Escola S/3 Dr. Manuel Fernandes (Abrantes)
Parceiros:
Estabelecemos parceria com a Câmara Municipal de Abrantes e com o Parque Ambiental de Santa Margarida.
Memória descritiva
Identificação do ecossistema e elementos do ecossistema presentes na pintura:
O mural "Muros com Vida" representa a biodiversidade existente na encosta onde se situa a nossa escola, voltada para o vale do rio Tejo, em Abrantes. A obra retrata a interação entre os ecossistemas terrestre, subterrâneo e aquático, evidenciando a riqueza natural característica das encostas ribeirinhas do Médio Tejo.
Na superfície observam-se árvores, flores, arbustos, aves e abelhas, elementos que representam a flora e a fauna locais. A colmeia destaca a importância dos insetos polinizadores na reprodução das plantas e na manutenção da biodiversidade.
Um dos aspetos centrais da pintura é a representação do mundo subterrâneo através das raízes e de um formigueiro com galerias internas. Este "condomínio subterrâneo" simboliza a vida escondida sob o solo, onde as formigas e outros organismos desempenham funções essenciais, como a reciclagem da matéria orgânica, o arejamento do terreno e a manutenção da fertilidade dos solos.
A proximidade ao rio Tejo está representada pelos peixes e pela presença da água, lembrando a importância dos ecossistemas aquáticos e das zonas ribeirinhas para a conservação da biodiversidade. A água estabelece a ligação entre os diferentes habitats e permite a sobrevivência de inúmeras espécies.
O mural integra ainda elementos abióticos fundamentais, como o solo, as rochas, o ar, a água e a luz solar, demonstrando que todos os componentes do ecossistema estão interligados. Através desta obra, pretendemos sensibilizar a comunidade educativa para a importância da proteção dos ecossistemas do Tejo e para o valor de todas as formas de vida, desde as mais visíveis até às que habitam discretamente o subsolo.
Caracterização do ecossistema
Ecossistema representado:
Ecossistema de encosta ribeirinha do rio Tejo (transição entre o meio terrestre, subterrâneo e aquático).
Elementos bióticos: Árvore, Arbustos e flores, Abelhas, Aves, Peixes, Formigas e a importância do formigueiro
Escaravelho e outros invertebrados do solo
Elementos abióticos: Água, Solo, Rochas, Ar, Sol e Luz solar
Processos ecológicos representados: Polinização; Crescimento das plantas através das raízes; Vida subterrânea e fertilidade do solo; Cadeias alimentares terrestres e aquáticas; Interdependência entre os ecossistemas da encosta e do rio
Qual a razão da escolha desta imagem?
A imagem escolhida para o mural resultou de um trabalho de pesquisa realizado pelos alunos sobre a biodiversidade existente no território envolvente da escola, situada numa encosta sobranceira ao rio Tejo, em Abrantes. Pretendeu-se representar os diferentes habitats presentes neste contexto natural, evidenciando a ligação entre o meio terrestre, o subsolo e o ecossistema aquático associado ao rio.
Os elementos representados — árvores, flores, abelhas, aves, peixes, raízes, rochas e um formigueiro com galerias subterrâneas — procuram ilustrar a diversidade de seres vivos e as relações de interdependência que existem nos ecossistemas locais. A inclusão do formigueiro pretende destacar a vida que existe sob o solo e que muitas vezes passa despercebida, reforçando a ideia de que a biodiversidade está presente em todos os níveis do ecossistema.
A composição final resultou dos desenhos produzidos pelos alunos após a fase de investigação. Embora inspirados na fauna e flora locais, muitos desses trabalhos integraram elementos criativos e imaginários, refletindo a visão, a sensibilidade e a expressão artística próprias desta faixa etária. Esta combinação entre observação da natureza e criatividade permitiu criar um mural mais expressivo e apelativo, sem perder a sua função educativa.
A escolha desta imagem procurou, assim, sensibilizar a comunidade educativa para a importância da preservação da biodiversidade e dos ecossistemas do rio Tejo, transformando um espaço da escola num local de aprendizagem, reflexão e valorização do património natural local.
Qual o processo de trabalho/dinâmica/metodologia que conduziu à elaboração do mural:
Processo de elaboração do mural desenvolvido no projeto «Muros com Vida» seguiu uma metodologia faseada, assente no trabalho colaborativo e interdisciplinar.
Numa primeira fase, os alunos realizaram uma pesquisa sobre a biodiversidade existente no território, aprofundando conhecimentos sobre espécies da fauna e da flora locais. Esta etapa teve um caráter investigativo e de sensibilização ambiental.
Numa segunda fase, os alunos transformaram a informação recolhida em produção artística, elaborando desenhos individuais e em grupo. Estes trabalhos representaram espécies reais, mas também integraram elementos criativos e imaginários, refletindo a expressão pessoal dos alunos.
Por fim, numa fase de concretização, todas as turmas envolvidas participaram na pintura do mural, colaborando na transformação de um espaço da escola num suporte artístico e educativo.
Ao longo de todo o processo, privilegiou-se o trabalho colaborativo, a expressão artística e a reflexão sobre a sustentabilidade e a preservação da biodiversidade, promovendo simultaneamente competências de investigação, criatividade e participação ativa na comunidade escolar.
Qual a idade e forma como foram envolvidos os alunos?
Os alunos envolvidos no projeto «Muros com Vida» pertencem maioritariamente ao 2.º ciclo do ensino básico, com idades aproximadas entre os 10 e os 12 anos, correspondendo às turmas do 5.º E, 5.º F, 5.º G e 6.º D, bem como à Valência de Apoio Especializado.
A sua participação foi ativa e progressiva ao longo de todo o projeto. Numa primeira fase, foram envolvidos em atividades de pesquisa e exploração sobre a biodiversidade local, promovendo a aquisição de conhecimentos e a sensibilização ambiental. Posteriormente, participaram na criação de desenhos individuais e em grupo, onde representaram espécies da fauna e flora, integrando também elementos de imaginação e expressão pessoal.
Numa fase final, todos os alunos colaboraram diretamente na pintura do mural, assumindo um papel de coautores da obra, o que reforçou o trabalho cooperativo, a inclusão e o sentido de pertença ao projeto.

