Ilustrar para Reflorestar | Desafio Faber-Castell 2025-26

Escola EB 2,3 S. Bernardo (Aveiro)

Escalão: Escalão 2 - Escolas do 2º e 3º Ciclo

Idade do(s) autor(es):
16 e 14 anos- alunas do 9º ano turma J.

Digitalização da Ilustração:

Memória Descritiva:
Memória Descritiva: Ecolápis, o Protetor da Floresta
A presente ilustração foi concebida e desenvolvida pelas alunas ,Maria Isabella Araujo Tomaz e Natalia Ramirez, do 9.º J, na disciplina de Educação Visual sob a orientação da professora Ana Patrícia Garcez, em representação da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de São Bernardo, pertencente ao Agrupamento de Escolas José Estêvão (AEJE). O trabalho foi integralmente realizado no âmbito do Programa Eco Escolas, com o firme propósito de apelar à urgência da preservação da biodiversidade e à regeneração dos ecossistemas florestais portugueses fustigados pelos incêndios. O processo pedagógico e criativo iniciou-se com uma reflexão coletiva e interdisciplinar sobre as dinâmicas de destruição do património natural nacional. Esta análise motivou as alunas a idealizarem uma narrativa visual na qual a personagem Ecolápis personifica a esperança e a ação humana positiva, assumindo o papel ativo de transportar e guiar uma árvore jovem em direção a uma zona necessitada de reflorestação urgente.
Do ponto de vista conceptual e iconográfico, a composição estruturada em formato A3 organiza-se através de um contraste dramático e intencional entre a destruição e o renascimento. Em primeiro plano, no eixo central, ergue-se o Ecolápis com uma fisionomia humanizada e empática, carregando de forma protetora um espécime arbóreo saudável que caminha decididamente por um trilho seguro. À esquerda e à direita do plano frontal, duas árvores ancestrais com feições antropomórficas e expressões de profunda consternação e tristeza emolduram a cena, simbolizando o luto da própria natureza face à tragédia. Em segundo plano, as encostas montanhosas sofrem com o avanço de chamas devoradoras e nuvens densas de fumo que obscurecem o horizonte. No entanto, esta atmosfera sombria é mitigada por fortes raios de luz solar que rompem do topo da imagem, coroando a caminhada da personagem principal e sinalizando a promessa de um futuro regenerado. No canto superior direito, a inclusão do mapa de Portugal delimita e contextualiza geograficamente o problema, com ponto de partida e chegada, transformando a obra num manifesto visual de âmbito territorial e comunitário.
No que concerne à metodologia e à plasticidade do trabalho, as alunas optaram por uma abordagem artística assente numa técnica mista, tirando partido das qualidades específicas de diferentes materiais de desenho e pintura. A atmosfera de fundo, o céu cinzento e as colinas distantes foram executados com aguarelas fluidas, conferindo suavidade e profundidade espacial à envolvência. Em justaposição, a figura icónica do Ecolápis, a folhagem da árvore salva e os detalhes anatómicos dos troncos receberam uma aplicação densa e saturada de lápis de cor tradicionais e Ecolápis Faber Castell, o que permitiu reforçar a textura rústica da madeira e a vivacidade das tonalidades verdes e avermelhadas. Os contornos lineares e as expressões dramáticas das personagens foram subsequentemente acentuados e definidos com marcadores finos de ponta calibrada, garantindo clareza gráfica e legibilidade à composição.
Inscrito nas metas do Eco Escolas, este projeto permitiu a articulação prática de saberes, estimulou a criatividade artística e promoveu a cidadania ativa no 3.º ciclo. Mais do que um exercício estético de Educação Visual, o resultado final assume-se como um grito de alerta e um vetor de sensibilização ambiental de base escolar.