Ilustrar para Reflorestar | Desafio Faber-Castell 2025-26

Escola Superior de Comunicação Social do Politécnico de Lisboa (Lisboa)

Escalão: Escalão 3 - Secundário, Profissional e Superior

Idade do(s) autor(es):
19

Digitalização da Ilustração:

Memória Descritiva:
Para aprofundar o tema, recorreu-se ao 8.º Relatório Provisório de Incêndios Rurais de 2025, que permitiu compreender melhor a dimensão e as consequências dos incêndios em Portugal. Para além dos incêndios, foi também abordada a tempestade Kristin, que afetou alguns familiares de alunos e professores. Nesse contexto, consultaram-se dados do IPMA e informação disponibilizada pelo SNS, nomeadamente o documento “Tempestade Kristin — Cuidados essenciais e comportamentos seguros”. Esta pesquisa permitiu relacionar os fenómenos naturais extremos com a necessidade de prevenção, segurança e responsabilidade ambiental.
Durante o desenvolvimento do trabalho, procurou-se estimular três dimensões fundamentais: consciencialização, conhecimento e empatia. Pretendeu-se que os alunos compreendessem melhor os problemas ambientais, mas também que se sentissem envolvidos e responsáveis pelas soluções.
Antes de avançar para a criação da ilustração, foi ainda consultado o site da Faber-Castell, de forma a conhecer melhor as suas práticas e iniciativas ligadas à sustentabilidade. Esta etapa ajudou a enquadrar o trabalho no contexto da utilização responsável dos recursos e da importância de materiais mais sustentáveis.
O processo criativo iniciou-se com a exploração de ideias relacionadas com a natureza, a reflorestação e a biodiversidade. Parte da inspiração surgiu também a partir da plantação da Ilha da Biodiversidade na ESCS, uma iniciativa que reforçou a ligação entre o projeto artístico e a realidade da comunidade escolar. Numa primeira fase, foram pensadas frases criativas e slogans capazes de transmitir, de forma simples e apelativa, a mensagem ambiental pretendida.
A composição da ilustração final foi pensada para transmitir esperança, cooperação e responsabilidade ambiental. A organização dos elementos procurou orientar o olhar do observador entre a personagem principal, o eco-lápis, o mapa de Portugal e a ação de reflorestação, fazendo também alusão à Ilha da Biodiversidade. A presença da mão humana pretende destacar a importância da intervenção das pessoas na recuperação da floresta e na proteção do ambiente.
Habitualmente, as ilustrações são realizadas em formato digital, pelo que desenhar manualmente representou um desafio acrescido. Para a realização do trabalho foram utilizados diferentes materiais, nomeadamente lápis de cor, lápis de cera, caneta preta para delinear o eco-lápis e aguarelas.