Escola EB 2,3 do Alto do Lumiar (Lisboa)
1. Área a intervencionar
A) Localização da escola em imagem satélite (Google Maps):
B) Identificação da área selecionada em imagem satélite (Google Maps):
C) Área total do espaço exterior da escola (m²):
35199
D) Área do espaço a intervencionar (m²):
300
E) Forma da área (quadrada, retangular, circular, irregular, entre outras):
Composta por 4 zonas irregulares (zona A, zona B, zona C e zona D)
F) Uso atual da área:
Terrenos destinados a zonas verdes, apenas parcialmente utilizados como tal, pois grande parte é apenas terra sem nada. Parcialmente arborizados nalgumas zonas, mas com excesso de prado de ervas anuais, vivazes e perenes. Devido à sua grande área, é necessário complementar com maior variedade de plantas de vários níveis.
G) Existência de acesso a ponto de água:
Existem pontos de água para cada uma das 4 zonas selecionadas.
H) Descrição do estado atual do espaço:
O solo é composto por uma camada superficial de manta morta e formações sedimentares constituídas por Calcários de Musgueira, Areias de Vale de Chelas, Calcários de Quinta de Conchas, Areias com Placuna Miocénica e Argilas.
As zonas estão limitadas por muros, pavimentação e por terrenos adjacentes com alguma arborização. No caso de ser possível complementar com maior variedade de plantas, constituir-se-á uma pequena floresta em cada um das zonas.
Existem pontos de água para cada uma das 4 zonas selecionadas, dois deles no próprio local (zonas A e D) e dois nos edifícios adjacentes (zonas B e C).
2. Justificação da floresta Miyawaki na escola
A) Razões que motivam a escola a implementar uma floresta Miyawaki:
Uma escola em equilíbrio saudável com a natureza, onde todos demonstram a sua parte no todo
da responsabilidade ambiental, ajuda a construir e reforçar uma identidade comunitária e contribui
para preparar melhor o indivíduo para os desafios inerentes ao futuro da sua própria existência.
Este projeto pretende exemplificar alguns exemplos de promoção de educação de boas práticas,
que contribuam para um funcionamento escolar ambientalmente mais responsável, bem como
para a construção do conhecimento nos próprios indivíduos.
Para isso, pretende-se desenvolver:
Espaços interativos, onde os alunos possam aprender sobre o meio físico, flora, fauna e sustentabilidade de forma prática;
Paisagismo, melhoria e valorização do espaço - Plantio de espécies nativas e adaptadas ao
clima e criação de um ambiente acolhedor, sustentável e ecológico;
Criação de Campanhas de sensibilização - Promoção de atividades ambientais que envolvam
alunos, professores e famílias na preservação do espaço;
Trilhos do Ambiente - Desenvolvimento de percursos educativos para a observação da
natureza, a experimentação de práticas ecológicas e a descoberta da biodiversidade local;
Envolver alunos, professores e famílias em projetos de longo prazo, garantindo a
continuidade do impacto positivo.
B) Importância da plantação de espécies nativas:
O plantio de espécies nativas e adaptadas ao clima potencia o desenvolvimento natural.
Os estudos sobre a forma como as diferentes espécies de plantas interagem dentro das comunidades levaram ao desenvolvimento de um método de plantação de florestas que combina os conceitos de vegetação natural potencial (a vegetação que deveria existir num dado local se não houvesse intervenção humana) e a forma como as espécies interagem entre si e crescem para formar um ecossistema florestal dinâmico.
Explicite cada uma das opções assinaladas em c):
• Promoção da biodiversidade
A associação de diferentes espécies nativas e adaptadas ao clima potencia o desenvolvimento natural e manutenção dos sistemas, com menos recursos artificiais.
• Melhoria das condições de aprendizagem
Este projeto permitirá a criação de um ambiente mais acolhedor, sustentável e ecológico, envolvendo alunos, professores e famílias em projetos de longo prazo, garantindo a continuidade do impacto positivo numa escola TEIP.
D) Reflexão sobre a longevidade das florestas Miyawaki e o futuro da floresta no contexto escolar:
Os princípios do método das florestas Miyawaki defendem que se deve identificar a vegetação natural potencial do local e a sua estrutura, ou seja, de que forma as diferentes espécies de herbáceas, arbustos e árvores podem ser combinadas. O solo deve ser analisado para perceber que nutrientes são necessários; as sementes devem ser recolhidas no local, germinadas e plantadas em densidades elevadas recorrendo a técnicas de cobertura do solo, normalmente com matéria orgânica, que simula a proteção natural do solo feita pelas folhas e a plantação deve ser mantida livre de ervas consideradas daninhas e regada regularmente nos 2 anos iniciais.
Este projeto permitirá a criação de um ambiente acolhedor, sustentável e ecológico, envolvendo alunos, professores e famílias em projetos de longo prazo, garantindo a continuidade do impacto positivo numa escola com problemas de degradação devido ao vandalismo e falta de verbas para manutenção e restauros dos espaços, nomeadamente os exteriores.
3. Equipa responsável
A) Importância da existência de uma equipa dedicada ao projeto:
Será utilizada a equipa já existente do Clube de Ciências que já trabalha nos espaços exteriores.
B) Número e identificação dos elementos envolvidos (docentes, alunos, funcionários, outros):
Professores: Paulo Oliveira, Gilberto Costa e Flavio Flasinski
Funcionários: Maria Graça
Alunos do Clube de Ciências
C) Identificação da pessoa responsável pela articulação com a Associação Reforest:
Paulo Oliveira
D) Referência a grupos escolares já existentes com intervenção na área ambiental:
Equipa do Terreno Pedagógico/Clube de Ciências já desenvolve habitualmente atividades nos espaços verdes exteriores da escola.
4. Comunidade Escolar
A) Indicação da data considerada mais adequada para a plantação, tendo em conta o calendário escolar e o período preferencial definido:
Novembro
5. Recursos e Avaliação
A) Identificação de parceiros locais e respetivo papel no projeto:
Junta de Freguesia do Alto do Lumiar, Câmara Municipal de Lisboa, Associação para a Valorização Ambiental da Alta de Lisboa
B) Recursos financeiros, humanos e materiais previstos:
Aquisição de plantas, ferramentas, madeiras, água, serviço de jardinagem inicial - 5000,00 euros
C) Identificação de dificuldades ou riscos associados à implementação do projeto:
Existe risco de variações imprevistas das condições ambientais devido às alterações climáticas, bem como de vandalismo.
6. Anexos
A) Esboço representativo do projeto:
B) Fotografias da área selecionada para a plantação:
