Muros Com Vida | Trabalhos 2025/2026

Escola da APEL (Funchal)

Fotografias

Fotografias do processo/pintura:

Totalidade da pintura:

Fotografia do Mural

Fotografias de detalhes:

Parceiros:
Câmara Municipal do Funchal

Memória descritiva

Identificação do ecossistema e elementos do ecossistema presentes na pintura:
O ecossistema escolhido para este projeto foi a Floresta Laurissilva da Madeira.
Os elementos selecionados para estar na pintura, são espécies da flora terrestre do respetivo
ecossistema que incluem espécies de árvores, arbustos e plantas: Persea indica (Vinhático);
Geranium madeirense (Gerânio); Laurus novocanariensis (Loureiro); Hydrangea macrophylla
(Hortência); Vaccinium padifolium (Uveira-da-Serra ); Pinus pinaster (Pinheiro bravo); Ilex
canariensis (Azevinho); Juniperus cedrus (Cedro da Madeira); Ocotea foetens (Til); Echium
candicans (Massaroco de altitude); Clethra arbórea (Folhado) e Melanoselinum decipiens (Aipo
do-gado).

Qual a razão da escolha desta imagem?
Esta iniciativa alinha-se com a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021
2030), assumindo como propósito fundamental a exploração da Arte Urbana como um veículo
privilegiado de expressão e transmissão de ideias, sentimentos e preocupações por parte da
comunidade adolescente. Simultaneamente, o projeto visa fomentar a consciência crítica e a
sensibilização para a preservação e valorização dos ecossistemas.
No contexto regional, a Floresta Laurissilva constitui o expoente máximo do património natural
do Arquipélago da Madeira, desempenhando um papel determinante na identidade cultural e
na preservação da biodiversidade, através da sua vasta riqueza em espécies endémicas. Embora
classificada como Património Mundial Natural pela UNESCO, a resiliência deste ecossistema
enfrenta desafios prementes decorrentes das alterações climáticas, as quais incrementam o risco
de perda de biodiversidade.
Deste modo, a relevância deste projeto reside na necessidade imperativa de promover a literacia
ambiental junto da comunidade, destacando a importância estratégica da conservação da
Laurissilva como um legado inestimável que importa proteger para as gerações futuras.

Qual o processo de trabalho/dinâmica/metodologia que conduziu à elaboração do mural:
Sob a coordenação dos docentes de Artes Visuais, Filipe António e Sofia Alves, o projeto
desenvolveu-se em diversas fases. O processo criativo iniciou-se com uma sessão de
brainstorming, seguida da fundamentação individual dos alunos sobre a seleção de espécies
endémicas em risco de extinção. Após esta fase de diagnóstico, realizaram-se estudos formais e
pesquisas sobre a morfologia de cada elemento botânico e faunístico.
A composição final resultou na seleção de esboços que privilegiam a harmonia estética,
procurando proporcionar ao observador uma experiência de imersão na Floresta Laurissilva. O
suporte utilizado consiste num painel metálico com dimensões de 195 cm x 600 cm, composto
por doze módulos pintados.
De acordo com a diretriz da Direção da Escola da APEL para a reutilização de materiais
remanescentes da estrutura original do edifício, o projeto assume uma forte componente de
sustentabilidade e preservação da memória institucional. Ao conferir uma "nova vida" a estes elementos metálicos, os alunos evitaram o desperdício, aliando a história do estabelecimento
de ensino à consciencialização ambiental.
Após o estudo do enquadramento paisagístico no espaço exterior da escola, procedeu-se à
ampliação dos desenhos para o suporte final. A composição utiliza a distorção intencional de
proporções, conferindo maior escala às espécies em maior risco de extinção para maximizar o
impacto visual e a reflexão do observador.
A execução da obra recorreu à aplicação de tinta plástica sobre suporte metálico, contando com
o apoio institucional da Câmara Municipal do Funchal, que cedeu os materiais necessários.
Complementarmente, foi aplicada a técnica de colagem em detalhes específicos, com o intuito
de conferir textura e profundidade à composição.
O painel encontra-se instalado no espaço exterior da escola, em plena harmonia com o Jardim
de Plantas Endémicas. Esta localização estratégica garante a sua integração na envolvente
paisagística e permite a fruição da obra por parte de toda a comunidade e transeuntes.

Qual a idade e forma como foram envolvidos os alunos?
Esteve envolvida neste trabalho do Projeto “Muros com Vida”, uma turma do ensino secundário
(11º ano) do Curso Científico Humanístico de Artes Visuais, constituída por 12 alunos, com idades
entre os 16 e 17 anos.