Centro Escolar de Arranhó

Município: Arruda dos Vinhos

Informação
Agrupamento:

Escolas de Arruda dos Vinhos

Grau de ensino:

Jardim de Infância
1º Ciclo
2º Ciclo

Tipo de Escola:

Pública

Localização
Distrito: Lisboa
Concelho: Arruda dos Vinhos

Morada:
Rua das Missões Ultramarinas Portuguesas nº 1
2630-073 Arranhó

Telefone:
219681129

Localização GPS: 38.950267, -9.139078

Breve descrição

O Centro Escolar de Arranhó, em Arruda dos Vinhos, assume-se orgulhosamente como uma Eco-Escola de referência, onde a sustentabilidade se constrói através de uma participação conjunta e vertical, unindo crianças da creche, do pré-escolar, do primeiro ciclo e do segundo ciclo. Na nossa escola aprende-se sobre sustentabilidade, ecologia e cidadania através da promoção de princípios, comportamentos e da partilha de vivências que ultrapassam a sala de aula e as atividades rotineiras. Esta abordagem é enriquecida por parcerias ativas com a comunidade escolar permanente, as famílias e as entidades locais, como por exemplo a Junta de Freguesia e os agricultores locais, dos quais se destaca o Sr. João Ricardo.
Inserida numa região de forte identidade rural, a nossa escola ganha vida através de vários projetos pedagógicos, entre os quais se destaca “A Terra é a nossa Casa”. A partir das infindáveis temáticas que este projeto oferece — e que se verificam transversais a TODOS os grupos disciplinares e áreas de desenvolvimento e aprendizagem —, bem como da constatação básica da existência no nosso planeta de seres vivos e de elementos não vivos, como as rochas e o solo que sustentam e servem toda a vida, os nossos alunos de todas as idades “deitam as mãos” a espaços pedagógicos únicos. Falamos da nossa vinha, da horta pedagógica, dos pátios e dos muros, sem esquecer a exploração pedestre das imediações.
É neste cenário que a identidade local se vai materializando. A compreensão do nome que identifica o lugar que habitamos também se faz aprender com a plantação de Ruta graveolens, a planta vulgarmente chamada de Arruda, num espaço por cima da vinha, recriando o cenário que espelha a própria essência e o nome da nossa terra. Mas como a etimologia do nome também está associada à rota dos vinhos, exploramos igualmente caminhos que iremos marcar para chegar à vinha. Esta ligação profunda às raízes e às lides tradicionais cruza-se com a arte e a literatura no próprio espaço escolar, estando a ser imortalizada através de um mural que retrata a obra “A Vidinha de Lita”, de Irene Lisboa, uma ilustre cidadã da terra que sempre celebrou a identidade local.
O contacto diário e livre com a natureza é o motor da nossa inovação pedagógica. O brincar com a lama, a terra e a água expande-se até ao Moinho do Custódio, no cimo do monte ao pé da escola, onde a exploração ao ar livre se transforma em autênticas escavações à descoberta de fósseis, ensinando o grupo a ler o passado da Terra através das rochas. A partir daí, a tradição oral ganha contornos lúdicos com o Jogo do Gigante da Arruda, uma lenda local que transpõe fronteiras disciplinares: na Matemática, desafia as crianças a medir o corpo do gigante usando o seu próprio comprimento; nas Expressões e na Linguagem, a desconstrução desta personagem permite explorar as emoções e a empatia.
O ecossistema da nossa “Casa” estende-se ao galinheiro pedagógico com o subprojeto “Os animais também vivem na nossa casa”. Ali, as galinhas são aliadas na horta e as crianças acompanham de perto o seu desenvolvimento, alimentação e postura de ovos, alimentando a curiosidade científica com a maravilhosa descoberta de que uma delas põe ovos azuis — uma lição viva sobre a diversidade da natureza.
Finalmente, aliando a tradição à modernidade, a tecnologia entra ao serviço do ambiente no nosso Herbário Digital. Este é um projeto colaborativo único, onde o olhar atento e a recolha dos mais pequenos do pré-escolar se unem à capacidade dos alunos do segundo ciclo, que catalogam rigorosamente a flora da nossa região. No Centro Escolar de Arranhó, aprender é sinónimo de valorizar a identidade regional e local. Inovar é permitir que os nossos alunos cresçam com a força da nossa comunidade, com os pés assentes na terra e os olhos focados num futuro sustentável.

Histórico de participação e Galardão Eco-Escolas
  1. 1996-1997
  2. 1997-1998
  3. 1998-1999
  4. 1999-2000
  5. 2000-2001
  6. 2001-2002
  7. 2002-2003
  8. 2003-2004
  9. 2004-2005
  10. 2005-2006
  11. 2006-2007
  12. 2007-2008
  13. 2008-2009
  14. 2009-2010
  15. 2010-2011
  16. 2011-2012
  17. 2012-2013
  18. 2013-2014
  19. 2014-2015
  20. 2015-2016
  21. 2016-2017
  22. 2017-2018
  23. 2018-2019
  24. 2019-2020
  25. 2020-2021
  26. 2021-2022

    2021-2022

    galardoada

  27. 2022-2023

    2022-2023

    galardoada

  28. 2023-2024

    2023-2024

    galardoada

  29. 2024-2025

    2024-2025

    galardoada

  30. 2025-2026

    2025-2026

    em apreciação

Galeria de Imagens

Sobre o Programa e atividades Eco-Escolas

Fazer parte do Eco-Escolas no Centro Escolar de Arranhó tem sido uma caminhada muito enriquecedora e com um impacto visível na nossa comunidade. No entanto, enquanto escola que acolhe os alunos desde a creche até ao segundo ciclo, sentimos uma sobrecarga tanto com a quantidade de inscrições que temos de realizar em calendarização faseada quanto na exigência de submissão de evidências. Além disso, sentimos que toda esta estrutura de relatórios e prazos está ainda pouco adaptada para a realidade e ritmos dos níveis de ensino do Pré-Escolar e do 1.º Ciclo, que representam a maior quantidade de executores no nosso centro.

No nosso agrupamento, a sustentabilidade faz-se vivendo a natureza de forma orgânica, diária e lúdica. Por isso, acreditamos que o programa ganharia ainda mais valor se simplificasse estes processos burocráticos, centrando-se mais na flexibilidade das vivências reais das crianças e menos na rigidez dos prazos de submissão de plataformas.

Além do aspeto burocrático, partilhamos uma reflexão sobre o próprio galardão. O ato de hastear uma bandeira que surge ‘desatualizada’ para as crianças (referente ao ano anterior) não nos parece motivador. No nosso parecer, o funcionamento poderia ser invertido ou seja, deveríamos hastear a bandeira correspondente ao ano letivo que estamos efetivamente a frequentar e, caso as metas não fossem cumpridas, perderíamos o direito à mesma no ano seguinte e não teriamos bandeira para hastear.

Por fim, apontamos ainda um detalhe prático quanto às grandes dimensões da bandeira Eco-Escolas. Por questões de protocolo e proporcionalidade heráldica, o seu tamanho excessivo obriga-nos a ter as bandeiras nacional e do município com essa mesma dimensão gigante para manter o alinhamento correto, o que acarreta uma dificuldade logística desnecessária. Mais do que isso, consideramos que esta produção e substituição anual de um galardão tão grande não está de acordo com os princípios de redução de consumo que o programa tanto defende. Uma excelente alternativa seria o galardão ter a validade de dois anos, ou seja, ser mudado apenas de dois em dois anos, e se tiver uma dimensão menor reduzimos o consumo de tecido para o produção dessas bandeiras, promovendo uma prática muito mais sustentável e coerente, com os nossos propósitos.