O ar que eu respiro | Trabalhos 2025/26 | Painel QualAR

Escola Básica e Secundária do Alto dos Moinhos (Sintra)

Escalão: 2.º escalão (3.º ciclo)

Idade(s) do(s) aluno(s):
13 e 14 anos

Desenho final:

Local onde está afixado:

Fases de desenvolvimento do trabalho:

Memória descritiva:
AR QUE EU RESPIRO
Este painel foi desenvolvido por alunos do 7.º e 9.º anos da nossa escola, no âmbito do desafio “O Ar que Eu Respiro”, promovido pela Associação Bandeira Azul de Educação e Ambiente, com o objetivo de sensibilizar para a importância da qualidade do ar e para os impactos que a poluição atmosférica pode ter na saúde humana e no ambiente.
Entre os meses de novembro e abril, os alunos recolheram, analisaram e interpretaram dados sobre temperatura, humidade, pressão atmosférica e níveis de partículas PM10 e PM2.5, utilizando sensores localizados em Sintra e consultando as plataformas QualAr e Climate Data. O trabalho foi desenvolvido de forma interdisciplinar, articulando as áreas da ciência, educação ambiental e expressão artística.
A análise dos dados permitiu identificar vários dias com qualidade do ar fraca ou má, devido à elevada concentração de partículas no ar. Em alguns dias registaram-se valores muito elevados de PM10 e PM2.5, partículas muito pequenas que entram facilmente no sistema respiratório e podem afetar a saúde.
Ao longo do projeto, os alunos participaram ativamente em todas as fases do trabalho: pesquisa de informação, análise de dados, reflexão sobre os impactos da poluição atmosférica e construção artística do painel. A componente plástica foi desenvolvida de forma colaborativa entre alunos de diferentes anos de escolaridade, promovendo a entreajuda, a criatividade e o trabalho em equipa.
Nos últimos anos, tem-se falado cada vez mais das poeiras vindas do Norte de África, que chegam a Portugal transportadas pelo vento. Estas poeiras naturais conseguem percorrer milhares de quilómetros e influenciam a qualidade do ar que respiramos, tornando o céu mais turvo e aumentando a quantidade de partículas presentes na atmosfera.
A escultura principal deste painel representa um nariz gigante. O nariz é a porta de entrada do ar e simboliza tudo aquilo que respiramos diariamente, mesmo sem nos apercebermos. Através dele entram partículas boas e más: oxigénio essencial à vida, mas também poeiras, fumos e poluentes invisíveis.
Na construção desta escultura, os alunos contaram com a colaboração de Sónia Delgado (Encarregada de Educação) que apoia regularmente as atividades Eco-Escolas, orientando e ensinando técnicas de modelagem do nariz, tornando possível uma aprendizagem mais prática, artística e participativa.
Este trabalho junta ciência e arte para mostrar que o ar, apesar de invisível, tem um enorme impacto na nossa vida. Os números presentes nas tabelas ajudam-nos a perceber que a qualidade do ar muda todos os dias e que aquilo que respiramos depende não só da natureza, mas também das ações humanas.
Respirar é algo automático; pensar na qualidade do ar que respiramos deve ser uma escolha consciente de todos nós.