Escola EB 2,3 Abel Salazar - Ronfe (Guimarães)
Escalão: Escalão 2 - Escolas do 2º e 3º Ciclo
Idade do(s) autor(es):
12 anos
Digitalização da Ilustração:
Memória Descritiva:
O desenvolvimento do cartaz "EcoLápis" iniciou-se com uma fase de investigação prévia, na qual os alunos exploraram os problemas ambientais, com especial enfoque na desflorestação, na perda de biodiversidade e na urgência de se promover a reflorestação e a preservação das manchas verdes do planeta. Esta pesquisa teórica serviu para fundamentar cientificamente a mensagem que se pretendia transmitir, convertendo conceitos de sustentabilidade numa narrativa visual clara e impactante.
A metodologia de trabalho assentou numa abordagem prática e sequencial dividida em várias etapas. Primeiramente, realizou-se um brainstorming coletivo para a criação do conceito, onde se decidiu usar o mapa de Portugal Continental como elemento central, dividindo-o simbolicamente para contrastar a destruição ambiental com a esperança e a regeneração da natureza. Após a definição do conceito, os alunos elaboraram esboços preliminares a lápis de grafite para estruturar a composição, definir as proporções do território e integrar as personagens antropomórficas, os "EcoLápis", que conferem título ao projeto e guiam o percurso de transformação ecológica ao longo do mapa.
No que respeita aos materiais de pintura utilizados, a execução final foi realizada sobre um suporte de papel, recorrendo a uma combinação de lápis de cor (incluindo lápis aguareláveis, como se observa no material de suporte), marcadores de ponta fina para a definição precisa dos contornos e canetas de feltro coloridas. Estes materiais permitiram criar gradações tonais suaves nas zonas do céu e do arco-íris, texturas detalhadas na representação do solo árido e das copas das árvores, e uma saturação cromática viva nas áreas que simbolizam a pureza e a vitalidade da natureza, maximizando o contraste e o impacto visual do cartaz.
O envolvimento dos alunos foi total e colaborativo ao longo de todo o processo. Conforme ilustrado, os estudantes participaram ativamente tanto na conceptualização como na execução manual do cartaz, demonstrando autonomia, dedicação e espírito de equipa. Cada aluno das turmas envolvidas executou um cartaz, desde o desenho rigoroso dos contornos geográficos até à aplicação minuciosa da cor e das texturas. Esta participação ativa não só potenciou o desenvolvimento de competências artísticas e técnicas, como também reforçou a consciência cívica, o pensamento crítico e o compromisso individual e coletivo dos jovens perante os desafios ecológicos atuais.
