Escola EB de Medelo (Fafe)
Escalão: Escalão 1 - Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo
Idade do(s) autor(es):
7 e 8 anos
Digitalização da Ilustração:
Memória Descritiva:
No âmbito do desenvolvimento do presente projeto, realizou-se uma fase de investigação prévia centrada nos incêndios florestais ocorridos no ano de 2025. Esta etapa inicial foi integralmente executada pelos alunos, com o objetivo de analisar o impacto territorial, identificar as áreas mais afetadas e compreender as dinâmicas de propagação do fogo na região em estudo, isto através de uma pesquisa no computador. Através desta análise (ver em anexo) identificou-se o Distrito da Guarda como a região mais severamente afetada pelos fogos desse ano, razão pela qual se determinou focar toda a área de intervenção e estudo deste projeto neste território da Beira Alta. A recolha destes dados serviu de base empírica para fundamentar as decisões de planeamento e as soluções técnicas propostas. Assim decidimos utilizar várias técnicas para realizar o nosso trabalho: recorte, pintura, tecelagem e decoupage. E os materiais também foram variados: tecidos, apara de lápis, fios de lá, guardanapos, cola branca, tintas de guache, lápis de cor, cordão, lã, paus de gelado e plásticos variados.
O envolvimento dos alunos nesta tarefa foi excecional, a pesquisa mostrou ser uma mais-valia para perceber o quanto os incêndios devastaram o nosso país no ano passado. Mostraram-se solidarizados pelas pessoas e pelos locais ardidos, e quando surgiu a oportunidade de plantarmos árvores esta simples tarefa escolar transformou-se num ato de cidadania ativa e sensibilização ecológica. Com a oportunidade de ligar o trabalho de sala de aula a um evento real que aconteceu na sua própria cidade (EnduroGP /Fafe) aumentou o impacto emocional e a retenção da aprendizagem pelos alunos. O “Ecolápis” foi uma personagens que os alunos quiseram recriar e transformar em algo visível pelo que é um fantoche fantástico que nos ajuda no nosso dia a dia a pesquisar e a trabalhar mais conscientemente.
Em assembleia de turma concluímos que:
A floresta não é apenas uma paisagem ou um recurso económico; ela é o suporte vital que garante o equilíbrio do nosso ecossistema e a sobrevivência das comunidades. Pensar na reflorestação e na prevenção de incêndios não é debater ações isoladas, mas sim compreender uma estratégia única e urgente de preservação do futuro. A reflorestação vai muito além do ato de plantar árvores. Ela representa a reconstrução de ecossistemas degradados e a devolução da biodiversidade a territórios fustigados, assim, cuidar da floresta é uma responsabilidade partilhada entre governos, proprietários e cidadãos. Cada árvore plantada e cada terreno limpo são votos de confiança na sustentabilidade do nosso território, garantindo que as próximas gerações herdem um país verde, seguro e biologicamente rico. Por essa razão aliamo-nos à Natureza Alternativa Moto Club que integrada no programa oficial do Campeonato do Mundo de EnduroGP, nos deu a oportunidade de plantar árvores no Corredor Ecológico do Rio Ferro na freguesia onde a nossa escola faz parte. Aqui também aprendemos que o desporto motorizado e a sustentabilidade ambiental podem unir-se e mostrar-nos que é possível competir ao mais alto nível sem dar as costas ao futuro do planeta.

