WETLANDS – Um Tesouro a Conservar | Trabalhos 2025-26

Escola EB Ferreira de Castro (Sintra)

Escalão: Escalão 2 - Escolas do 2º e 3º Ciclo

Registo fotográfico:

Vídeo:

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Memória descritiva:
Descrição do processo de conceção e implementação da exposição
O projeto teve início com a apresentação do desafio “WETLANDS – Um Tesouro a Conservar” aos alunos do 8.ºB1, em contexto da disciplina de Ciências Naturais. Numa fase inicial, promoveu-se a exploração dos conhecimentos prévios dos alunos através do questionamento sobre o conceito de zonas húmidas, tendo as suas ideias sido registadas no quadro para posterior reflexão.
Após a adesão da turma ao desafio, realizou-se uma chuva de ideias coletiva, com o objetivo de definir a mensagem principal a transmitir à comunidade educativa através da exposição. Esta etapa permitiu envolver ativamente os alunos na definição do propósito do projeto.
Posteriormente, organizaram-se equipas de trabalho, distribuídas pelas seguintes áreas:
Investigação científica
Exposição & Design
Materiais multimédia
Comunicação e divulgação
Em trabalho colaborativo de turma, foram definidas as questões orientadoras e os conteúdos a integrar na exposição, permitindo ao grupo de investigação iniciar a pesquisa científica com base em fontes fidedignas (indicados no ponto 3).
Paralelamente, foi estruturada a exposição, definindo-se os elementos a incluir:
Painéis/cartazes informativos
Maquetes representativas de uma zona húmida
Representações de espécies de fauna e flora
Elementos naturais e paisagísticos
Recursos interativos (QR codes e quiz)
Foi também elaborada uma lista de materiais reutilizáveis e recicláveis, promovendo práticas sustentáveis e criatividade. Entre os materiais utilizados destacam-se cartolinas reutilizadas (que utilizamos para fazer painéis/cartazes informativos, cartões com as perguntas do quiz, post-its para o mural dos compromissos e placas de identificação das espécies da exposição), caroço de manga (corpo da carpa); esferovite (molde do peixe saramugo e da garça); folhas de eucalipto (penas da garça); caixas de ovos (nenúfar); embalagens de cartão (maquete de Portugal continental, libelinhas, rouxinol, nuvens e sol), rolhas de cortiça (joaninhas e para usar como pin e identificar os sítios Ramsar em Portugal continental); papel crepe e sacos de plástico verdes (vegetação); rolos de papel de cozinha (folhas do nenúfar branco); garrafas de plástico (corpo do sapo); papel de jornal/revistas (corpo do sapo e relevo); sacos de plástico azuis (rio); embalagem de rímel (corpo de uma libelinha); espigas de milho (planta: tabúa-larga); ramos da poda de árvores (caule da tabúa-larga); discos de algodão (nenúfar), etc.
A implementação do projeto decorreu maioritariamente em aulas de Ciências Naturais, sendo complementada com sessões extracurriculares de trabalho colaborativo. A professora acompanhou e orientou os alunos na construção das maquetes, elaboração dos materiais informativos e organização da exposição. Parte do trabalho foi também desenvolvida autonomamente pelos alunos fora do contexto de sala de aula.
Cada equipa assumiu responsabilidades específicas no desenvolvimento do projeto. O grupo de investigação científica dedicou-se à recolha e tratamento da informação. O grupo de exposição e design ficou responsável pela conceção visual e construção dos elementos expositivos.
A equipa de materiais multimédia teve um papel fundamental na vertente digital do projeto, sendo responsável pela realização de registos fotográficos e vídeos dos diferentes momentos de trabalho, documentando todo o processo. Esta equipa criou ainda QR codes que remetem para fontes de informação fidedignas, permitindo aos visitantes aceder a conteúdos adicionais sobre as espécies representadas e sobre os Sítios Ramsar em Portugal e no mundo. Para além disso, foi responsável pela seleção das imagens a integrar nos cartazes informativos, garantindo a qualidade e adequação dos conteúdos visuais.
O grupo de comunicação e divulgação assumiu a responsabilidade pela criação de materiais de divulgação, incluindo cartazes e convites digitais, bem como a partilha da iniciativa junto da comunidade escolar e encarregados de educação (redigiram um email a toda a comunidade educativa e publicaram uma notícia no site da escola com o cartaz da exposição).
A montagem da exposição foi realizada em contexto de aula, com a participação ativa dos alunos, que organizaram o espaço (usaram bancos para a base da zona húmida a retratar), colocaram os materiais informativos e dispuseram as maquetes.
A sessão de abertura da exposição decorreu no dia 22 de abril, no âmbito do Dia da Terra. Durante esta sessão, os alunos apresentaram a exposição, abordando de forma estruturada:
O conceito de zonas húmidas
Tipos de zonas húmidas
A sua importância ecológica e social
A biodiversidade associada
As principais ameaças
Exemplos a nível nacional e local (apresentando a convenção Ramsar, sítios Ramsar em Portugal e no mundo e dando exemplos de zonas húmidas na localidade da escola)
O papel da educação ambiental e do turismo sustentável
A importância da ação individual e coletiva
A exposição incluiu ainda um “Mural dos Compromissos”, onde os visitantes foram convidados a assumir ações concretas de proteção ambiental, e um quiz interativo, dinamizado pelos alunos.
Para além da sessão de abertura, foram dinamizados diferentes momentos de apresentação da exposição, nomeadamente visitas de turmas do 8.º ano no âmbito da disciplina de Ciências Naturais. Estas sessões incluíram não só a apresentação dos conteúdos pelos alunos, como também um momento de debate de ideias, promovendo a reflexão crítica sobre a temática das zonas húmidas e a sua articulação com os conteúdos programáticos da disciplina. No final, os visitantes tiveram oportunidade de interagir com a exposição, participar no quiz e contribuir para o Mural dos Compromissos, onde registaram ações concretas para a proteção e conservação das zonas húmidas, reforçando a componente educativa, participativa e de cidadania ambiental do projeto.
Metodologia e resultados alcançados
A metodologia adotada baseou-se numa abordagem ativa, colaborativa e interdisciplinar, centrada no aluno, promovendo a aprendizagem através da investigação, experimentação e criação.
Foram utilizadas estratégias como:
Aprendizagem baseada em projetos
Trabalho colaborativo em equipa
Pesquisa orientada
Aprendizagem pela ação (hands-on)
Educação ambiental participativa
Os resultados alcançados evidenciam:
Aquisição de conhecimentos sólidos sobre zonas húmidas a nível local e global
Desenvolvimento do pensamento crítico relativamente às ameaças ambientais
Propostas concretas de ação para a conservação da biodiversidade
Elevado nível de criatividade e originalidade na construção da exposição
Forte articulação entre diferentes disciplinas
Envolvimento ativo dos alunos em todas as fases do projeto
Participação significativa da comunidade escolar
Sensibilização da comunidade para a importância da preservação das zonas húmidas
O projeto contribuiu de forma clara para o desenvolvimento de uma cidadania ambiental ativa, informada e responsável.
Fontes de informação utilizadas
A pesquisa científica foi realizada com base em fontes digitais fidedignas e atualizadas.
https://www.icnf.pt/oquefazemos/materiaisinformativoseeducativos/zonashumidas
https://www.nationalgeographic.pt/meio-ambiente/o-que-sao-zonas-humidas-e-por-que-sao-tao-fundamentais-para-a-vida-na-terra_3639
https://www.lpn.pt/pt/noticias/a-importancia-das-zonas-humidas
https://rsis.ramsar.org/?__goaway_challenge=meta-refresh&__goaway_id=b84302fd254e30bc759643e799094fa7&__goaway_referer=https%3A%2F%2Fwww.icnf.pt%2F
https://quercus.pt/blog/2021/03/04/zonas-humidas-continuam-ameacadas-em-portugal/
https://wilder.pt/historias/dez-zonas-humidas-portuguesas-que-deve-conhecer
https://www.geonatour.com/turismo/zonas-humidas/
https://www.zoo.pt/pt/educar/cn-escolas/
Articulação com as aprendizagens essenciais e disciplinas envolvidas
O projeto enquadra-se nas aprendizagens essenciais da disciplina de Ciências Naturais (8.º ano), nomeadamente:
Caracterizar um ecossistema na zona envolvente da escola; Interpretar a influência de alguns fatores abióticos nos ecossistemas;
Interpretar as principais fases do ciclo da água, com base em informação diversificada (notícias, esquemas, gráficos, imagens) e valorizando saberes de outras disciplinas (ex.: Geografia e Físico-Químicas);
Analisar criticamente exemplos teoricamente enquadrados acerca do modo como a ação humana pode interferir nos ciclos de matéria e afetar os ecossistemas;
Discutir causas e consequências da alteração dos ecossistemas, justificando a importância do equilíbrio dinâmico dos ecossistemas e do modo como a sua gestão pode contribuir para alcançar as metas de um desenvolvimento sustentável;
Discutir opções para a conservação dos ecossistemas e o seu contributo para as necessidades humanas, bem como a importância da ciência e da tecnologia na sua conservação;
Explicar o modo como a poluição, a desflorestação, os incêndios e as invasões biológicas podem afetar os ecossistemas;
Interpretar a influência de alguns agentes poluentes nos ecossistemas, partindo de problemáticas locais ou regionais e analisando criticamente os resultados obtidos;
Discutir medidas que diminuam os impactes das catástrofes de origem natural e de origem antrópica nos ecossistemas, em geral, e nos ecossistemas da zona envolvente da escola, em particular;
Foram também trabalhadas aprendizagens de outras disciplinas, promovendo a interdisciplinaridade:
Geografia – análise do território e ecossistemas;
Físico-Química – ciclo da água e fenómenos naturais;
Português – comunicação oral e escrita;
Espanhol – apresentação de trabalhos com materiais recicláveis;
Educação Visual – construção e design da exposição;
Cidadania e Desenvolvimento – educação ambiental;
Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) – criação de conteúdos digitais.
Número de alunos e faixa etária
O projeto contou com a participação de 27 alunos, do 8.º ano de escolaridade, com idades compreendidas entre os 13 e os 14 anos.
Número de pessoas da comunidade escolar envolvidas
O projeto envolveu toda a comunidade escolar, incluindo alunos, professores, assistentes operacionais e encarregados de educação, quer ao nível da divulgação, quer na participação e visita à exposição.
Se pretenderem, podemos disponibilizar mais fotografias dos vários momentos, incluindo vídeos com audio da apresentação da exposição pelos alunos.