Escola EB1/PE e Creche de Santa Cruz (Santa Cruz)
Escalão: Escalão 1 - Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo
Idade do(s) autor(es):
1ºCiclo/ 4º ano - Anderly Jackeline Estanga Maraima - 11 anos
Digitalização da Ilustração:
Memória Descritiva:
No âmbito das atividades desenvolvidas no Programa Eco-Escolas 2025-2026, a turma A do 4.º ano participou no desafio “Ilustrar para Reflorestar”, promovido pela Faber-Castell.
Este desafio procurou sensibilizar os alunos para a importância da preservação das florestas, da biodiversidade e da sustentabilidade ambiental através da expressão artística, contribuindo para o desenvolvimento de aprendizagens significativas e para a promoção da cidadania ativa, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 – Educação de Qualidade.
A atividade consistiu na criação de uma ilustração original, em formato A3 e a cores, representando a missão do “Ecolápis” de transportar uma árvore até uma zona do país que necessita de reflorestação após os incêndios florestais de 2025. A ilustração procurou transmitir visualmente a importância da recuperação das áreas ardidas, destacando o papel de cada cidadão na proteção, preservação e regeneração dos ecossistemas, promovendo simultaneamente a valorização dos recursos naturais e a adoção de comportamentos responsáveis, em alinhamento com o ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis.
O trabalho iniciou-se com uma fase de investigação e sensibilização, durante a qual os alunos exploraram temas relacionados com as florestas autóctones portuguesas, os incêndios florestais, a reflorestação e a conservação da natureza. Foram observadas imagens, analisados pequenos textos informativos e promovidos momentos de diálogo e reflexão sobre a importância das árvores para o equilíbrio ambiental e para a qualidade de vida das populações.
Durante esta fase, os alunos analisaram também informação relativa às áreas mais afetadas pelos incêndios florestais em Portugal durante o ano de 2025. Verificaram que o distrito da Guarda foi o mais atingido, com cerca de 79 060 hectares ardidos, representando aproximadamente 31% da área total ardida no país. Seguiram-se os distritos de Viseu, com 39 298 hectares ardidos (cerca de 15% do total), e de Castelo Branco, com 39 228 hectares (também aproximadamente 15% da área total ardida). A análise destes dados permitiu compreender melhor a dimensão dos impactos dos incêndios florestais nos ecossistemas e nas comunidades locais, reforçando a importância da reflorestação e da adoção de medidas de prevenção e proteção ambiental.
Esta abordagem permitiu ainda compreender melhor os impactos das alterações climáticas nos ecossistemas e a necessidade de adotar medidas de mitigação e adaptação, contribuindo para o ODS 13 – Ação Climática.
A metodologia adotada privilegiou uma abordagem participativa e colaborativa. Numa primeira fase, os alunos realizaram pesquisas orientadas e participaram em debates coletivos sobre os impactos dos incêndios florestais e a necessidade de recuperar os espaços naturais afetados. Posteriormente, desenvolveram esboços e selecionaram ideias para a composição das ilustrações, valorizando a criatividade, a expressão individual e a interpretação pessoal da mensagem ambiental proposta.
Para a concretização do trabalho foram utilizados diversos materiais de expressão plástica adequados ao 1.º Ciclo do Ensino Básico, que permitiram aos alunos desenvolver a sua criatividade e expressar graficamente as ideias trabalhadas ao longo da atividade. Entre os materiais utilizados destacam-se: lápis de grafite, para a realização dos esboços iniciais, lápis de cor, canetas de feltro, marcadores de ponta fina para a definição de contornos e pormenores, borracha e régua, como materiais de apoio ao desenho, papel A3, utilizado como suporte final para a elaboração das ilustrações.
A utilização destes materiais possibilitou a exploração de diferentes técnicas de expressão plástica, favorecendo o desenvolvimento da motricidade fina, da criatividade, da autonomia e do sentido estético dos alunos. Todo o processo decorreu em contexto de sala de aula, promovendo a autonomia, a cooperação, o respeito pelas ideias dos colegas e o desenvolvimento de competências artísticas e criativas.
A participação dos alunos revelou-se muito positiva ao longo de toda a atividade. Os alunos demonstraram entusiasmo, interesse pelos temas ambientais e elevado empenho na realização dos trabalhos. A experiência permitiu desenvolver a consciência ambiental, reforçar atitudes de responsabilidade individual e coletiva, estimular o pensamento crítico relativamente à sustentabilidade e valorizar a arte como instrumento de sensibilização e educação ambiental. Ao explorar a importância das florestas, da biodiversidade e da recuperação das áreas afetadas pelos incêndios, o desafio contribuiu ainda para sensibilizar os alunos para a necessidade de proteger os ecossistemas terrestres e promover a sua regeneração, reforçando os princípios do ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre.
O desafio “Ilustrar para Reflorestar” constituiu, assim, uma experiência educativa enriquecedora e significativa, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, responsáveis e comprometidos com a proteção da natureza e a construção de um futuro mais sustentável, em estreita articulação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

