Escola de Hotelaria e Turismo do Porto (Porto)
1 - Identificação do Trilho
Link do percurso georreferenciado criado no Wikiloc ou Google Maps:
Nome do Trilho:
Eco-trilhos, Eco-escolas, Eco-Escola de Hotelaria e Turismo do Porto 'Volta ao Passado'
Tipo de trilho: 1
Extensão do percurso aproximada:
2500
Duração aproximada:
1h30m
N.º de postos/estações/paragens:
11
Tema do Trilho:
Eco-Trilho cultural e sensorial pelos Jardins do Palácio de Cristal - De Volta ao Passado
Temas das Estações:
Jardins do Palácio de Cristal
Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Jardim das Cidades Geminadas
Avenida das Tílias
Gruta de Camões
Fonte de São Crispim
Miradouro Torreão
Capela / Igreja
Lago
Miradouro da Arrábida
Arena Super Bock - Pavilhão Rosa Mota
Fichas de Estações:
Autores:
Alunos do curso de Turismo cultural e do património
2 - Memória Descritiva
Memória Descritiva:
Este projeto nasce de uma experiência simples, mas profundamente marcante: uma atividade realizada no âmbito do Programa de Intervenção Educativa Ambiental e Sustentável (PIEAS) da Câmara Municipal do Porto, que despertou nos alunos algo mais do que curiosidade — despertou admiração, respeito e uma nova forma de olhar a cidade. A partir desse momento, surgiu a vontade de transformar uma saída de campo numa experiência mais ampla, onde a aprendizagem se cruza com a emoção, a descoberta e a consciência do mundo que nos rodeia.
Integrado na turma de Turismo Cultural e do Património (Nível 5), este trabalho foi desenvolvido no âmbito da unidade de competência “Implementar regras de segurança e técnicas de gestão de risco em programas de turismo”, desafiando os alunos a pensar o turismo não apenas como deslocação, mas como responsabilidade, cuidado e interpretação do território.
O percurso foi realizado nos Jardins do Palácio de Cristal, um espaço onde a natureza e a cidade dialogam em harmonia, onde a fauna, a flora e o património cultural coexistem num equilíbrio quase poético. Este local não foi escolhido apenas pela sua beleza, mas pela sua capacidade de provocar reflexão: aqui, cada árvore, cada trilho e cada vista sobre o Douro contam histórias que não se encontram nos livros, mas que se sentem no silêncio dos jardins.
Ao longo da atividade, os alunos envolveram-se de forma genuína, demonstrando entusiasmo, curiosidade e sentido de responsabilidade. Mais do que observar, aprenderam a interpretar; mais do que caminhar, aprenderam a sentir o território. Esta experiência revelou que o turismo não é apenas uma atividade económica ou recreativa, mas um instrumento poderoso de ligação entre pessoas, lugares e memórias.
A componente de segurança e gestão de risco esteve sempre presente, assumida não como um limite, mas como uma forma de respeito — respeito pelos participantes, pelo espaço e pela própria experiência turística. Aprender a identificar riscos, a agir com prevenção e a garantir o bem-estar do grupo foi tão importante como qualquer outra aprendizagem, pois sem segurança não há descoberta verdadeira.
Este projeto procurou, acima de tudo, unir três dimensões fundamentais: cultura, património e sustentabilidade. Entender o património como algo vivo, que precisa de ser cuidado e preservado; compreender a sustentabilidade como uma responsabilidade coletiva; e reconhecer a cultura como uma ponte entre o passado e o futuro.
No final, fica mais do que um percurso. Fica uma sensação de pertença. Fica a consciência de que cada espaço visitado não é apenas um cenário, mas um legado. E fica também a certeza de que formar profissionais de turismo é, acima de tudo, formar guardiões de histórias, de lugares e de experiências que devem ser vividas com respeito, emoção e responsabilidade.
Este trabalho é, por isso, mais do que um exercício académico — é um convite a olhar o mundo com mais atenção, mais cuidado e mais humanidade.
3 - Elementos Opcionais
Folheto Promocional do Percurso:
Fotos/evidências da concretização do percurso por um grupo da escola ou comunidade:
