Escola Luís Madureira (Amadora)
Escalão: Escalão 2 - Escolas do 2º e 3º Ciclo
Idade do(s) autor(es):
14 anos.
Digitalização da Ilustração:
Memória Descritiva:
A ilustração apresenta um horizonte vasto e desolado, onde uma imensidão de árvores negras ergue-se como sentinelas do silêncio. Foram desenhadas com a densidade profunda da tinta da China, exibindo silhuetas retorcidas, texturas ásperas e ramos fraturados que evocam a memória dolorosa de um grande incêndio. A opacidade desse negro carvão domina a paisagem, sufocando a terra com a solenidade de um luto vegetal. Contudo, a estática da destruição é interrompida por uma presença inesperada. No centro da composição, surge uma figura vibrantemente colorida, o Eco lápis. Ela não pertence àquele mundo de cinzas, parece feita de luz pura e pigmentos vivos. O Eco Lápis carrega a missão sagrada de reflorestar a zona, agindo como um catalisador de esperança contra a desolação. Ao redor da figura colorida e em oposição à rigidez estéril da tinta da China, começam a brotar novas árvores desenhadas com a delicadeza do lápis de grafite. São os espectros da nova floresta, os rascunhos de um futuro que regressa. A imagem torna-se, assim, um campo de batalha poético entre o passado assombrado e o futuro desenhado. A figura do Eco Lápis colorida é a ponte invisível que transforma a ferida negra da tinta da China na promessa renovada e eterna do grafite.

