Muros Com Vida | Trabalhos 2025/2026

Escola Básica de Góis (Góis)

Fotografias

Fotografias do processo/pintura:

Totalidade da pintura:

Fotografias de detalhes:

Parceiros:
- Câmara Municipal de Góis
- Clube de Artes da EB Góis
- Clube Eco-Escolas da EB Góis
- Alunos de Educação Visual "2º ciclo"

Memória descritiva

Identificação do ecossistema e elementos do ecossistema presentes na pintura:
Projeto Muros com Vida - " Raízes da Biodiversidade".
No âmbito do desafio "Muros com Vida", o Clube Eco-Escolas decidiu intervir num dos elementos centrais do recreio da nossa escola: um canteiro. O objetivo foi criar uma "visão de raio-X", revelando o mundo subterrâneo que sustenta as plantas que vemos à superfície. Pretendemos, assim, sensibilizar a comunidade escolar para a importância da biodiversidade do solo, frequentemente invisível, mas fundamental para a manutenção dos ecossistemas terrestres.
O ecossistema representado é um micro-ecossistema terrestre (ecossistema do solo) que através de um pintura procurou criar uma continuidade visual com as plantas reais que habitam a parte superior do muro, prolongando a sua existência para o plano bidimensional. Em matéria de flora, o elemento central da flora representado é o sistema radicular (raízes). As raízes pintadas em tons de verde e castanho ilustram a forma como a planta (neste caso, a roseira viva no canteiro) se fixa na terra e absorve os nutrientes e a água. A pintura mostra a ramificação e o crescimento das raízes em profundidade. Relativamente à fauna, a pintura reflete a vida animal que habita o subsolo e as imediações da terra:
- Insetos/Artrópodes: Pequenos insetos verdes (que remetem para escaravelhos ou outros insetos rastejantes) que desempenham um papel crucial no arejamento do solo e na decomposição da matéria orgânica.
- Ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus): Um pequeno mamífero comum na nossa região, que utiliza frequentemente o subsolo ou o interstício de raízes e folhas secas para se abrigar e procurar alimento (como insetos e minhocas).
Para garantir que a pintura não fosse apenas decorativa, mas também pedagogicamente rigorosa e enraizada na nossa realidade local, os alunos realizaram uma investigação prévia sobre a fauna e flora autóctones do concelho de Góis e recorreram à inovação tecnológica, fazendo uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para projetar o esboço inicial do modelo.

Qual a razão da escolha desta imagem?
Esta intervenção artística procura transformar um simples muro de cimento numa tela viva que nos recorda que "o essencial é invisível aos olhos". Ao evidenciar a relação simbiótica entre as raízes, os insetos e os pequenos mamíferos (como o ouriço-cacheiro) em Góis, o projeto alerta para a necessidade de protegermos o solo. Um solo saudável e rico em biodiversidade é a base de qualquer ecossistema sustentável.

Qual o processo de trabalho/dinâmica/metodologia que conduziu à elaboração do mural:
Com este projeto, procurou-se criar dinâmicas de trabalho diversificadas e abrangentes, em termos de faixas etárias. A ideia surge com os alunos do 9º ano, ao nível do Clube Eco-Escolas que procuram encontrar um modelo de base recorrente à fotografia e à ferramenta da IA. Numa etapa seguinte, os assistentes operacionais efetuaram a limpeza da parede do canteiro e os alunos do clube fizeram a preparação da mesma, com a aplicação de uma base (primário). Por fim, a pintura da parede com o desenho final foi dividida entre os alunos do Clube de Artes e os alunos de Educação Visual que por etapas, foram executando a pintura.

Qual a idade e forma como foram envolvidos os alunos?
O projeto envolveu alunos dos 10 aos 15 anos, ou seja, dos 5º e 6º anos do 2º ciclo e 9º ano (Clube Eco-Escolas). Como já referido, os contributos dos alunos foram diversificados, sempre em função da etapa em que participaram no processo, com a orientação dos respetivos professores e/ou Coordenadores dos clubes.