Ilustrar para Reflorestar | Desafio Faber-Castell 2025-26

Jardim-Escola João de Deus - Matosinhos (Matosinhos)

Escalão: Escalão 1 - Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo

Idade do(s) autor(es):
3º Ano A/B, 1º Ciclo (8 / 9 anos)
4º Ano A/B, 1º Ciclo (9 / 10 anos)

Digitalização da Ilustração:

Memória Descritiva:
Memória Descritiva
Concurso Nacional: “Ilustrar para Reflorestar”
1. Alerta para o tema
No âmbito do programa Eco-Escolas, a participação no concurso "Ilustrar para Reflorestar" envolveu os alunos numa atividade pedagógica e artística centrada na preservação do património florestal português. Os principais objetivos passaram por sensibilizar as crianças para o impacto dos incêndios, identificar e estudar as diferentes espécies de pinheiros existentes no nosso território e promover o trabalho em equipa através da partilha de ideias e da expressão plástica.
Investigação e Diagnóstico
O trabalho foi inteiramente desenvolvido pelos alunos do 1.º Ciclo, turmas do 3º e 4 ºano.
Organizados em pequenos grupos, os alunos iniciaram o projeto com uma pesquisa sobre as áreas ardidas e as zonas mais afetadas pelos incêndios em Portugal, recorrendo à análise de mapas e de alguns sites para esse efeito. Em simultâneo, e com o apoio de um PowerPoint preparado para as aulas de Artes, estudaram a diversidade de espécies de pinheiros características da flora portuguesa.
No âmbito do concurso, os alunos decidiram representar o percurso do Ecolápis desde o Porto, mais concretamente do Jardim-Escola João de Deus — identificado através do símbolo/logótipo da instituição, assinalando o ponto de partida — até à Serra de Monchique, no Algarve, uma das zonas naturais afetadas pelos incêndios de 2025.
2. Conceção criativa
Após a recolha e análise da informação relacionada com os incêndios florestais e a reflorestação em Portugal, os alunos iniciaram a fase de ideação do projeto. Com base nas informações pesquisadas, cada grupo explorou a sua criatividade através da realização de esboços livres e registos gráficos à mão livre, recorrendo ao lápis de carvão para estruturar as primeiras composições visuais e organizar as diferentes ideias para o trabalho.
Posteriormente, os grupos apresentaram e partilharam as suas propostas com a turma. Através de um momento de diálogo, reflexão e análise coletiva, os alunos discutiram os diferentes elementos criados, selecionando os aspetos mais significativos de cada proposta. No final, as ideias de todos os grupos foram reunidas, permitindo a construção de uma composição final conjunta, representativa do contributo coletivo de todas as turmas de 4º e 3º ano.
A ilustração foi concebida como uma viagem simbólica, com início no Jardim-Escola João de Deus e chegada à Serra de Monchique. Ao longo desse percurso, os alunos decidiram integrar flores e plantas características da serra, valorizando a biodiversidade e a riqueza natural da região. A inclusão do EcoLápis e do pinheiro no ponto de chegada surgiu de forma intencional, simbolizando a preservação ambiental, a renovação da floresta e a importância da adoção de atitudes sustentáveis.
Antes da realização do trabalho final, os alunos participaram ainda num momento de exploração e experimentação de materiais e técnicas plásticas. Neste processo, tiveram oportunidade de testar diferentes texturas e combinações sobre o papel, explorando materiais como tinta aguarela, lápis de cor para a criação de efeitos de degradê, marcadores para contornos, pastéis de óleo e técnicas de recorte e colagem, permitindo enriquecer visualmente as propostas desenvolvidas.
3. Produção artística
Após a definição da composição final, os alunos iniciaram a execução da ilustração numa folha A3, recorrendo a diferentes técnicas e materiais de expressão plástica. Numa primeira fase, o fundo foi pintado com tinta acrílica, utilizando vários tons de azul para representar o mar e criar efeitos de profundidade e movimento.
Seguidamente, os troncos das árvores foram desenhados e recortados em sacos de papel reutilizados, promovendo também a utilização de materiais reciclados no trabalho artístico. Em redor dos troncos, os alunos representaram o fogo através da utilização de pastéis de óleo, explorando contrastes de cor e textura para evidenciar visualmente os incêndios florestais.
Posteriormente, foi desenhado o mapa de Portugal, no qual foi aplicada uma pintura em degradê, destacando o território nacional como elemento central da composição. No interior do mapa, os alunos integraram diferentes espécies de plantas, flores e árvores características da Serra de Monchique, valorizando a biodiversidade e a riqueza natural da região.
O EcoLápis foi construído com recurso a materiais reciclados, reforçando a mensagem de sustentabilidade presente no projeto. Já o pinheiro principal foi elaborado através de técnicas de desenho com lápis e aplicação de pastéis de óleo, permitindo enriquecer os detalhes e as texturas do elemento visual. Por fim, os diferentes locais representados ao longo do percurso foram identificados com caneta e outros materiais gráficos, completando a composição final do trabalho.
4. Reflexão e seleção final
Após a conclusão da ilustração, realizou-se um momento de partilha e análise coletiva do trabalho desenvolvido. Os alunos observaram o resultado final, refletindo sobre as escolhas realizadas ao longo do processo criativo e sobre a forma como os diferentes elementos visuais contribuíram para transmitir a mensagem ambiental pretendida.
Durante o diálogo em grande grupo, foram discutidos aspetos relacionados com a importância da reflorestação, a preservação das florestas e as consequências dos incêndios florestais, permitindo aos alunos tomar consciência da relevância da proteção da natureza e do papel de cada um na adoção de atitudes mais sustentáveis.
Por fim, a turma analisou o trabalho final realizado de forma colaborativa e procedeu à sua seleção para submissão no concurso, valorizando o empenho, a criatividade e o contributo de todos os participantes ao longo do projeto.