Ilustrar para Reflorestar | Desafio Faber-Castell 2025-26

Escola EB1/JI de Maxial (Torres Vedras)

Escalão: Escalão 1 - Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo

Idade do(s) autor(es):
9 anos

Digitalização da Ilustração:

Memória Descritiva:
O presente trabalho foi desenvolvido no dia 22 de abril, no âmbito da comemoração do Dia do Planeta, integrando as atividades do programa Eco-Escolas. Esta iniciativa surgiu com o propósito de sensibilizar os alunos para a gravidade dos incêndios florestais em Portugal e para a urgência da reflorestação enquanto compromisso coletivo.
O projeto iniciou-se com uma fase de investigação orientada, onde os alunos analisaram os incêndios florestais ocorridos em Portugal no ano de 2025. Através desta pesquisa, tomaram consciência da dimensão do problema, identificando como distritos mais afetados Guarda, Viseu e Castelo Branco. Verificaram ainda que as regiões Centro e Norte foram as mais atingidas, destacando-se situações críticas em Arouca, Ponte da Barca e Penamacor. O incêndio de Arganil assumiu especial relevância, pela sua extensão e impacto, tendo afetado diversos concelhos e marcado profundamente o território e as comunidades.
Este momento de reflexão permitiu aos alunos compreender que os incêndios não são apenas números ou estatísticas, mas realidades que transformam paisagens, destroem ecossistemas e afetam vidas. Foi a partir desta consciência que nasceu o desafio criativo: transformar conhecimento em ação, através da ilustração.
Seguindo o regulamento do concurso, os alunos foram desafiados a criar propostas que integrassem elementos obrigatórios: a personagem “Ecolápis”, símbolo da ação ecológica, a árvore enquanto representação da vida e regeneração, o mapa de Portugal (incluindo ilhas), a representação de áreas ardidas, bem como um percurso com ponto de partida e de chegada, simbolizando o caminho da destruição à recuperação.
A metodologia de trabalho privilegiou uma abordagem ativa, participativa e colaborativa. A turma do 3.º e 4.º ano, composta por 18 alunos, desenvolveu vários protótipos individuais, explorando diferentes soluções criativas, composições visuais e interpretações da temática. Este processo fomentou a autonomia, o pensamento crítico e a expressão artística.
Posteriormente, os trabalhos foram apresentados e discutidos em grupo, culminando numa votação democrática que permitiu selecionar a proposta que melhor conjugava qualidade gráfica, criatividade, clareza da mensagem e cumprimento dos critérios estabelecidos.
O desenho selecionado foi digitalizado e posteriormente trabalhado em suporte digital, onde foram integrados elementos adicionais, como a identificação dos distritos mais afetados e a inclusão de slogans apelativos à reflorestação, reforçando o impacto comunicativo da ilustração.
Ao nível dos materiais, foram utilizadas técnicas de desenho manual, recorrendo a lápis de grafite e lápis de cor, foram também utilizadas várias cores de aguarela, complementadas por ferramentas digitais na fase de edição e finalização do trabalho.
O envolvimento dos alunos foi extremamente significativo, revelando grande entusiasmo, sentido crítico e consciência ambiental. Este projeto permitiu não só o desenvolvimento de competências artísticas, mas também a construção de valores fundamentais como a responsabilidade ambiental, a cidadania ativa e o trabalho em equipa.
O resultado final traduz-se numa ilustração que vai além da componente estética, assumindo-se como uma mensagem visual forte e consciente: um apelo à ação, à esperança e à responsabilidade coletiva. Através do percurso do “Ecolápis”, simboliza-se a transição de um território marcado pela destruição para um futuro de regeneração, onde cada gesto conta e cada árvore faz a diferença.