espaço de brincadeira fora da escola
Promoção de inclusão num contexto multicultural
Redução de conflitos no recreio
A reutilização da lona permite criar soluções de baixo custo, sustentáveis e altamente significativas, envolvendo diretamente as crianças no processo.
Fase 2 - Concretização
Fotografias do processo:
Fotografias do resultado final:
Memória descritiva sobre o processo:
O desenvolvimento do projeto decorreu de forma muito positiva, com uma participação ativa e entusiasta das crianças em todas as fases. As atividades práticas, a observação direta, a experimentação e o envolvimento da comunidade educativa revelaram-se as estratégias mais eficazes, promovendo aprendizagens significativas e o desenvolvimento de atitudes de responsabilidade ambiental.
Como melhoria futura, pretende-se reforçar a articulação com as famílias e com entidades locais, diversificando as atividades e aumentando as oportunidades de participação da comunidade. Prevê-se igualmente dar continuidade à monitorização das ações implementadas, incentivando uma participação cada vez mais autónoma das crianças.
A manutenção do projeto passará pela continuidade das boas práticas já implementadas, como a separação de resíduos, a poupança de recursos, a preservação dos espaços verdes e a realização de atividades de sensibilização ambiental, garantindo que os comportamentos sustentáveis se consolidem no quotidiano da escola.
Breve recolha de feedback:
**Breve recolha de feedback (alunos, professores e comunidade educativa)**
O feedback recolhido junto da comunidade educativa foi extremamente positivo e evidenciou o impacto do projeto.
Os alunos do 4.º ano manifestaram entusiasmo e emoção, deixando comentários como: *"É pena agora sairmos desta escola, está linda, professora!"*, *"Em que é que posso ajudar?"* e *"Queres ajuda, professora?"*, demonstrando um grande sentido de pertença e vontade de colaborar. Durante a execução do projeto, surgiu também a preocupação em envolver todos os elementos da comunidade, ouvindo-se frequentemente: *"Precisamos do professor Abílio, que tem força!"*, refletindo o verdadeiro espírito de equipa.
Os docentes salientaram a qualidade do resultado final e a importância da experiência vivida. Entre os comentários recolhidos destacam-se: *"Parabéns!"* e *"Que pena não termos feito isto mais cedo para as crianças usufruírem durante mais tempo."* Alguns professores, em final de carreira, referiram ainda que este projeto lhes proporcionou aprendizagens e vivências muito significativas.
A comunidade educativa reconheceu igualmente o valor do espaço criado. A Associação de Pais manifestou a intenção de dar continuidade ao projeto, assegurando a sua manutenção e evolução. A equipa da AAAF destacou que, durante o mês de julho, as crianças poderão usufruir daquele espaço, brincando em contacto com a natureza e beneficiando da sombra proporcionada pelos carvalhos-americanos-vermelhos, transformando-o num verdadeiro refúgio natural.
Apesar dos inúmeros desafios enfrentados — alterações ao projeto inicial, limitações de tempo, exigências logísticas e estruturais e o cansaço acumulado da equipa — prevaleceu um forte espírito de união. No final, ficou o sentimento de que todas as adaptações realizadas contribuíram para um resultado ainda melhor do que o inicialmente previsto.
O maior sucesso deste projeto não foi apenas o espaço físico criado, mas o envolvimento de toda a comunidade educativa na concretização de um ambiente onde as crianças poderão aprender através do contacto direto com a natureza: mexer na terra, observar pequenos animais, ouvir os pássaros e o vento, sentir a chuva, cheirar as plantas, cuidar do espaço comum e descobrir, de forma livre e ativa, a importância de respeitar e proteger a natureza. Foi esta visão partilhada que tornou o projeto verdadeiramente especial e deixou a convicção de que, quando a comunidade se une em torno de um objetivo comum, é possível criar espaços com um impacto duradouro na educação e no bem-estar das crianças.

