Muros Com Vida | Trabalhos 2025/2026

Escola Básica e Secundária de Ponta do Sol (Ponta do Sol)

Fotografias

Fotografias do processo/pintura:

Totalidade da pintura:

Fotografias de detalhes:

Parceiros:
A iniciativa para a realização da pintura mural e participação no concurso “Muros com Vida” surgiu de um desafio lançado ao Projeto Eco-Escolas através da artista plástica Fátima Spínola, que desempenha igualmente funções de Técnica Superior na Biblioteca Municipal da Ponta do Sol. A conceção artística, coordenação técnica e acompanhamento da execução do mural estiveram sob a sua responsabilidade, em estreita articulação com os coordenadores do Projeto Eco-Escolas da escola, Tiago Freitas, Helena Rodrigues e Margarida Silva.
O Município da Ponta do Sol constituiu o principal parceiro institucional do projeto, assegurando o fornecimento dos materiais necessários à intervenção artística (tintas, pincéis, trinchas, equipamentos de proteção, andaimes e outros recursos logísticos), através da Unidade de Ambiente e Serviços Urbanos, sob a coordenação do Dr. Rui Reis. O Município colaborou igualmente na disponibilização do apoio técnico necessário à concretização da obra.
A concretização deste projeto contou ainda com o envolvimento ativo de diversos elementos da comunidade educativa, nomeadamente:
• Docentes das áreas de Artes Visuais, Geografia, Ciências Naturais, Educação Especial, Educação Física e Teatro – 11 colaboradores;
• Conselho Executivo – 3 colaboradores;
• Serviços de Reprografia – 1 colaboradora;
• Técnica da Biblioteca – 1 colaboradora;
• Assistentes Operacionais – 7 colaboradores;
• Conselho Eco-Escolas – 8 alunos participantes nas fases iniciais de investigação, brainstorming e elaboração de propostas, bem como na fase de execução do projeto;
• Alunos voluntários de diferentes níveis de escolaridade, pertencentes às turmas 6.ºB (2 alunos), 7.ºA (3 alunos), 7.ºC (4 alunos), 7.ºD (3 alunos), 9.ºA (2 alunos), 9.ºB (4 alunos), 9.ºC (4 alunos), 9.ºD (4 alunos), 12.ºC (3 alunos) e Curso Profissional de Comunicação e Marketing (2 alunos), num total de 32 participantes.
Importa ainda destacar a colaboração interdisciplinar entre diferentes departamentos curriculares, que contribuíram para a identificação das espécies representadas, para a contextualização científica dos ecossistemas locais e para a sensibilização ambiental associada ao projeto.
Globalmente, considera-se que esta iniciativa constituiu um verdadeiro projeto agregador da comunidade escolar, envolvendo cerca de 62 participantes ao longo das diferentes fases de investigação, planeamento, execução e divulgação.

Memória descritiva

Identificação do ecossistema e elementos do ecossistema presentes na pintura:
O mural representa o ecossistema costeiro e de encosta da Ponta do Sol, integrando elementos característicos da paisagem natural e humanizada da costa sul da Ilha da Madeira.
A composição retrata a interação entre os ecossistemas terrestres e marinhos, evidenciando a riqueza biológica e paisagística do concelho. A zona central destaca a baía da Ponta do Sol, enquadrada pelas escarpas e socalcos agrícolas que caracterizam esta região da ilha.
Foram representadas várias espécies da flora e fauna características da Floresta Laurissilva, incluindo espécies endémicas e autóctones, com especial destaque para:
Flora:
• Massaroco (Echium candicans), uma das espécies endémicas mais emblemáticas da Madeira;
• Orquídea-branca (Goodyera macrophylla);
• Gerânio-da-Madeira (Geranium madeirense);
• Violeta-da-Madeira (Viola paradoxa)
• Loureiro (Laurus novocanariensis), espécie característica da Laurissilva;
• Elementos da Floresta Laurissilva, nomeadamente formações vegetais dominadas por loureiro, vinhático (Persea indica) e barbusano (Apollonias barbujana).
Fauna:
• Bis-bis (Regulus madeirensis), ave endémica da Madeira;
• Tentilhão-da-Madeira (Fringilla coelebs madeirensis);
• Pombo-trocaz (Columba trocaz), espécie endémica e protegida, símbolo da avifauna madeirense;
• Lagartixa-da-Madeira (Teira dugesii), representada em destaque sobre uma rocha, observando a paisagem, enquanto elemento característico dos habitats insulares do arquipélago.
A pintura procura valorizar a biodiversidade da Madeira e sensibilizar para a importância da conservação dos habitats naturais. Simultaneamente, evidencia as relações ecológicas entre os seres vivos, os ecossistemas e a paisagem cultural, reforçando a necessidade de preservar o património natural que sustenta a identidade e a qualidade ambiental do território.

Qual a razão da escolha desta imagem?
A imagem foi escolhida por representar de forma integrada a identidade natural, ecológica e paisagística do concelho da Ponta do Sol.
Pretendeu-se valorizar os ecossistemas locais através da representação de espécies emblemáticas da fauna e flora da Madeira, muitas delas endémicas e de elevado interesse para a conservação da biodiversidade. Simultaneamente, procurou-se estabelecer uma ligação visual entre a natureza e a comunidade humana, evidenciada pela presença da vila da Ponta do Sol inserida na paisagem.
A escolha desta composição permitiu sensibilizar a comunidade educativa para a riqueza dos ecossistemas locais e para a necessidade da sua preservação, contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nº 4 (Educação de Qualidade), 11 (Cidades e comunidades sustentáveis), 13 (Ação climática) e 15 (Proteger a vida terrestre), bem como os objetivos da Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas (2021-2030).
O mural pretende ainda transmitir a ideia de que a conservação da natureza e a valorização da paisagem são responsabilidades coletivas, essenciais para a qualidade de vida das gerações presentes e futuras.

Qual o processo de trabalho/dinâmica/metodologia que conduziu à elaboração do mural:
A imagem foi escolhida por representar de forma integrada a identidade natural, ecológica e paisagística do concelho da Ponta do Sol.
Pretendeu-se valorizar os ecossistemas locais através da representação de espécies emblemáticas da fauna e flora da Madeira, muitas delas endémicas e de elevado interesse para a conservação da biodiversidade. Simultaneamente, procurou-se estabelecer uma ligação visual entre a natureza e a comunidade humana, evidenciada pela presença da vila da Ponta do Sol inserida na paisagem.
A escolha desta composição permitiu sensibilizar a comunidade educativa para a riqueza dos ecossistemas locais e para a necessidade da sua preservação, contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nº 4 (Educação de Qualidade), 11 (Cidades e comunidades sustentáveis), 13 (Ação climática) e 15 (Proteger a vida terrestre), bem como os objetivos da Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas (2021-2030).
O mural pretende ainda transmitir a ideia de que a conservação da natureza e a valorização da paisagem são responsabilidades coletivas, essenciais para a qualidade de vida das gerações presentes e futuras.
Qual o processo de trabalho/dinâmica/metodologia que conduziu à elaboração do mural: *
O projeto de pintura do mural foi desenvolvido em duas fases distintas, ao longo de dois anos letivos. A primeira fase, conceção do projeto, teve início em março do ano letivo transato. A Artista Plástica Fátima Spínola, juntamente com os coordenadores do Projeto Eco-Escolas e Conselho Executivo, fizeram a seleção da parede a intervir, tendo por base a escolha de um local que visível para a comunidade escolar, bem como que consiga perdurar no tempo, sem ser gravemente afetado por infiltrações de água ou exposição prolongada a agentes externos modeladores da superfície terrestre. Neste contexto, foi escolhida a parede da casa de eletricidade, que satisfez todos os pré-requisitos.
Após a seleção do local a pintar, a Artista Fátima Spínola e os coordenadores do Projeto Eco-Escolas dinamizaram duas sessões de brainstorming com os alunos do Conselho Eco-Escolas, para dar a conhecer os objetivos do projeto, identificar as espécies endémicas que os alunos gostariam de ver representadas no mural e realização de esboços dessas mesmas espécies.
Após estas duas sessões, a artista plástica criou uma proposta de pintura de mural com a compilação dos esboços dos alunos e apresentou aos coordenadores do Projeto Eco-Escolas.
A segunda fase do projeto, execução da pintura mural, teve início em abril deste ano letivo, após o retorno das férias da Páscoa. Após a montagem dos andaimes, por parte do Município da Ponta do Sol, a artista plástica Fátima Spínola fez uma projeção noturna da pintura do mural e desenhou os respetivos contornos. Nos dias seguintes, foram impressas cópias do desenho do projeto, não só da globalidade da pintura, como também dos pormenores, para que todos os colaboradores pudessem pintar de acordo com o projeto que foi delineado.

Qual a idade e forma como foram envolvidos os alunos?
Os alunos envolvidos tinham idades compreendidas entre os 11 e os 18 anos, abrangendo diferentes níveis de escolaridade, desde o 2.º ciclo do ensino básico ao ensino secundário e profissional. Salienta-se a participação dos alunos das seguintes turmas: 6.ºB, 7.ºA, 7.ºC, 7.ºD, 9.ºA, 9.ºB, 9.ºC, 9.ºD, 12.ºC e Curso Profissional de Comunicação e Marketing.
O envolvimento dos alunos ocorreu em várias fases do projeto. Inicialmente, os elementos do Conselho Eco-Escolas participaram em sessões de brainstorming e investigação, durante as quais identificaram espécies endémicas da Madeira, discutiram os objetivos do projeto e elaboraram esboços inspirados na biodiversidade local.
Posteriormente, durante a fase de execução do mural, os alunos participaram voluntariamente nas tarefas de pintura, preenchimento de áreas cromáticas, execução de detalhes e acabamento da composição. Os participantes trabalharam sempre sob orientação da artista plástica Fátima Spínola, da coordenadora do Projeto Eco-Escolas Helena Rodrigues, bem como de outros docentes envolvidos, respeitando o desenho previamente definido.
Ao longo de todo o processo, os alunos desenvolveram competências científicas, artísticas, sociais e de cidadania, adquirindo conhecimentos sobre os ecossistemas locais, a biodiversidade madeirense e a importância da conservação da natureza. Simultaneamente, fortaleceram capacidades de trabalho em equipa, responsabilidade, criatividade, comunicação e valorização do espaço público.
A elevada adesão voluntária dos alunos demonstrou o interesse despertado pela iniciativa e contribuiu para transformar o mural num projeto coletivo de aprendizagem, participação e sensibilização ambiental.