WETLANDS – Um Tesouro a Conservar | Trabalhos 2025-26

Alternância - Escola Profissional (Matosinhos)

Escalão: Escalão 3 - Secundário, Profissional e Superior

Registo fotográfico:

Vídeo:

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Memória descritiva:
ECO-ESCOLAS
MEMÓRIA DESCRITIVA
Projeto Wetlands — Um Tesouro a Conservar Escola: Escola Profissional Alternância
Programa: Eco-Escolas
Ano Letivo: 2025/2026
Nível de Ensino: CEF e Cursos Profissionais
Tema: Wetlands — Um Tesouro a Conservar
1. Identificação do Projeto
Nome do Projeto Wetlands — Um Tesouro a Conservar
Programa Eco-Escolas
Escola Escola Profissional Alternância
Ano Letivo 2025/2026
Nível de Ensino CEF e Cursos Profissionais
Coordenador do Projeto Tiago Martinho
Professores Envolvidos Carla Veiga, Vera Azevedo, Ana Carla
Santana, Ana Lima, André Azevedo
2. Contextualização e Justificação
As zonas húmidas — denominadas internacionalmente como wetlands — constituem ecossistemas de extraordinária riqueza ecológica, caracterizados pela presença permanente ou sazonal de água e pela elevada biodiversidade que suportam. Abrangem pântanos, sapais, lagoas, várzeas, estuários e margens de rios, sendo considerados entre
os ecossistemas mais produtivos do planeta. Desempenham funções vitais na regulação do ciclo hidrológico, na filtragem natural da água, no controlo de cheias, no sequestro de
carbono e na manutenção da diversidade biológica.
A escolha deste tema no âmbito do Programa Eco-Escolas decorre da necessidade urgente de sensibilizar as novas gerações para a importância e fragilidade destes habitats, que se encontram globalmente ameaçados pela ação humana.
Em Portugal, os rios, ribeiros constituem zonas húmidas de grande relevância, sendo o Corredor do Rio Leça, no concelho de Matosinhos, um exemplo próximo e concreto desta realidade. A possibilidade de realizar uma visita de estudo a este espaço, em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos, conferiu ao projeto uma dimensão prática e territorial especialmente relevante para os alunos envolvidos.
3. Objetivos
3.1 Objetivos Gerais
• Sensibilizar os alunos para a importância ecológica e ambiental das zonas húmidas
• Promover o contacto direto com a natureza e o desenvolvimento de competências de observação e análise
• Fomentar atitudes de cidadania ambiental ativa e responsável
• Fortalecer a parceria entre a escola e entidades locais na promoção da educação ambiental
3.2 Objetivos Específicos
• Identificar as principais ameaças às zonas húmidas e as suas causas
• Propor medidas concretas de conservação da biodiversidade destes ecossistemas
• Conhecer espécies representativas de fauna e flora das zonas húmidas portuguesas
• Valorizar a reutilização de materiais como prática ambientalmente responsável
• Construir alimentadores para pássaros utilizando materiais recicláveis/reutilizados
• Conhecer in loco o Corredor do Rio Leça e a sua importância ecológica
• Criar e produzir uma Exposição Fotográfica, subordinada À Biodiversidade das Zonas Húmidas, na Alternância, aberta à comunidade educativa e local
4. Ameaças às Zonas Húmidas e Propostas de Conservação
4.1 Principais Ameaças Identificadas
• Poluição hídrica: descarga de efluentes domésticos, industriais e agrícolas que degradam a qualidade da água e afetam a biodiversidade aquática.
• Drenagem e aterro: transformação das zonas húmidas em terrenos agrícolas ou urbanos, com perda direta de habitat.
• Espécies invasoras: introdução de espécies exóticas (como o jacinto-de-água ou o lagostim-vermelho) que perturbam o equilíbrio ecológico.
• Urbanização descontrolada: expansão urbana sobre áreas ribeirinhas e costeiras, com destruição de habitats naturais.
• Alterações climáticas: modificações nos regimes de precipitação e temperatura que alteram os ciclos hídricos e ameaçam espécies adaptadas a condições específicas.
• Sobre-exploração dos recursos: extração excessiva de água e recursos biológicos que compromete a sustentabilidade dos ecossistemas.
4.2 Propostas de Ações para a Conservação da Biodiversidade
• Implementação de corredores ecológicos que interligam as zonas húmidas entre si e com outros habitats naturais.
• Controlo e erradicação de espécies invasoras através de campanhas regulares de monitorização e intervenção.
• Sensibilização e educação ambiental das comunidades locais para as boas práticas de gestão da água e dos resíduos.
• Requalificação de margens de cursos de água com vegetação autóctone.
• Criação e expansão de áreas protegidas que incluam zonas húmidas de importância ecológica relevante.
• Promoção de políticas públicas de sustentabilidade hídrica e de redução da pegada ecológica.
• Apoio à investigação científica e ao monitoramento contínuo da biodiversidade nestas áreas.
• Instalação de infraestruturas de apoio à fauna, como ninhos artificiais e alimentadores para aves.
5. Espécies de Fauna e Flora Selecionadas
No âmbito do projeto, os alunos procederam à pesquisa estruturada e estudo de espécies características das zonas húmidas portuguesas, com especial ênfase nas que podem ser observadas no Corredor do Rio Leça. A seleção teve em consideração a representatividade ecológica, o valor patrimonial e a relevância pedagógica de cada espécie.
5.1 Fauna
• Garça-real (Ardea cinerea): ave de grande porte, característica das zonas ribeirinhas e húmidas, facilmente observável ao longo do Rio Leça.
• Lontra (Lutra lutra): mamífero semi-aquático, indicador da boa qualidade da água;
espécie protegida presente nos rios do noroeste de Portugal.
• Pato-real (Anas platyrhynchos): anátida muito comum em zonas húmidas, lagos e rios; importante dispersor de sementes aquáticas.
• Rã-verde (Pelophylax perezi): anfíbio abundante nas margens de rios e zonas pantanosas; espécie vulnerável à poluição e à destruição de habitats.
• Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula): passeriforme muito comum em zonas arborizadas ribeirinhas, com presença assídua ao longo dos percursos fluviais.
• Cegonha-branca (Ciconia ciconia): ave migratória que utiliza as zonas húmidas para alimentação; símbolo emblemático da conservação ambiental em Portugal.
5.2 Flora
• Caniço (Phragmites australis): gramínea aquática que forma densos caniçais nas margens de rios e lagoas; essencial como abrigo e local de nidificação para muitas aves.
• Íris-amarela (Iris pseudacorus): planta aquática de flores amarelas vistosas, frequente nas margens de rios e zonas encharcadas; importante para polinizadores.
• Salgueiro (Salix sp.): árvore ribeirinha com raízes que consolidam as margens, prevenindo a erosão e criando habitat para a fauna.
• Amieiro (Alnus glutinosa): árvore característica das galerias ripícolas; espécie fundamental para a estabilização das margens e o sombreamento da água.
• Junco (Juncus effusus): planta aquática que contribui para a filtração natural da água e serve de abrigo a diversas espécies de invertebrados.
• Nenúfar (Nymphaea alba): planta aquática de grandes flores brancas, importante para o equilíbrio dos ecossistemas de água parada.
6. Visita de Estudo ao Corredor do Rio Leça
6.1 Enquadramento e Parceria
A concretização desta visita de estudo foi possível graças à parceria estabelecida com a Câmara Municipal de Matosinhos, que apoiou a iniciativa facultando o transporte necessário para o deslocamento dos alunos e organizando uma visita guiada especializada à área do Corredor do Rio Leça, situado no concelho de Matosinhos, na área metropolitana do Porto.
O Corredor do Rio Leça constitui uma importante área de conectividade ecológica no contexto urbano e periurbano da região do Grande Porto, preservando habitats ribeirinhos e húmidos que albergam uma biodiversidade considerável. O facto de se tratar de um espaço natural próximo da escola conferiu à atividade uma dimensão de pertença e identidade territorial muito valorizada no contexto do projeto. Adicionalmente, e razão que contribui fortemente para a escolha, o Rio Leça tem atualmente em curso um processo de reabilitação total, intermunicipal, sendo atualmente o único caso de um rio a ser trabalhado, reabilitado e monitorizado integralmente, desde a nascente até à foz, compreendendo 4 municípios.
6.2 Objetivos Pedagógicos da Visita
• Observar diretamente espécies de fauna e flora características das zonas húmidas estudadas na sala de aula
• Reconhecer as ameaças à biodiversidade no contexto de um espaço natural real e próximo
• Compreender a importância dos corredores ecológicos urbanos para a preservação da natureza
• Desenvolver capacidades de observação, registo e análise no campo
• Valorizar o trabalho das autarquias e entidades parceiras na conservação da natureza
• Criar e Instalar os alimentadores para pássaros ao longo do percurso
• Recolha pelos Alunos, de material próprio, (não copiado), para ser trabalhado e usado na Exposição a elaborar
6.3 Descrição da Atividade
A visita realizou-se com acompanhamento de um guia especializado, (a Engª do Ambiente Cristina Ferreira), disponibilizado pela Câmara Municipal de Matosinhos, que orientou os alunos ao longo do percurso pedestre pelo corredor do Rio Leça. Durante o percurso, os alunos puderam observar e identificar espécies de aves aquáticas e ribeirinhas, conhecer as espécies vegetais da galeria ripícola e compreender o papel desta zona húmida urbana na manutenção da biodiversidade local.
Um dos momentos altos da visita consistiu na instalação, ao longo do percurso, dos alimentadores para pássaros previamente construídos no local pelos alunos, contribuindo de forma concreta e simbólica para o apoio à fauna local e por conseguinte, às zonas húmidas em si.
7. Atividade Prática — Alimentadores para Pássaros
7.1 Descrição e Objetivos
No âmbito das atividades práticas do projeto, os alunos construíram alimentadores para pássaros recorrendo exclusivamente a materiais reutilizados ou recicláveis, reforçando assim a mensagem de sustentabilidade e economia circular que atravessa todo o projeto. Esta atividade permitiu articular de forma criativa a educação ambiental com a educação para o consumo responsável.
7.2 Materiais Utilizados
• Tubinhos de rolo de papel higiénico (material reutilizado, recolhido pelos Alunos)
• Pinhas (material natural, recolhido pelos Alunos durante saídas ao exterior)
• Banha de porco (como elemento aglutinante e energético para as aves)
• Sementes variadas (girassol, alpista, milho partido, entre outras)
• Fio de sisal ou cordel reciclado (para suspensão dos alimentadores)
7.3 Processo de Construção
• 1.ª fase — Preparação: Tubinhos de rolos de papel higiénico, banha de porco e cordel de lã; pinhas previamente recolhidas pelos alunos.
• 2.ª fase — Barrar: Os tubos e as pinhas foram generosamente barrados com banha de porco amolecida, funcionando como adesivo natural para as sementes e como fonte de energia para as aves durante os meses mais frios.
• 3.ª fase — Semear: Os objetos barrados foram envolvidos com sementes variadas, pressionadas manualmente para garantir a adesão.
• 4.ª fase — Acabamento: Foram inseridos os cordeis nos tubos e nas pinhas para permitir a suspensão dos alimentadores nos ramos das árvores ao longo do percurso do Rio Leça.
• 5.ª fase — Instalação: Os alimentadores foram transportados para o Corredor do Rio Leça e instalados pelos próprios alunos durante a visita de estudo, com orientação da guia da Câmara de Matosinhos.
7.4 Dimensão Ambiental e Educativa
A escolha de materiais reutilizados e recicláveis para a construção dos alimentadores não foi ocasional. Pretendeu-se transmitir aos alunos uma mensagem clara sobre a possibilidade e importância de dar uma segunda vida a materiais que, de outro modo, seriam descartados. Os tubinhos de papel higiénico, um resíduo doméstico de produção
diária, e as pinhas, um elemento natural de fácil recolha, transformaram-se em instrumentos úteis de apoio à biodiversidade local, demonstrando que a criatividade e a consciência ambiental podem andar lado a lado.
Do ponto de vista ecológico, os alimentadores contribuem para apoiar as populações de aves durante os períodos de menor disponibilidade alimentar, sendo especialmente valiosos no inverno, quando a escassez de alimento natural constitui um fator de pressão para
muitas espécies.
8. Atividade de Pesquisa e Preparação
8.1 Logística e Mobilização Prévia à Visita
Antes da realização das visitas ao Corredor do Rio Leça, a secretaria da Alternância procedeu ao envio dos pedidos de autorização de saída aos Encarregados de Educação dos alunos envolvidos, assegurando o cumprimento dos procedimentos legais e administrativos necessários.
A Auxiliar de Ação Educativa D. Emília António desempenhou um papel relevante nesta fase preparatória, mobilizando ativamente os alunos e contribuindo para maximizar o número de participantes nas atividades do projeto. O seu envolvimento refletiu o espírito de colaboração de toda a comunidade escolar em torno deste projeto.
8.2 Visita Prévia ao Corredor do Rio Leça — Curso Técnico de Fotografia
No âmbito da fase de pesquisa e preparação do projeto, os alunos do Curso Técnico de Fotografia realizaram uma visita prévia ao Corredor do Rio Leça, com o objetivo de fotografar a fauna e a flora do local. Esta visita antecedeu a visita de estudo principal e teve como propósito preparar os alunos para o projeto, familiarizando-os com o espaço natural e permitindo a recolha de material fotográfico para uso nas diversas componentes do projeto.
A visita contou com o acompanhamento de três docentes:
• Prof. Tiago Martinho: coordenador do projeto, que orientou os alunos na identificação das espécies de fauna e flora observadas no local.
• Prof.ª Carla Veiga: professora de Português e diretora de turma, que assegurou o acompanhamento pedagógico e o registo das observações.
• Prof.ª Vera Azevedo: formadora da área tecnológica de Fotografia, que supervisionou o trabalho fotográfico dos alunos, orientando as técnicas de captação de imagem em contexto natural.
O material fotográfico recolhido nesta visita prévia revelou-se fundamental para o desenvolvimento do projeto, nomeadamente para a documentação das espécies presentes
no Corredor do Rio Leça, para a elaboração da Exposição fotográfica que integra o projeto e para o registo documental de todas as fases do trabalho desenvolvido.
9. Execução do Projeto — A Exposição Fotográfica
A Exposição fotográfica constitui o objetivo principal e o produto central do Projeto Wetlands — Um Tesouro a Conservar. A sua concretização, após a pesquisa prévia e recolha de material, envolveu um processo cuidado de produção fotográfica e videográfica, desde a captação das imagens no terreno até à apresentação pública à comunidade.
9.1 Processo de Produção Fotográfica
Para a realização da Exposição, os alunos do Curso Técnico de Fotografia, com o apoio e orientação da professora Vera Azevedo, percorreram um processo rigoroso de seleção e tratamento das imagens captadas no Corredor do Rio Leça.
O equipamento utilizado para a captação das imagens foram câmaras fotográficas Canon, que permitiram obter imagens de elevada qualidade técnica e artística. As fotografias foram inicialmente armazenadas em formato RAW, preservando toda a informação captada pelo sensor e possibilitando um tratamento posterior mais apurado.
A seleção das imagens para a Exposição obedeceu a critérios técnicos e estéticos rigorosos: de entre todas as fotografias captadas, foram selecionadas 10 imagens, avaliadas com base em três parâmetros fundamentais:
• Enquadramento: composição visual da imagem, equilíbrio entre os elementos fotografados e relação com o espaço natural.
• Foco: nitidez e precisão do ponto de focagem, determinantes para a qualidade técnica da imagem.
• Iluminação: qualidade e adequação da luz natural disponível no contexto das fotografias de natureza.
Após a seleção, as fotografias foram editadas com o programa Adobe Lightroom, que permitiu o ajuste de parâmetros como exposição, contraste, temperatura de cor e detalhe, valorizando a qualidade visual de cada imagem. As fotografias foram posteriormente exportadas em formato JPEG para impressão e utilização na Exposição.
9.2 Produção do Vídeo Documental
Em paralelo com o trabalho fotográfico, foi produzido um vídeo documental de aproximadamente 3 minutos que documenta a visita ao Corredor do Rio Leça e o processo de realização do projeto. Para a captação das imagens em movimento, foi utilizado um gimbal — equipamento que garante estabilização de imagem — em conjunto com um telemóvel que filmou em alta definição, garantindo uma qualidade visual adequada para difusão digital.
A edição do vídeo seguiu uma abordagem dinâmica e concisa: foram produzidos pequenos clipes curtos, editados com o programa CapCut, que permitiu montar a narrativa visual do projeto de forma fluida e apelativa.
O vídeo encontra-se disponível através de um link do YouTube, já entregue ao Departamento de Comunicação da escola, para ser posteriormente publicado nas redes sociais da instituição, alargando assim o alcance e o impacto do projeto à comunidade mais vasta.
9.3 A Exposição — Realização e Participação
A Exposição fotográfica foi inaugurada na delegação de S. Mamede da Escola Profissional Alternância, constituindo um momento de celebração e partilha dos resultados do projeto com toda a comunidade educativa e parceiros institucionais.
A abertura da Exposição contou com a participação de um conjunto alargado de intervenientes, refletindo o carácter comunitário e partilhado do projeto:
• Toda a comunidade educativa da escola
• O Conselho Consultivo da escola
• Os alunos participantes no projeto e os restantes alunos da escola
• Representantes da Junta de Freguesia
• Representantes da Câmara Municipal de Matosinhos, parceiros do projeto
A Exposição teve de ser temporariamente retirada devido a obras em curso na delegação de S. Mamede. Contudo, a sua reabertura oficial será realizada assim que as obras estejam concluídas, reafirmando o compromisso da Alternância com a valorização e partilha dos trabalhos dos alunos com a comunidade.
10. Envolvimento com Entidades Parceiras
O envolvimento de entidades externas à escola constituiu uma das dimensões mais enriquecedoras deste projeto, permitindo ligar o trabalho desenvolvido em contexto escolar à realidade do território e às ações de conservação da natureza desenvolvidas por entidades locais.
9.1 Câmara Municipal de Matosinhos
A Câmara Municipal de Matosinhos revelou-se uma parceira fundamental na concretização do projeto. O apoio prestado traduziu-se em duas vertentes essenciais:
• Transporte: a autarquia disponibilizou os meios de transporte necessários para o deslocamento dos alunos e professores até ao Corredor do Rio Leça, eliminando um obstáculo logístico que poderia comprometer a realização da visita.
• Visita guiada especializada: a Câmara organizou e assegurou a realização de uma visita guiada ao Corredor do Rio Leça, com recurso a técnicos especializados em ambiente e biodiversidade (Inês Ferreira, técnica ambiental e Cristina Ferrerira, Engª de Ambiente), que transmitiram aos alunos conhecimentos aprofundados sobre o ecossistema ribeirinho local e as ações de requalificação em curso.
Esta parceria refletiu o comprometimento da autarquia com a educação ambiental e com a sensibilização das comunidades para a conservação dos espaços naturais do município, constituindo um exemplo de articulação eficaz entre a escola e o poder local.
11. Sustentabilidade e Ligação aos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável
O Projeto Wetlands articulou-se de forma transversal com os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável:
• Educação de Qualidade: promoção de uma educação inclusiva e de qualidade, orientada para o desenvolvimento sustentável.
• Cidades e Comunidades Sustentáveis: valorização dos espaços verdes urbanos e da ligação entre as comunidades e os ecossistemas naturais.
• Consumo e Produção Responsáveis: reutilização de materiais descartáveis na construção dos alimentadores.
• Ação Climática: sensibilização para os efeitos das alterações climáticas sobre as zonas húmidas.
• Vida na Água: proteção dos ecossistemas aquáticos e da biodiversidade marinha e de água doce.
• Vida Terrestre: conservação dos ecossistemas terrestres e húmidos, prevenção da perda de biodiversidade.
• Parcerias para a Implementação dos Objetivos: estabelecimento de parcerias com a Câmara Municipal de Matosinhos.
12. Resultados e Impacto do Projeto
12.1 Resultados Obtidos
• Aprofundamento dos conhecimentos dos alunos sobre as zonas húmidas, as suas características, funções, relevância e ameaças.
• Desenvolvimento de competências de investigação, trabalho colaborativo e pensamento crítico.
• Produção e instalação de alimentadores para pássaros no Corredor do Rio Leça.
• Desenvolvimento continuado de uma parceria sustentada com a Câmara Municipal de
Matosinhos.
• Sensibilização da comunidade escolar para a importância da reutilização de materiais.
• Contacto direto com um ecossistema ribeirinho local de elevado valor ecológico.
• Interdisciplinaridade, para a realização deste projeto estiveram envolvidas as disciplinas de Português, Biologia, Informática e Fotografia.
• Produção e instalação da Exposição, baseada no Corredor do Rio Leça.
12.2 Impacto na Comunidade Escolar
O projeto mobilizou ativamente os alunos, promovendo o seu envolvimento em todas as fases do processo — desde a investigação e análise das ameaças às zonas húmidas, passando pela construção dos alimentadores, até à participação na visita de campo. A componente prática e participativa do projeto revelou-se especialmente motivadora, gerando um elevado grau de envolvimento e entusiasmo entre os alunos.
A exposição dos trabalhos realizados e dos materiais produzidos no espaço escolar permitiu alargar o impacto do projeto à restante comunidade educativa, funcionando como veículo de sensibilização para as temáticas ambientais abordadas.
O trabalho fotográfico recolhido pelos alunos de Curso Técnico de fotografia, sempre apoiado pela sua docente, foi fundamental tanto para a documentação, quanto para a realização da Exposição que compõe o projeto.
13. Conclusão
O Projeto Wetlands — Um Tesouro a Conservar correspondeu plenamente aos objetivos propostos, constituindo uma experiência de aprendizagem significativa, integradora e transformadora para os alunos envolvidos. A articulação entre os conteúdos teóricos abordados em sala de aula e a experiência de campo proporcionada pela visita ao Corredor do Rio Leça revelou-se especialmente enriquecedora, conferindo ao projeto uma dimensão territorial e identitária que reforçou o sentimento de pertença e responsabilidade ambiental.
A parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos demonstrou que a escola, quando articulada com os agentes locais, pode produzir impactos reais e mensuráveis na conservação da natureza e na sensibilização das comunidades. A construção de alimentadores para pássaros com materiais reutilizados e a sua instalação num espaço natural de valor ecológico constituíram um gesto concreto de cidadania ambiental ativa, com impacto simbólico e prático que os alunos interiorizarão como parte da sua formação enquanto cidadãos.
As zonas húmidas são, de facto, um tesouro a conservar. O Caminho faz-se pela Formação/informação. A curiosidade, o interesse e por fim o conhecimento e responsabilidade ambiental suscitados por esta atividade/projeto revelaram-se majorados, constituindo-se os Alunos agora, em agentes multiplicadores desse mesmo conhecimento, atitude e comportamento. Cabe às novas gerações assumirem a responsabilidade de as proteger — e é precisamente este o desafio que o Programa Eco-Escolas nos propõe enfrentar, ano após ano, com determinação e criatividade.
14. Anexos
Integram a presente memória descritiva, em documento separado ou em suporte digital, a seguinte informação adicional:
• Anexo I — Registos fotográficos das atividades realizadas (construção dos alimentadores, visita de estudo, exposição, fauna e flora) partilhados nas redes sociais da Alternância e website
• Anexo II — Identificação das espécies de fauna e flora selecionadas
• Anexo III – Vídeo de 3 minutos que documenta a Exposição
15. Alunos que participaram no Projeto
Agostinho Martins, 19 anos, CEF 2º ano António Monteiro, 17 anos, CEF 2ºano Cristina Americano, 17 anos, CEF 2º ano João Nogueira, 17 anos, CEF 2º ano Lincoln Sousa, 16 anos, CEF 2º ano Lisandro Luz, 17 anos, CEF 2º ano
Rui Braga, 17 anos, CEF 2º ano
Tiago Job, 18 anos, CEF 2º ano António Oliveira, 15 anos, CEF 1º ano Ema Silva, 16 anos, CEF 1º ano
Diogo Monteiro, 15 anos, CEF 1º ano João Soriani, 16 anos, CEF, 1º ano Leonardo Martins, 16 anos, CEF, 1º ano Micael Gomes, 15 anos, CEF, 1º ano Rafael Novo, 16 anos, CEF, 1º ano Rodrigo Azevedo, 16 anos, CEF 1º ano Tomás Luz, 16 anos, CEF 1º ano Lisandro Ribeiro, 15 anos, CEF, 1º ano Rodrigo Coutinho, 16 anos, CEF 1º ano Lisandro Lopes, 16 anos, CEF 1º ano Edna Moura, 17 anos, CP 1º ano Jucléria Rebeira, 18 anos, CP 1º ano Tinilza Solé, 18 anos, CP 1º ano
Bianca Maurito, 18 anos, CP 1º ano Daniel Teixeira, 20 anos, CP 1º ano Francisco Teixeira, 16 anos, CP 1º ano Guilherme Ventura, 18 anos, CP 1º ano Íris Santos, 17 anos, CP 1º ano
Leandro Azevedo, 18 anos, CP 1º ano
Lucas Silva, 16 anos, CP 1º ano Mauro Paulo, 17 anos, CP 1º ano Rafael Lopes, 18 anos, CP 1º ano Rúben Baptista, 15 anos, CP 1º ano
16. Fontes de Informação utilizada
• Aprendizagem no decorrer das visitas guiadas a trechos do Corredor do Rio Leça
• Pesquisa na Web sobre fauna e flora nos Corredores do Rio Leça – Preparação para o projeto
• Pesquisa na Web sobre o significado e relevância das Zonas Húmidas – Preparação para o projeto
17. Restantes participantes
• Considerando os funcionários da Alternância envolvidos, a coordenação, a direção pedagógica, os docentes, os funcionários da unidade de sensibilização ambiental da câmara, os representantes do poder local:
• Estiveram envolvidos neste projeto, para além dos alunos referidos (33), mais 21 pessoas, distribuídas pelas categorias supracitadas
• Total de envolvidos no projeto, exceptuando visitantes da Exposição da comunidade educativa e local: 54