Escola Secundária de Ponte de Sor (Ponte de Sor)
Escalão: Escalão 2 - Escolas do 2º e 3º Ciclo
Registo fotográfico:
Vídeo:
Clique aqui para ver o vídeo na página do YouTube.
Memória descritiva:
Projeto WETLANDS
Um Tesouro a Conservar | Rio Sor
1. Descrição do processo de conceção e implementação da exposição
O projeto foi concebido no âmbito da componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento, a partir de uma discussão em sala de aula sobre questões ambientais identificadas pelos alunos, nomeadamente a poluição das águas e o aumento do risco de cheias. Surgiu igualmente a preocupação com as elevadas temperaturas que se fazem sentir em Ponte de Sor durante os meses de verão, bem como com a necessidade de preservar espaços verdes e frescos que contribuam para o bem-estar da população.
Neste contexto, nasceu a ideia de desenvolver uma campanha de sensibilização para a importância da conservação das zonas húmidas, tendo como ponto de partida o Rio Sor, enquanto exemplo local.
De acordo com as aprendizagens essenciais, a Cidadania e Desenvolvimento constitui-se como uma área de trabalho transversal, de articulação disciplinar, com abordagem de natureza interdisciplinar, que potencia o desenvolvimento de projetos que mobilizem aprendizagens das diferentes disciplinas, no âmbito da Estratégia de Educação para a Cidadania da Escola. Assim, após ouvidas as sugestões e aspirações dos alunos, o Conselho de Turma elaborou o projeto de atividades a implementar no âmbito do domínio organizador Desenvolvimento Sustentável.
Surgiram dois projetos estruturantes na turma: o Astro Ovo e o Wetlands – Um tesouro a Conservar.
No âmbito do primeiro, um grupo de alunos da turma participou neste desafio criativo construindo uma base que impediu que o OVO CRU se partisse numa queda de 7 m, abordou os conceitos de energia envolvidos, bem como alguns princípios de economia sustentável.O vídeo produzido é um alerta para a necessidade de reduzir a poluição no Rio Sor e encontra-se partilhado nas redes sociais
No âmbito do projeto Wetlands, todos os alunos da turma estiveram envolvidos. Numa primeira fase, os alunos realizaram pesquisa orientada sobre o conceito de zonas húmidas, a sua importância ecológica e as principais ameaças, selecionando informação relevante para a construção dos conteúdos.
Posteriormente foram promovidas várias atividades:
• aula prática dinamizada por alunos de Ciências e Tecnologias do 11º ano (análises químicas e observações microscópicas), permitindo avaliar a qualidade da água e compreender o funcionamento deste ecossistema ribeirinho;
• saída de campo (30 de março), permitindo a observação direta do ecossistema, a identificação de espécies de fauna e flora e a consolidação dos conhecimentos adquiridos, no contexto da preservação das zonas húmidas. Esta atividade contou com o apoio do Clube Ciência Viva do AEPS;
• apresentação sobre as zonas húmidas às 4 turmas do 3º ano com recurso à visualização do filme “A princesa e o Sapo”, promovendo a sensibilização ambiental desde os primeiros anos de escolaridade;
• a exposição integrou diferentes tipologias de trabalhos, destacando-se os cartazes informativos “Sabias que…”, os cartazes alusivos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o trabalho de localização das zonas húmidas no âmbito da Convenção de Ramsar e as aguarelas representativas da fauna e flora da zona ribeirinha, evidenciando a articulação entre o conhecimento científico, a expressão artística e a educação ambiental. Incluiu ainda trabalhos do 1.º ciclo, resultantes das atividades de sensibilização dinamizadas pelos alunos do 8.º ano. Destacou-se também o contributo do 11.º ano, com a apresentação de um poster científico sobre macrófitas, a realização de observações microscópicas, análises de águas com recurso a um kit e a identificação de espécies de fauna e flora, reforçando a dimensão científica do projeto. Estes alunos produziram um folheto (guia da exposição) que põe em evidência o trabalho por eles realizado anteriormente e que foi distribuído a quem visitou a exposição.
Pensada como um espaço interativo e informativo, a exposição culminou na sua inauguração, no Dia Mundial da Terra, com uma sessão dirigida à comunidade escolar. O programa incluiu três apresentações: WETLANDS – Um Tesouro a Conservar | Rio Sor, pelos alunos do 8.º B; Há vida na água, pelos alunos do 11.º A; e Rio Sor: Natureza, Saúde e Bem-Estar, por Sónia Martins, do Município de Ponte de Sor;
• divulgação nas redes sociais das atividades dinamizadas (instagram: ciências_aeps e no facebook Físico-Química AEPS);
• elaboração de dois comunicados de imprensa alusivos às atividades promovidas e que foram publicados na imprensa:
1º comunicado: Sapo, Agroportal, O Digital, Ecos do Sor e Alto Alentejo.
2º comunicado:Alto Alentejo, Agroportal, O Digital, Sapo, Linha de Elvas.
2. Metodologia e resultados alcançados
A metodologia adotada baseou-se na aprendizagem ativa, no trabalho de projeto e na interdisciplinaridade, colocando os alunos no centro do processo educativo. Foram privilegiadas estratégias como investigação orientada, trabalho de campo, atividade laboratorial, produção de materiais e comunicação científica.
A articulação com o 11.º ano permitiu reforçar a componente experimental, proporcionando aos alunos contacto com práticas laboratoriais reais, nomeadamente análises de parâmetros da água (pH, nitratos, ferro) e a realização de observações microscópicas, com identificação de microrganismos, relacionando os resultados com a qualidade dos ecossistemas aquáticos.
A colaboração com o 1.º ciclo promoveu o desenvolvimento de competências de comunicação, responsabilidade social e cidadania, através da partilha de conhecimentos a alunos mais novos.
O projeto destacou-se pelo elevado envolvimento dos alunos, que participaram ativamente em todas as fases do processo, desde a investigação à divulgação, assumindo um papel central na construção do conhecimento.
Os resultados alcançados:
• Elevado envolvimento dos alunos, com participação ativa em todas as fases do projeto;
• Articulação vertical entre diferentes ciclos de ensino, envolvendo o 1.º ciclo, o 8.º ano e o 11.º ano;
• Colaboração entre docentes de áreas disciplinares distintas, reforçando a interdisciplinaridade;
• Impacto significativo na comunidade escolar, evidenciado pela participação e pela divulgação na imprensa local;
• Desenvolvimento de competências científicas, nomeadamente na observação, análise e interpretação de dados;
• Consolidação de conhecimentos sobre ecossistemas, biodiversidade e sustentabilidade;
• Reforço da consciência ambiental, traduzido na adoção de atitudes mais responsáveis;
• Desenvolvimento de uma consciência crítica face aos desafios ambientais, evidenciado na capacidade dos alunos de propor e comunicar medidas de conservação das zonas húmidas;
• Valorização e orgulho dos alunos pelo trabalho realizado, com iniciativa na sua divulgação junto da comunidade;
• Fortalecimento do trabalho colaborativo, da autonomia e do sentido de responsabilidade no cumprimento de tarefas e de prazos;
• Flexibilização do currículo, com adequação a contextos reais e locais;
• Melhoria das competências de comunicação oral e escrita;
• Envolvimento dos Encarregados de Educação, nomeadamente na sessão de inauguração da exposição.
3. Fontes de informação utilizadas
• Programa Eco-Escolas;
• Clube Ciência Viva;
• Plataforma iNaturalist;
• Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ONU);
• Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF);
• Filme A Princesa e o Sapo
• wwfportugal
• https://books.google.pt/books?id=id-gEAAAQBAJ&pg=PA2&hl=pt
• https://apambiente.pt/dqa/assets/protocolo-de-amostragem-e-análise-para-os-macrófitos.pdf
4. Articulação com as aprendizagens essenciais e disciplinas envolvidas
O projeto promoveu a articulação de várias disciplinas, permitindo uma abordagem integrada do conhecimento, a saber:
• Português – produção de textos escritos e comunicações orais adequados a diferentes finalidades e públicos, com organização, coerência e correção linguística;
• Inglês – tradução dos postsdass redes sociais;
• Ciências Naturais – análise das relações entre os seres vivos e o meio, compreensão da dinâmica dos ecossistemas e avaliação do impacto da atividade humana na sustentabilidade ambiental;
• Físico-Química – realização de atividades experimentais, recolha e tratamento de dados, interpretação de resultados e comunicação científica;
• Geografia – localização e interpretação da distribuição espacial das zonas húmidas, análise de problemas ambientais e compreensão das relações entre território, recursos naturais e sustentabilidade;
• Educação Visual – representação artística de espécies (aguarelas);
• Educação Tecnológica - criação de materiais expositivos recorrendo à reutilização de cartões;
• Educação Física – promoção da atividade física em contacto com a natureza e valorização do território local;
• TIC – pesquisa, seleção, validação e tratamento de informação, bem como criação de conteúdos digitais adequados a diferentes contextos de comunicação (apresentações / posts/ cartazes);
• Cidadania e Desenvolvimento – desenvolvimento do pensamento crítico, participação ativa e tomada de decisões responsáveis no âmbito da sustentabilidade e da cidadania ambiental
Foram desenvolvidas competências como pensamento crítico, resolução de problemas, comunicação, criatividade e trabalho colaborativo.
5. Nº de alunos e idade dos alunos envolvidos
Participaram 20 alunos da turma B do 8.º ano (13-15 anos), 9 alunos do 11.º ano (16 - 17 anos) e 90 alunos do 3º ano (8 -9 anos).
6. Nº de pessoas da comunidade escolar envolvidas
Foram envolvidos aproximadamente 300 elementos da comunidade escolar, incluindo alunos que visitaram a exposição, professores, direção da escola, assistentes operacionais e técnicos e Encarregados de Educação. Também estiveram envolvidas as coordenadoras do programa Eco-Escolas bem como a coordenadora do Clube Ciência Viva.
https://espsedu-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cristina_goncalves_prof_aeps_pt/IQDrgqvE_bhQSbdbKQCw879MAT8ybdz7JGSOcE9iG050i-s?e=D9ueBm
