Enquadramento
O projeto “Fios de Esperança: A Terra que Queremos” iniciou-se como projeto piloto na Região Autónoma da Madeira, valorizando a forte tradição têxtil da região e, em particular, os reconhecidos Bordados da Madeira. Esta arte, símbolo identitário e cultural, reflete precisão, cuidado e criatividade — qualidades que se alinham naturalmente com a ideia de tecer o futuro de forma consciente e sustentável.
Embora no ano letivo 2025/26 tenha decorrido apenas na R. A. da Madeira, a ideia será a sua implementação a nível nacional neste ano letivo 2026/27, ano dos 30 anos do Programa Eco-Escolas em Portugal. Ao envolver as escolas na construção de um painel coletivo, o projeto promove a ligação entre património e futuro, convidando os alunos a expressarem, através da arte têxtil, a sua visão para “A Terra que Queremos”.
Descrição da atividade
A iniciativa consiste na circulação de uma base, cedida pela ABAAE, que servirá de suporte para a criação de um painel/tapete coletivo, representando a visão do “futuro que queremos” para o concelho, região ou país. Cada concelho participante receberá uma Bandeira Eco-Escolas antiga de dimensões 1,5 x 2m que circulará entre as escolas do município, de acordo com um calendário sugerido pela ABAAE e facilitado pela autarquia.
Deve ser decorada cosendo peças/elementos ou através de pontos e bordados.
Orientações técnicas
– A bandeira deve manter a sua integridade e pode/deve ser integralmente trabalhada;
– O contributo de cada escola deve respeitar o espaço delimitado decidido em conjunto;
– Técnicas permitidas: bordado, costura, pintura têxtil, crochet, reutilização têxtil, etc;
– Identificação discreta do concelho;
– Listagem das escolas/ instituições e pessoas que contribuíram, na parte traseira do trabalho.
Metodologia
- Reflexão: cada escola, aquando da receção da bandeira, deverá promover momentos de reflexão com os alunos sobre o tema “A Terra que Queremos”, considerando os desafios ambientais locais e regionais, os valores do Programa Eco-Escolas e a identidade cultural da Região Autónoma da Madeira.
- Articulação: um ou mais representantes de cada escola envolvida devem-se reunir para combinar ideias.
- Co-criação: os alunos definem coletivamente a mensagem e o contributo artístico a integrar no painel, escolhendo técnicas e materiais adequados e articulando o trabalho com os contributos já existentes.
- Execução: cada escola executa o seu contributo têxtil, respeitando as orientações técnicas e o espaço delimitado na bandeira.
- Registo e partilha: o processo é registado e a bandeira entregue à escola seguinte, de acordo com o calendário definido pelo município.
O papel das Escolas e do Município
O município deverá:
- Inscrever-se;
- Gerir o calendário de circulação;
- Indicar o nome das Escolas/Instituições a participar
- Facilitar entrega e recolha da bandeira;
- Assegurar transporte e acondicionamento;
- Reportar incidentes à ABAAE;
- Submeter o painel final a concurso.
Cada escola deverá:
- Desenvolver o projeto com os alunos;
- Receber a bandeira-base na data definida;
- Criar um elemento artístico têxtil que represente “A Terra que Queremos”;
- Integrar o contributo na bandeira seguindo as orientações técnicas;
- Registar o processo com fotografias e memória descritiva;
- Entregar a bandeira à escola seguinte, dentro do período definido no calendário.
Concurso municípios
A informação solicitada para concurso deve ser submetida pelo município.
Informação solicitada para concurso
Fotografias do painel: até 5 de detalhes, 1 do trabalho final.
Fotografias da elaboração do painel pelas escolas envolvidas e da passagem de testemunho: até 10 fotografias.
Resposta a um conjunto de questões relacionadas com:
-Formas de envolvimento das escolas, professores, alunos e comunidade;
-Estratégias utilizadas na definição coletiva do trabalho;
-Técnicas utilizadas no painel;
-Envolvimento da comunidade;
-Divulgação do Painel.
Prazos
Inscrição do município até 28 de fevereiro
Conclusão da circulação submissão dos trabalhos até 31 de maio.
Critérios de avaliação
O júri avaliará com base nos seguintes critérios:
– criatividade e originalidade;
– clareza da mensagem;
– qualidade técnica;
– coerência com o painel coletivo;
– envolvimento dos alunos e comunidade.
Júri
Composto por elementos da ABAAE e parceiros regionais.
Resultados e apresentação final
Os premiados serão anunciados no decorrer do mês de julho e os prémios entregues no Dia das Bandeiras Verdes 2027.
Fios de Esperança
Fios de Esperança: A Terra que Queremos

Quem pode participar
Todos os municípios e todas as Eco-Escolas, de todos os graus de ensino. Pode ainda existir o contributo de outras instituições a convite da escola ou do município
A participação é por concelho: cada concelho recebe uma única bandeira-base.
Objetivos
- Promover a reflexão sobre o futuro sustentável na perspetiva local, regional e nacional.
- Estimular a expressão artística e coletiva em torno dos temas planeta, comunidade, identidade e esperança.
- Reforçar a colaboração entre escolas do mesmo concelho.
- Promover a participação ativa dos alunos em processos criativos e colaborativos.
- Valorizar a arte têxtil e tradições artesanais como forma de expressão ambiental e social.
E ainda…
- Refletir sobre os desafios ambientais da região.
- Representar a visão da escola sobre “A Terra que Queremos”.
- Desenvolver competências de cidadania ativa, criatividade e expressão artística.
- Incentivar o trabalho em grupo e a responsabilização no contributo individual para o painel coletivo.
Competências e aprendizagens
Este projeto contribui para o desenvolvimento de competências tais como:
- Criatividade e expressão artística;
- Capacidade de colaboração e diálogo;
- Reflexão crítica sobre sustentabilidade;
- Conhecimento de técnicas artesanais;
- Planeamento e organização de trabalho coletivo.
Relação com os ODS



Inspiração


