Eco-Trilhos Eco-Escolas

Enquadramento

Inspirado no conceito dos Trilhos da Ciência e no projeto I Diverse, o projeto Eco-Trilhos Eco-Escolas pretende motivar para o conhecimento do território dentro e/ou próximo da escola incentivando à criação de trilhos que, através da sugestão de experiências e atividades, dêem a conhecer características ambientais e de sustentabilidade desses mesmos percursos. Assim, convida a comunidade educativa a explorar, observar e valorizar o património natural e cultural local, promovendo uma aprendizagem ativa e significativa em contacto direto com o território.

O Eco-Trilhos Eco-Escolas, assenta numa abordagem colaborativa, criativa e centrada no aluno, incentivando os jovens a observar, questionar, idealizar, criar, interpretar e agir sobre os desafios ambientais do seu meio envolvente.
Mais do que um simples percurso pedestre, um Eco-Trilho constitui uma ferramenta pedagógica interdisciplinar, integrando diferentes áreas do saber — como Ciências Naturais, Geografia, Educação Física, Artes, História e Cidadania — e promovendo o desenvolvimento de competências de investigação, comunicação, cooperação e ação ambiental.

Relação com os ODS

Metodologia

Aconselha-se a que, na fase de preparação do projeto, sejam exploradas as vivências dos alunos e família e aplicadas as etapas do Design Thinking:

  • Feel:
    Solicitar aos alunos que desenhem numa folha branca um mapa com os principais pontos de interesse ambiental, social ou cultural na freguesia  (
    mapa mental /personal geography).
    Analisar a área onde se pretende realizar o trilho através da observação de um mapa em papel (opcional), através da exploração do google maps e da aplicação wikiloc.
    Realizar, se possível, uma visita exploratória ao local escolhido para identificação no terreno do número e localização das paragens a introduzir no trilho e o tema de cada Estação.
  • Imagine:
    Depois de um debate e decisão sobre o local onde vai ser traçado o trilho, é fundamental imaginar o que constará das diferentes Estações.
    Aconselha-se a realização de pesquisa documental, histórica e/ou bibliográfica, sobre os temas escolhidos.

  • Create:
    Seguidamente, há que elaborar o conteúdo associado a cada estação: informação que vai ser colocada para o utilizador do trilho, proposta de atividade etc.
    Nota: estas experiências e atividades ao longo do trilho devem sempre que possível envolver a comunidade.

    Em alternativa, sugere-se a possibilidade dos postos poderem ser apresentados por mini-vídeos que fornecem informação, introduzem ou desafiam à realização de atividades.
  • Share:
    O trilho georeferenciado deve conter toda a informação necessária para o compreender e concretizar, incluindo a identificação dos autores.
    Para divulgação e explicação do trilho sugere-se ainda a realização de um flyer / brochura explicativa que poderá depois ser partilhada com a Junta de Freguesia.
    Para além da partilha nas redes sociais (wikiloc, Facebook, Instagram…) sugere-se  a realização do próprio eco-trilho convidando elementos da escola (alunos de outras turmas, professores, funcionários) e da comunidade como por exemplo encarregados de educação, funcionários, Junta de Freguesia, etc.

Como criar um Eco-Trilho:

  1. Desenhar os pontos de interesse ambiental, social ou cultural na freguesia (mapa mental /personal geography). Análise dos desenhos e debate.
  2. Escolher alguns dos pontos/temas para criar Estações com atividades (interdisciplinar). [Ficha Conteúdo da Estação].
  3. Traçar o percurso num mapa físico (em papel) da área em torno ou perto da escola.
  4. Traçar o percurso no Google Maps e/ou criar o percurso no local utilizando o Wikiloc [Ficha Google Maps]. [Ficha Wikiloc]
  5. Editar o percurso (e completar a informação geral sobre o Trilho, sobre as Estações e sobre os outros pontos de interesse)
  6. Elaborar um flyer de apresentação do Trilho [Flyer turístico exemplo (sem atividades)]
  7. Concretizar o Trilho no terreno
  8. Divulgar o Trilho

O que deve conter o Eco-Trilho:

Os Trilhos deverão ser georreferenciados e criados na aplicação Wikiloc ou em Alternativa no Google Maps  [ver fichas Trilho Wikiloc e Trilho Google Maps].

Nota importante: para que os trilhos possam ser mais facilmente encontrados nas redes sociais é importante que na aplicação utilizada (Wikiloc ou Google Maps) o trilho tenha seguinte designação:  [Eco-Escolas_Eco-Trilho_ (nome da escola)]

Os Trilhos deverão incluir paragens onde são propostas atividades, denominadas Estações. Poderá também incluir, outros Pontos de Interesse ambiental e/ou sócio-cultural.

Cada Trilho deverá incluir pelo menos 4 Estações com sugestão de atividades e elementos informativos. Este ano letivo, pelo menos duas das estações que compõem o trilho devem ter como tema a Biodiversidade.

Podem ainda ser incluídos Pontos de Interesse adicionais sem sugestão de atividades mas com elementos informativos como curiosidades, histórias, fotografias, etc 

Os percursos podem ser lineares ou circulares.

O que incluir nas “Estações”:

Ao longo do trilho deverão ser criadas as Estações/paragens que no trilho deverão ser assinaladas com pelo menos 1 fotografia.

A fotografia ou fotografias que apresentam a Estação sugerem o tema. As imagens podem ser diversas, dependendo também do tipo de atividade que se pretende sugerir. Utilize as paragens para fotografar. Alguns exemplos:
1- a paisagem – fotos com orientações diferentes, integrando os vários elementos existentes, naturais e/ou humanos como a geologia, o relevo, cobertura vegetal ou outras formas de ocupação do território: povoamento, arruamentos, circulação/mobilidade, áreas comerciais/industriais, residenciais, áreas de lazer, parques e jardins, espaços verdes, o litoral, uma praia etc..
2- um detalhe que chamou a sua atenção nesse local: um animal, uma planta, uma folha, uma espécie autóctone, uma espécie exótica, um bebedouro, um lago, um charco, um ninho, um animal, uma pedra, solo, um banco de jardim, uma estátua. Ou ainda um ecoponto, uma boca de incêndio, uma paragem de autocarro, um parque de bicicletas, um semáforo, um monumento, um teatro, uma associação de moradores, uma pintura (arte urbana), etc…

As Estações por definição possuem sugestões de atividades devendo ser tratado o tema da biodiversidade em pelo menos uma delas.

Os Pontos de Interesse: em complemento podem ser o ser incluídos outros tópicos, tópicos relativos aos aspetos ambientais como por exemplo: Alterações Climáticas: Mitigação/ Adaptação; Mobilidade Sustentável, Alimentação e Agricultura Sustentável,  Solo, Natureza, Biodiversidade, Floresta, Qualidade do Ar, Ruído, Resíduos, Água, Eco-Inovação; Energia.

Concurso | Regulamento

Para participar no concurso, os trabalhos a apresentar devem respeitar o presente regulamento.
Podem participar vários alunos e turmas. No entanto cada escola pode submeter apenas um trabalho por escalão.

Características do trabalho

O trabalho final é composto por diversas peças, nomeadamente: o mapa digital no google maps ou wikiloc, devidamente legendado com a localização das estações e pontos de interesse, as fichas de cada estação com as atividades propostas, um flyer de apresentação do trilho e ainda evidências da concretização do percurso (fotografias, vídeos, etc).

Elementos para concurso

Para enviar o trabalho a concurso serão solicitados os seguintes elementos que devem ser enviados através da plataforma Eco-Escolas:

Identificação do Trilho

  • Link do percurso georreferenciado criado na aplicação Wikiloc ou GoogleMaps, com a marcação das Estações, atividades sugeridas e pontos de interesse ou elementos informativos;
  • Nome do Trilho [Eco-Escolas_Eco-Trilho_ (nome da escola)];
  • Tipo de trilho (circular ou linear);
  • Extensão do percurso (em metros ou quilómetros);
  • Duração (aproximada em minutos de percurso, descontando as paragens);
  • Nº de postos/estações/paragens;
  • Tema do trilho;

Apresentação das estações

  • Temas das Estações (mínimo 4 estações, sendo que pelo menos uma estação deve ter como tema a Biodiversidade);
  • Fichas de cada Estação explicitando a atividade proposta.

Memória descritiva 

Que deve abordar aspetos relacionados com a metodologia de realização do projeto, referindo os seguintes aspetos:

  • o que motivou a participação neste projeto,
  • disciplinas envolvidas,
  • ano de escolaridade/idade dos alunos
  • como foram envolvidos os alunos,
  • como foram envolvidos outros elementos da comunidade escolar
  • justificação do local escolhido para a realização do percurso, pertinência/interesse do percurso
  • autores

Elementos opcionais, mas diferenciadores:

  • Folheto A4, promocional do percurso, em formato digital;
  • Fotos/evidências da concretização do percurso por um grupo da escola ou comunidade.
Júri

O júri será constituído por elementos da Comissão Nacional Eco-Escolas e ABAAE.

Prémios

1º Lugar – Binóculos e Bússola
2º Lugar – Powerbank e bússola
3º Lugar – Powerbank

Prazos

A escola deve inscrever-se até 28 de fevereiro de 2026 no projeto na plataforma Eco-Escolas.
Depois de concluído o trilho, deverá ser preenchida a informação solicitada na plataforma, até 31 de maio de 2026.

Eco-Trilhos

Quem pode participar

Este projeto destina-se aos alunos e professores de todas as escolas inscritas no Programa Eco-Escolas existindo um escalão único.

A inscrição deve ser realizada na plataforma Eco-Escolas aqui.

Objetivos
  • Motivar escolas, professores e alunos a trabalhar as áreas temáticas relacionadas com a biodiversidade e espaços exteriores;
  • Proporcionar às escolas metodologias e recursos para a implementação das ações ambientais;
  • Reconhecer e premiar os melhores trabalhos resultantes dos projetos.
  • Investigar, interpretar e conhecer território da freguesia em que se insere a escola e o seu património ambiental, social e cultural;
  • Compreender a importância dos espaços verdes no ordenamento do território, na qualidade de vida da população e na mitigação da poluição e alterações climáticas;
  • Desenvolver competências de investigação, trabalho colaborativo, pensamento crítico e criativo, fotografia, ilustração, orientação e reportagem;
  • Explorar novas ferramentas de trabalho e de orientação;
  • Incentivar as parcerias com as juntas de freguesia;
  • Divulgar o projeto, utilizando as redes sociais e aplicações móveis de forma pedagógica;
  • Promover hábitos de saúde melhores ao incentivar a prática de exercício físico em ambientes naturais.
Competências e aprendizagens

O envolvimento no projeto potencia a aquisição de aprendizagens como:

  • Sentido de orientação, autonomia e tomada de decisão
  • Hábitos mais saudáveis (promoção do desporto ao fazer trilhos naturais)
  • Conhecimento natural e cultural
  • Trabalho em equipa (planeamento e desenvolvimento de trilhos em turma)
  • Cidadania ativa e responsabilidade ambiental (ao saber mais sobre o ambiente local em que se insere, o aluno fica com uma responsabilidade acrescida de preservar o ambiente em seu redor)
  • Aplicação de métodos do campo como observação direta, registo de dados em terreno, uso de mapas e ferramentas digitais de georreferenciação;
  • Uso de tecnologias e divulgação como mensagem de educação/sensibilização ambiental.

Como fazer um Eco-Trilho (vídeo tutorial)

Apresentação Síntese “Como criar um Eco-Trilho”

Flyer | Exemplo de Flyer turístico
(nota não se trata de um trilho da Ciência nem tem atividades /estações apresenta-se apenas como sugestão de possível design de flyer de divulgação do Eco-Trilho