WETLANDS – Um Tesouro a Conservar | Trabalhos 2025-26

Escola Sec. D. Sancho I (Vila Nova de Famalicão)

Escalão: Escalão 3 - Secundário, Profissional e Superior

Registo fotográfico:

Vídeo:

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Memória descritiva:
Descrição do processo de conceção e implementação da exposição;
A exposição “A História do Charco em 4K” foi desenvolvida no âmbito do programa Eco-Escolas, integrada no projeto “Wetlands – um tesouro a conservar”, tendo como eixo central o charco da escola, construído em 2023 no âmbito do programa Ciência Viva na Escola.
Teve como principais objetivos:
valorizar o charco como laboratório vivo de aprendizagem
promover a literacia científica e ambiental
sensibilizar para a importância das zonas húmidas
desenvolver competências de investigação, comunicação e trabalho colaborativo
reforçar a ligação da escola à comunidade e a iniciativas de sustentabilidade
Foram cerca de 60 fotografias apresentadas, selecionadas a partir de um acervo documental, construído ao longo de três anos, pelo Clube Ciência Viva na escola, acompanhando toda a evolução do charco desde a sua criação. Neste sentido, embora a exposição tenha sido organizada no presente ano letivo, o projeto assume uma natureza contínua, iniciada em 2023, refletindo um trabalho consistente de observação, registo e valorização deste ecossistema, num contexto de proteção das zonas húmidas.
A conceção da exposição resultou de um trabalho colaborativo de 4 alunos do 12.º ano, que organizaram os conteúdos produzidos ao longo do projeto.
A exposição foi estruturada em núcleos temáticos:
Contextualização da construção do charco
importância ecológica das zonas húmidas
biodiversidade e espécies com estatuto de conservação
papel do charco na sensibilização ambiental
divulgação do projeto e participação em iniciativas externas
A implementação incluiu:
seleção e tratamento de fotografias e outros documentos como pósteres
produção de textos científicos e explicativos
organização do espaço expositivo (átrio da escola)
montagem da exposição
planeamento e dinamização da sessão de abertura
O átrio da escola foi preparado especificamente para o evento, por ser um espaço que garante visibilidade e acessibilidade a toda a comunidade educativa.
Metodologia e resultados alcançados;
A metodologia aplicada na conceção da exposição “A História do Charco em 4K” baseou-se num processo colaborativo e estruturado.
O trabalho iniciou-se com a seleção de um acervo fotográfico e de diversos materiais e documentos produzidos pelos alunos ao longo de três anos de acompanhamento do charco, desde a sua construção até à sua evolução enquanto ecossistema (como por exemplo pósteres resultantes de pesquisas) . Todo este material foi encontrado no Clube Ciência Viva na escola.
Seguiu-se a organização dos conteúdos em núcleos temáticos, definidos de forma a evidenciar diferentes dimensões do projeto: construção do charco, importância ecológica, biodiversidade, ações de sensibilização ambiental e divulgação externa.
Posteriormente, procedeu-se à seleção e edição das fotografias, à produção de textos explicativos e à organização de materiais científicos e pedagógicos elaborados pelos alunos.
A fase final incluiu a organização do espaço expositivo no átrio da escola, adaptado especificamente para o efeito, bem como a montagem da exposição e a preparação da sessão de abertura (cartaz, convite, guião e preparação do átrio).
Na construção da exposição e do vídeo, foi utilizada a aplicação Canva para criar suportes visuais informativos.
O desenvolvimento do projeto “A História do Charco em 4K” permitiu alcançar resultados significativos ao nível pedagógico, ambiental e comunitário.
No plano pedagógico, o projeto promoveu o desenvolvimento de competências científicas, nomeadamente ao nível da observação, recolha e interpretação de informação relacionada com o ecossistema do charco. A participação contínua dos alunos nas diferentes atividades contribuiu igualmente para o reforço da literacia ambiental, permitindo uma maior compreensão da importância das zonas húmidas e da conservação da biodiversidade.
A produção da exposição, dos materiais de divulgação e das apresentações públicas favoreceu ainda o desenvolvimento da capacidade de comunicação científica, incentivando os alunos a transmitir conhecimentos de forma clara, rigorosa e adequada a diferentes públicos. Paralelamente, o envolvimento ativo no projeto estimulou o pensamento crítico, a autonomia e o trabalho colaborativo, promovendo uma aprendizagem mais significativa e participativa.
Ao nível ambiental, o projeto possibilitou a identificação e reflexão sobre as principais ameaças às zonas húmidas, contribuindo para uma maior sensibilização da comunidade escolar relativamente à necessidade da sua preservação. O charco passou a ser reconhecido como um importante hotspot de biodiversidade, permitindo a observação e identificação de diferentes espécies, incluindo algumas com estatuto de conservação.
Para além da componente de sensibilização, o projeto promoveu também ações concretas de valorização e conservação da biodiversidade, através da manutenção do ecossistema, da introdução de espécies vegetais de interesse conservacionista e da divulgação da importância ecológica destes habitats.
O impacto do projeto ultrapassou o contexto da sala de aula, contribuindo para reforçar a imagem da escola como uma instituição comprometida com a sustentabilidade, a educação ambiental e a promoção de práticas ecológicas junto da comunidade educativa e de entidades externas.
A sessão de abertura da exposição, foi divulgado pelo cartaz/convite, exposto no átrio da escola, e divulgado nas redes sociais em, https://www.facebook.com/share/p/1C6eaJaP6t/ ,em https://www.facebook.com/share/p/1Y9dXjX8VX/ e em https://www.facebook.com/share/p/18M85WCsiG/
A equipa JRA, constituída por alunos do 8º ano, que assistiram à sessão de abertura, produziu um artigo sobre a exposição que pode ser consultado em https://jra.abaae.pt/plataforma/artigo/a-historia-do-charco-em-4k/?cred_referrer_form_id=48
Fontes de Informação utilizadas
As fontes de informação consultadas foram fundamentais para garantir o rigor científico, a contextualização ambiental e a qualidade pedagógica da exposição.
O acervo fotográfico e documental do Clube Ciência Viva na Escola constituiu a principal base de trabalho, permitindo documentar, ao longo de três anos, a evolução do charco, as atividades desenvolvidas e o envolvimento dos alunos no projeto.
O enquadramento do Tratado de Ramsar (https://www.ramsar.org/) possibilitou compreender a importância das zonas húmidas à escala global, reforçando o papel destes ecossistemas na conservação da biodiversidade e na sustentabilidade ambiental.
A bibliografia científica sobre zonas húmidas disponibilizada pela WWF (https://www.worldwildlife.org/habitats/wetlands) contribuiu para aprofundar conhecimentos sobre as funções ecológicas dos charcos, nomeadamente na regulação da água, conservação de habitats e mitigação das alterações climáticas.
A consulta da Lista Vermelha da IUCN (https://www.iucnredlist.org/) permitiu identificar e contextualizar espécies com estatuto de conservação presentes no projeto, promovendo uma abordagem científica e sensibilizadora sobre a necessidade de proteção da biodiversidade.
Foram ainda utilizados diversos recursos digitais e educativos, que apoiaram a investigação, organização da informação e produção dos conteúdos expositivos, contribuindo para o desenvolvimento de competências científicas, digitais e comunicativas dos alunos.
Articulação Curricular
O projeto integrou várias disciplinas, promovendo uma abordagem interdisciplinar:
Biologia – foi a disciplina central do projeto, permitindo o estudo do charco como ecossistema, a análise da biodiversidade, da importância das zonas húmidas para a conservação das espécies.Integrado no programa da disciplina.
Cidadania – contribuiu para a sensibilização ambiental, promovendo a reflexão sobre sustentabilidade, proteção da biodiversidade e responsabilidade individual e coletiva na preservação dos ecossistemas.
Português – esteve presente na produção dos textos da exposição, legendas e guião de comunicação, desenvolvendo competências de escrita, organização de ideias e divulgação científica.
Tecnologias da Informação – apoiou o tratamento e seleção das fotografias, bem como a organização visual da exposição e a comunicação digital do projeto, promovendo competências de literacia digital e comunicação científica.
Nº alunos envolvidos/Nº de pessoas da comunidade escolar envolvidas
O projeto “A História do Charco em 4K” reflete um percurso contínuo de três anos, marcado pelo envolvimento progressivo e ativo da comunidade educativa em diversas atividades científicas, ambientais e pedagógicas relacionadas com o charco da escola.
Ao longo deste período, centenas de alunos participaram em diferentes fases do projeto, desde a construção inicial do charco, à monitorização do ecossistema, registo fotográfico, produção de materiais científicos e dinamização de atividades de sensibilização ambiental.
A exposição, agora apresentada, foi organizada e dinamizada por quatro alunos do 12.º ano — Eduardo Almeida, Gabriel Almeida, Inês Santos e Isabelly Silva — que assumiram a liderança na seleção dos materiais, estruturação dos conteúdos e preparação da sessão de abertura.
O projeto contou igualmente com o acompanhamento e apoio da Coordenadora Eco-Escolas, da Coordenadora de Cidadania e Desenvolvimento e da Coordenadora do Clube Ciência Viva na Escola, garantindo a articulação pedagógica, científica e organizativa das diferentes iniciativas desenvolvidas.
Ao longo dos três anos, o charco esteve presente em atividades dirigidas a diferentes públicos, envolvendo turmas de vários níveis de ensino, participantes de projetos Erasmus+, professores e restantes elementos da comunidade escolar.
Na sessão de abertura da exposição participaram cerca de 65 alunos das turmas 803 e 806, bem como vários professores, num momento de partilha e valorização do trabalho desenvolvido.
Este envolvimento alargado reforçou o impacto educativo do projeto e consolidou o charco como um espaço de aprendizagem ativa, sensibilização ambiental e participação da comunidade.
Dificuldades sentidas
A organização da exposição “A História do Charco em 4K” envolveu também alguns desafios significativos. Um dos principais esteve relacionado com a seleção dos documentos e das fotografias, uma vez que existia um vasto acervo acumulado ao longo de três anos. Foi necessário proceder a uma triagem cuidada, de modo a garantir que os materiais escolhidos representavam, de forma equilibrada e coerente, a evolução do charco e as diferentes dimensões do projeto.
Outro desafio prendeu-se com a organização do espaço expositivo. O átrio da escola, embora central e de grande visibilidade, nunca tinha sido utilizado como palco de uma sessão de abertura de uma exposição desta natureza. Foi, por isso, necessário adaptar o espaço, planear a disposição dos materiais e garantir condições adequadas para a circulação dos visitantes e para a apresentação do trabalho.
Estas dificuldades foram ultrapassadas através do trabalho colaborativo entre os alunos e os professores envolvidos, permitindo transformar o desafio inicial numa oportunidade de aprendizagem e de desenvolvimento de competências organizativas e de gestão de projetos.
Conclusão
A exposição “A História do Charco em 4K” evidencia o elevado valor ecológico e pedagógico das pequenas zonas húmidas, assumindo-se como um projeto de forte impacto educativo e ambiental na comunidade escolar.
Trata-se de uma iniciativa contínua, e não pontual, desenvolvida ao longo de três anos, que permitiu uma abordagem evolutiva do ecossistema, baseada na observação, monitorização e interpretação científica.
Destaca-se o caráter inovador do projeto, ao integrar um recurso natural local — o charco — como eixo estruturante de aprendizagem interdisciplinar, promovendo simultaneamente ciência, arte e sensibilização ambiental.
Destaca-se o papel central dos alunos, protagonistas em todo o processo, demonstrando que a aprendizagem ativa pode gerar impacto real na comunidade e no ambiente.
Pela sua estrutura, metodologia e resultados, consideramos que este projeto apresenta um elevado potencial de replicabilidade, podendo ser adaptado a outros contextos escolares, contribuindo para a promoção da sustentabilidade. Constitui um exemplo de boas práticas em educação ambiental, alinhado com a Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas.