Escola Básica Manuel Ferreira Patrício (Évora)
Parceiros:
Município de Évora
Ordem dos Biólogos
Clube Ciência Gira
Clube CinArte (Artes e Cinema)
Memória descritiva
Identificação do ecossistema e elementos do ecossistema presentes na pintura:
As espécies identificadas têm ligações profundas entre a natureza e a identidade alentejana onde cores, detalhes e formas se entrelaçam para descobrir a vida que quase sempre nos passa despercebida por baixo dos pés, na cidade, mas sobretudo no campo.
O mural representa um percurso visual pela paisagem alentejana, evidenciando a riqueza florística característica dos montados, prados mediterrânicos, sebes naturais e zonas agrícolas tradicionais.
Serão destacadas espécies representativas como: Saramago, Linária (amarela e roxa), Dente de leão, Papoila, Silene e Margaça.
Qual a razão da escolha desta imagem?
Como objetivo geral pretende-se promover o conhecimento, a valorização e a conservação da biodiversidade do Alentejo através da criação colaborativa de um mural artístico de caráter científico e educativo.
Pretende-se também dar a conhecer espécies da flora endémica do Alentejo e o seu papel nos ecossistemas mediterrânicos; estimular a observação da natureza e a literacia científica dos alunos; integrar a arte como ferramenta de comunicação da ciência; desenvolver competências de cidadania ativa e responsabilidade ambiental; reforçar o sentido de pertença ao território e à sua identidade natural; envolver alunos, professores, famílias e comunidade local em torno da proteção da biodiversidade.
Qual o processo de trabalho/dinâmica/metodologia que conduziu à elaboração do mural:
A iniciativa pretende transformar um espaço escolar num local de aprendizagem permanente, valorizando o património natural do Alentejo através da representação artística de espécies emblemáticas da flora silvestre regional. O mural assume-se como um instrumento de sensibilização ambiental, contribuindo para o desenvolvimento de competências científicas, artísticas e cívicas junto da comunidade educativa.
Os alunos dos diferentes clubes reuniram com a Bióloga Bárbara Tita onde foram apresentadas as espécies autóctones da flora local das mais raras às mais comuns. Posteriormente realizou-se uma saída de campo, para os alunos fotografarem e identificarem as diferentes espécies mais significativas a partir de apps como a SeeK e iNaturalist, PlantNet e FloraOn. A conceção e execução do mural baseou-se na seleção das espécies,mais significativas para os alunos.
O desenho das plantas recorre exclusivamente ao contorno a linha preta com preenchimento a branco, conferindo às espécies uma aproximação ao rigor das ilustrações botânicas dos cadernos de campo, permitindo uma identificação inequívoca de cada estrutura morfológica. Esta opção estética e conceptual foi intencional.
Contrastando com a sobriedade e o detalhe das linhas botânicas, o fundo do mural é preenchido por manchas geométricas de cores vibrantes (amarelos, roxos, verdes e vermelhos) correspondentes às espécies representadas. Estas formas orgânicas não coincidem deliberadamente com os contornos das plantas; funcionam, em vez disso, como uma representação abstrata da paisagem e das massas cromáticas que caracterizam o Alentejo.
Esta simbiose entre o rigor do traço (a preto e branco) e a expressividade do fundo (a cores) simboliza a união entre a Ciência e a Arte, transformando a parede num dispositivo estético que estimula simultaneamente a sensibilidade visual e a literacia ambiental da comunidade.
Qual a idade e forma como foram envolvidos os alunos?
Os alunos envolvidos têm idades entre os 10 e 13 anos (2º e 3º ciclos).

