Hino Eco-Escolas | Trabalhos

Escola Básica Adelaide Cabette, Elvas (antiga Escola EB 2,3 Nº2 de Elvas) (Elvas)

Escalão: 1.º Escalão: JI, 1.º e 2.º ciclos

Música original (MP3, MP4, WAV):

Letra original do hino (PDF):

Vídeo: atuação/execução do hino:

Clique aqui para ver o vídeo na página do YouTube.

Memória descritiva:
INTRODUÇÃO
O dia 20 de Março de 2025 foi marcante para o Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, de Elvas.
Foi nesse dia memorável que se içou pela primeira vez a Bandeira Verde, ícone do ECO-ESCOLAS, num dos mastros fixados junto à portaria da Escola, na presença de elementos da comunidade escolar e representantes de entidades parceiras: Diretora do Agrupamento, Professora Paula Rondão Almeida e restantes elementos; Câmara Municipal de Elvas; Junta de Freguesia de Caia e São Pedro; PSP; Bombeiros de Elvas; Centro de Saúde de Elvas, Associação de Pais, Órgãos de Comunicação Social.
Antes do içar da bandeira entoou-se o Hino do Agrupamento.
No final do evento, a Coordenadora de Projetos, professora Ana Canito, lan­çou-me um repto: Criar o Hino Eco-Escolas. E, como gosto de abraçar desafios, aceitei.
Entretanto houve um sem número de outros projetos e ia ensaiando novas canções com as minhas turmas de Educação Musical e, diga-se, por direito próprio, com as turmas de Classe de Conjunto e Formação Musical - Ensino Articulado - e respetivos professores da Academia de Música de Elvas, Manuel Rodrigues Coelho, que sempre me apoiaram em todas as ocasiões.
DESENVOLVIMENTO
Em meados de novembro de 2025, eu e a Coordenadora de Projetos, reuni­mos na Sala de Professores para aferirmos Palavras-Chave associadas à Filosofia do Programa Eco-Escolas.
Este encontro, informal, teve o objetivo de me ajudar na criação do Hino.
Como produto da reunião foram proferidas palavras como: Sustentabilidade, Ecologia, Horta Biológica (alimentação saudável), Roda dos Alimentos, Bandei­ra Verde, Resíduos, Reciclagem, Poluição, Aulas ao Ar Livre, Galardão, Electrão, Pilhão, Eco-Código, Ecoponto, Energias Renováveis.
Para que tudo resultasse a tempo e horas, ficou combinado entre as partes que o prazo limite seria estendido até ao dia 19 de Dezembro de 2025. Eu anui mas foi passando o tempo. Entrámos em 2026 e a criatividade não vinha.
Na minha sala de música não vinha a criatividade, nos gabinetes onde trabalho, nada, na Biblioteca Escolar nada. Normalmente estes pontos físicos da Escola são propícios para a aten­ção/concentração para alcançar uma Meta deste relevo e de importância premente para o nosso Agrupamento; em concreto, pela defesa do Ambiente e de todos quan­tos trabalham e usam este equipamento: Direção, Professores, Alunos, Assistentes: Técnicos Superiores Especializados, Administrativos, Operacionais, Pais/Encarregados de Educação e Comunidade Local; prestando um serviço que é de todos, por e com excelência, favorecendo a aplicação da Reciclagem em vez de misturarem os diferentes tipos de lixo: Orgânico, plásticos, papel, vidro, óleo no Oleão… No fundo, cada um na sua “gaveta”, bem organizado e arrumado na sua “prateleira”.
Foi então que mudei de ambiente.
Na manhã de 28 de Fevereiro de 2026 e pegando num caderno de capa dura A5, abri uma folha pautada em branco e surgiu a primeira frase e com ela a respeti­va melodia: “Junta-te a Nós” … Estava na casa da minha sogra…
Depressa cheguei à quadra que viria a ser o mote/a musa e o refrão do Hino Eco Escolas. Ia gravando no meu telemóvel e não contente ainda desenhei pautas para escrever a música dos diferentes versos (só para não me esquecer!), com data e hora que foram surgindo. Pedi ajuda divina e, quando “virei costas”, eis que apare­ceu, como que por magia do céu, o primeiro verso.
Depois escrevi: “Junta-te a nós!” E de imediato o segundo verso: Eu não estou só! E a respetiva melodia! Numa pauta desenhada à pressa! É interessante que eu escrevi a harmonia em Ré Maior no tal caderno… Ia fazendo os acordes no teclado (eu tenho uma apli­cação): I.º, IVº, Vº, VIº, Vº… IIº… Soava bem mas faltava qualquer coisa, ao experi­mentar com a voz… Não tinha a Sustentabilidade que eu queria num “Hino”. Decidi fazer o transporte direto para Mi Maior. Foi a melhor ideia que tive. Tinha mais Potência!
No fim-de-semana seguinte, e já em Março, de novo na casa da minha sogra, voltei à carga e tentei a parte B… Os versos iam saindo, a conta-gotas, mas a melodia… “Não dava a bota com a perdigota”. Riscava, escrevia outra palavra e voltava a escrever uma outra; ou acrescentando; ou mesmo suprimindo… Até que abandonei a parte B e virei-me para a parte C. Aí sim! Saiu muito rápido a quadra… E só de­pois de lanchar e tomar café… surgiu a respetiva melodia. É claro que fiz o que era suposto: Gravei a faixa no Telemóvel!
Voltei ao princípio de tudo e comecei a encaixar… Peça a peça, bloco a bloco e, efetivamente, começava a ter uma estrutura tão coesa quanto lógica… Sempre em crescendo. Mas faltava a apoteose!
Comecei então a redigir uma outra ideia com base num substantivo: Come-ta… Halley! E a sua possível relação com a camada de Ozono. Mais tarde descobri que a nova quadra encaixava com a melodia da parte B.
Já na Escola Sede, e num ensaio ad hoc com o 5º e 6º A, turmas do ensino articulado, inclui um pormenor que veio a ser uma mais-valia na entoação do Hino: entre os versos e em jeito de “Eco”, a frase: “Junta-te a nós”, se bem que no 4º verso, “Em Eco Voz”, na minha opinião pessoal e dos meus colegas da Academia veio reforçar e colmatar um vazio entre os versos da estrofe. Só depois chamei as duas Assistentes Operacionais do piso para cantar aquelas duas frases, bem como o refrão: ficou mais maduro!
CONCLUSÃO
No dia 17 de Abril ainda procedi a uma alteração, para melhor, no poema do Hino. Cortei alguns versos. Mandei imprimir a nova letra e entre o dia 20 e a manhã do dia 22 de Abril, ensaiei com as 9 turmas que se associaram e não faltaram à chamada, pelas 15:30 do dia D.
Nessa tarde entoámos o Hino (exceção feita aos encarregados de educação do 6.º B, que foram convidados a ensaiar e cantar o refrão, porém, e infelizmente, nenhum deles respondeu positivamente a este propósito). Fiz, ainda, um croqui da posição de todos em palco na atuação.
Tenho muito a agradecer a todos os meus colegas que permitiram que “invadisse” as suas aulas e dispensaram uns minutos para os devidos ensaios, para que tudo corresse pelo melhor; a toda a comunidade educativa que não poupou esforços para ter tudo pronto, a tempo e horas, antes da hora marcada; ao Professor João Luciano na realização e produção da gravação do nosso Hino. Este vídeo foi publicado na minha conta da plataforma Youtube. O evento do içar da nossa Bandeira Verde Eco Escolas foi objeto de reportagem do Semanário Linhas de Elvas.
Nesta última semana, por razões expressas no Regulamento do Concurso “Hino Eco Escolas” fui obrigado a proceder a uma alteração de fundo e depois de várias tentativas, eu e o 7.º B conseguimos o espetacular tempo de duração da canção: 2:59 minutos. Mais uma vez e ao comando da sonoplastia, o Professor João Luciano, na gravação do recorde absoluto.
Gratidão por tudo! Pelo Bem da Escola! Para o Bem e Saúde do nosso Planeta Azul.
Com consideração e estima pela vossa Equipa,
Mário Rui Calado da Silva (PQA de Educação Musical do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, de Elvas).