Oeiras International School (Oeiras)
Escalão: Escalão 2 - Escolas do 2º e 3º Ciclo
Registo fotográfico:
Vídeo:
Clique aqui para ver o vídeo na página do YouTube.
Memória descritiva:
No âmbito do programa Eco-Escolas e do desafio nacional “WETLANDS – Um Tesouro a Conservar”, os alunos do Year 6 ( 5º ano) da Oeiras International School desenvolveram um projeto interdisciplinar centrado na sensibilização para a importância das zonas húmidas, enquanto ecossistemas fundamentais para o equilíbrio ambiental e para a sustentabilidade do planeta.
No âmbito da disciplina de Portugês, o projeto foi apresentado aos alunos no dia 2 de fevereiro, assinalando o Dia Mundial das Zonas Húmidas, momento que serviu de ponto de partida para uma reflexão conjunta sobre a relevância destes ecossistemas. Desde o início, os alunos revelaram um elevado nível de envolvimento e motivação, tendo participado ativamente num brainstorming coletivo onde foram discutidas as mensagens a transmitir, o impacto pretendido junto da comunidade e as possíveis abordagens ao tema.
Este trabalho desenvolveu-se no âmbito de uma unidade de inquérito centrada na relação entre os ecossistemas e a sociedade, com especial enfoque nas causas e consequências da intervenção humana. A localização da escola, inserida numa zona natural atravessada por uma ribeira e frequentemente afetada por cheias, permitiu uma ligação direta entre os conteúdos abordados e a realidade vivida pelos alunos. Ao longo do inverno, marcado por episódios de cheias significativas — incluindo situações que obrigaram à suspensão das aulas presenciais — os alunos foram aprofundando a sua compreensão sobre a impermeabilização dos solos, o impacto da urbanização excessiva em zonas ribeirinhas e a consequente perda de habitats naturais.
Participaram neste projeto 36 alunos, organizados em diferentes grupos de trabalho, promovendo-se a entreajuda entre os vários níveis existentes na disciplina de Português. A investigação constituiu uma componente central do processo, tendo os alunos recorrido a diversas fontes de informação e estabelecido contacto direto com entidades relevantes, como a LPN, o Jardim Zoológico de Lisboa, a EVOA, a Companhia das Lezírias e o ICNF. Destaca-se, de forma particular, a colaboração estabelecida com o projeto “Peixes Nativos”, através da Dra. Sara Duarte, da Águas do Tejo do Atlântico, cuja contribuição foi determinante para o enriquecimento científico da exposição. No âmbito desta parceria, foi possível integrar na exposição a mostra itinerante “Ictiofauna nativa dos rios da Região Oeste”, cujos conteúdos informativos complementaram e aprofundaram o trabalho desenvolvido pelos alunos.
A partir da informação recolhida, os alunos produziram textos informativos, cartazes e diversos materiais expositivos, evidenciando uma preocupação constante com o rigor científico e a clareza da comunicação. Paralelamente, na disciplina de Artes, foram criadas peças inspiradas na biodiversidade das zonas húmidas, recorrendo, sempre que possível, a materiais reutilizados e elementos naturais (folhas , paus, pedras, etc). Um dos contributos recebidos, nomeadamente do ICNF, incluiu uma narrativa em formato de banda desenhada, que foi posteriormente dramatizada pelos alunos e apresentada à comunidade escolar, sendo também integrada na exposição através de um código QR.
O projeto assumiu igualmente uma dimensão performativa e interdisciplinar relevante através da sua articulação com a produção teatral da escola, baseada na obra Shrek. Aproveitando a temática do pântano como elemento central da narrativa, os alunos estabeleceram uma ligação conceptual entre o espetáculo Swamped e as zonas húmidas, apresentando os seus materiais ( posters e cartazes) e a bandeira Eco-Escolas durante as sessões realizadas no Auditório Rui de Carvalho, em Linda-a-Velha, um espaço aberto à comunidade. Esta iniciativa permitiu alargar significativamente o alcance do projeto, sensibilizando um público mais vasto.
A exposição foi inicialmente montada na escola, estando aberta à comunidade educativa. Posteriormente, na sequência de contactos estabelecidos pelos alunos com a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Oeiras — no âmbito de uma atitude de cidadania ativa — surgiu a oportunidade de apresentar o trabalho no Oeiras Parque. A inauguração teve lugar no dia 22 de abril, Dia Mundial da Terra, data escolhida de forma intencional pelo seu simbolismo.
A sessão de abertura contou com a presença de diversas entidades, nomeadamente o Senhor Vereador da Educação, Pedro Patacho, representantes da Câmara Municipal de Oeiras, o Diretor do Oeiras Parque, José Pedro Borges, a Dra. Sara Duarte, em representação da Águas do Tejo Atlântico, bem como membros da direção da escola, incluindo o Diretor da escola, elementos do Board, o Coordenador da Escola Primária e a Coordenadora da Sustentabilidade escolar. A presença destas entidades conferiu grande relevância institucional ao evento.
Durante a inauguração, os alunos, envergando os coletes Eco-Escolas, assumiram um papel ativo na apresentação da exposição, explicando os conteúdos aos visitantes e demonstrando um elevado nível de conhecimento, autonomia e sentido de responsabilidade. A exposição estará patente ao público até ao dia 6 de maio, permitindo a sua fruição por um número alargado de visitantes.
A divulgação do projeto foi assegurada através das redes sociais da escola - Instagram, Facebook e grupos de Whatsapp, com referência e articulação com entidades parceiras, incluindo o Município de Oeiras, o Oeiras Parque, o projeto Peixes Nativos e a ABAAE, ampliando o impacto da iniciativa.
Foi também desenvolvido um documentário em formato vídeo, , no qual se evidencia todo o processo, desde a conceção à implementação da exposição, destacando o envolvimento ativo dos alunos em todas as fases do projeto.
Em termos de balanço, considera-se que este projeto permitiu alcançar plenamente os objetivos propostos, promovendo o desenvolvimento de competências essenciais, nomeadamente ao nível do pensamento crítico, da investigação, da comunicação e da cidadania ambiental. Os alunos demonstraram uma crescente consciência ecológica e compreenderam o seu papel enquanto agentes de mudança.
Este trabalho constituiu, assim, uma experiência educativa profundamente significativa, evidenciando que, quando envolvidos de forma ativa e contextualizada, os alunos são capazes de produzir conhecimento relevante e contribuir para a sensibilização da comunidade em torno de questões ambientais de elevada pertinência.
