Queres Levar a Tua Turma ao Oceanário? | Trabalhos 2025-26

Exposição sobre espécies marinhas ameaçadas

Centro de Talentos Alice Nabeiro (Campo Maior)

Escalão: 1.º escalão (jardins de infância e 1.º ciclo)

Espécie selecionada e respetivas ameaças:
Nome Comum: Papagaio do mar
Nome científico: Fratercula arctica
Ameaças e conservação:
A tendência global da espécie é de declínio moderado. Atualmente têm sido registados decréscimos no sucesso reprodutor de importantes populações europeias, como por exemplo as das Ilhas Britânicas. O esgotamento de stocks de presas nestas áreas (possivelmente devido à sobrepesca e às alterações climáticas e oceanográficas), tendo como consequência a diminuição da condição física dos indivíduos reprodutores, é apontada como uma das causas para o insucesso reprodutor destas populações. A captura acidental em redes de pesca parece também ser um importante fator de mortalidade. A espécie é também afetada pela contaminação por hidrocarbonetos, tendo estes sido detectados numa grande percentagem de aves arrojadas na nossa costa durante os anos 1980. Medidas como a monitorização de arrojamentos, medidas de minimização de capturas acidentais em redes de pesca e planos para prevenção e de resposta a derrames de hidrocarbonetos são potencialmente importantes para a conservação da espécie em Portugal.
Nome comum | Tartaruga-comum
Nome científico | Caretta caretta
Tipo de ocorrência: Açores e Madeira | Visitante
Estatuto de conservação a nível global | Vulnerável (VU)
Estatuto de conservação em Portugal (Açores e Madeira) | Em Perigo (EN)
Ameaças
Uma das maiores ameaças à espécie é a destruição das zonas de nidificação, predação de ninhos e desenvolvimento costeiro (como iluminação e construção junto às praias onde desovam). Outras graves ameaças incluem a captura acidental em pesca de palangre-de-superfície, pesca de arrasto e a poluição marinha, incluindo resíduos que podem ingerir. Pensa-se que a captura acidental tem desempenhado um papel significativo nos recentes declínios populacionais da espécie. As alterações climáticas são também um importante fator de ameaça, uma vez que influenciam a proporção entre fêmeas e machos.
Na região dos Açores e Madeira a maior ameaça que esta espécie enfrenta é a captura acidental por artes de pesca, o que levou a uma redução do tamanho da população de pelo menos 50% nas últimas 3 gerações.
Apesar das tentativas de conservação desta espécie, as suas populações continuam a decrescer. Devido à sua natureza migratória, a estabilidade das suas populações depende de uma cooperação internacional a longo prazo.

Data em que pretendem visitar o Oceanário de Lisboa:
3 de junho

Fotografias da exposição elaborada: