Escola Básica de Atouguia da Baleia (Peniche)
Escalão: Escalão 2 - Escolas do 2º e 3º Ciclo
Idade do(s) autor(es):
Entre 11 e 12 anos
Digitalização da Ilustração:
Memória Descritiva:
Este projeto partiu da análise dos incêndios florestais de 2025 em Portugal, levando os alunos a investigar os seus impactos na biodiversidade e a importância da reflorestação e preservação das florestas. Através do estudo do Ecolápis da Faber-Castell, exploraram também os conceitos de responsabilidade social e ambiental e de sustentabilidade. O trabalho desenvolveu-se em três fases — sensibilização, idealização e execução prática — culminando na criação de uma composição artística em formato A3 com técnicas mistas. A experiência promoveu a cidadania, a reflexão ambiental e a consciência da necessidade de proteger as florestas.
O presente trabalho com o título “Incêndios em 2025”, representado com letras coloridas em tons de arco-íris, de forma a captar a atenção do observador e transmitir uma mensagem visual apelativa. A composição retrata o território de Portugal e pretende sensibilizar para a problemática dos incêndios florestais, destacando as zonas mais afetadas e os elementos característicos do país.
Um dos elementos centrais da ilustração é o Ecolápis, personagem que percorre o mapa de Portugal transportando uma árvore, símbolo de esperança, renovação e futuro.
No centro da imagem encontra-se o mapa de Portugal Continental, desenhado de forma simplificada e preenchido com elementos naturais, como árvores, rios e áreas verdes. Em diferentes regiões do mapa são assinalados focos de incêndio através de chamas e marcadores vermelhos, representando locais frequentemente afetados por este fenómeno, como o Gerês, a Serra da Estrela, a região de Sertã e Alentejo. Uma linha vermelha tracejada estabelece o trajeto percorrido pelo Ecolápis entre a Escola Básica de Atouguia da Baleia e uma das zonas naturais mais afetadas pelos incêndios, a Serra da Estrela , local que este foi reflorestar. O percurso, assinalado por uma linha vermelha tracejada, simboliza, também o compromisso de cada cidadão na proteção da natureza e na recuperação das áreas ardidas.
A ilustração pretende transmitir a importância de preservar e reflorestar os territórios afetados pelo fogo, lembrando que cada árvore representa um novo começo, cada raiz fortalece a ligação à terra e cada gesto individual pode contribuir para um futuro mais sustentável. Desta forma, o Ecolápis assume o papel de mensageiro da consciência ambiental e da responsabilidade coletiva na regeneração das florestas.
Foram igualmente incluídos vários símbolos representativos de Portugal. Na zona norte surgem referências ao Porto, incluindo a ponte e uma igreja. Na Zona Oeste encontra-se a indicação de ATB – Atouguia da Baleia, destacando a nossa escola, Escola Básica de Atouguia da Baleia. No litoral aparecem elementos marítimos, como um barco de pesca, um dragão marinho e um golfinho, simbolizando a forte ligação do país ao oceano.
Nos cantos da composição são apresentados mapas simplificados dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, reforçando a representação completa do território nacional. Também estão presentes uma rosa-dos-ventos, que simboliza a orientação geográfica, e um sol sorridente, representando o clima quente e seco que muitas vezes contribui para o aumento do risco de incêndios.
A técnica utilizada foi o desenho manual com lápis de cor e grafite, recorrendo a cores vivas para destacar os diferentes elementos da composição. As tonalidades verdes predominam nas áreas florestais e simbolizam a vida, a esperança e a regeneração da natureza, enquanto os vermelhos, laranjas e amarelos representam o fogo e reforçam a mensagem de alerta associada aos incêndios.
Com este trabalho pretende-se sensibilizar a população para a prevenção dos incêndios florestais e para a necessidade de recuperar as áreas afetadas. A composição procura demonstrar que a proteção das florestas depende do envolvimento de todos e que a reflorestação é fundamental para preservar a biodiversidade, proteger os ecossistemas e garantir um futuro mais verde para as próximas gerações.

