Centro Escolar de Arranhó (Arruda dos Vinhos)
Parceiros:
Famílias.
Memória descritiva
Identificação do ecossistema e elementos do ecossistema presentes na pintura:
O ecossistema representado no mural é um ecossistema predominantemente rural e campestre muito enquadrado no que ainda se consegue ver aqui próximo à nossa escola. Nos muros da nossa escola pretendemos evidenciar a harmonia que a atividade humana pode manter ou ter e a biodiversidade local. Entre os elementos bióticos presentes na pintura, destacam-se a fauna e a flora através dos animais domésticos e da quinta, como a vaca, a ovelha, o porco, a galinha e o pintainho, além de pequena fauna como o caracol, a borboleta e a joaninha. A flora está representada pelas árvores e pelas diversas flores do campo, que desempenham um papel fundamental no suporte aos polinizadores. No que diz respeito aos elementos abióticos, identificam-se o Sol, enquanto fonte de energia e luz, e o solo, que serve de suporte à vegetação e às pastagens. Por fim, o elemento humano e cultural manifesta-se através das figuras das crianças integradas na natureza e na ilustração de práticas quotidianas sustentáveis, nomeadamente a secagem da roupa ao sol, que remete diretamente para o aproveitamento de energias renováveis e para a redução da pegada ecológica.
Qual a razão da escolha desta imagem?
A escolha desta temática teve como base a obra literária "A Vidinha de Lita", de Irene Lisboa, que retrata a vida campestre tradicional e os valores de sustentabilidade planetária associados ao quotidiano daquela época. O objetivo principal foi resgatar a simplicidade dessas vivências antigas para sensibilizar a comunidade escolar para o futuro, demonstrando que o respeito pelos animais da quinta, a preservação das flores silvestres e o ato ecológico de secar a roupa ao sol — sem recorrer a eletrodomésticos de secagem — constituem pilares fundamentais para um estilo de vida equilibrado e sustentável. Este mural funciona, assim, como uma ligação visual e pedagógica que conecta os alunos às suas raízes rurais e à urgência de proteger o planeta através de gestos integrados no meio ambiente.
Qual o processo de trabalho/dinâmica/metodologia que conduziu à elaboração do mural:
O processo de trabalho desenvolveu-se através de uma metodologia colaborativa, inclusiva e interdisciplinar, que envolveu ativamente crianças dos 3 aos 10/12 anos de idade. Numa primeira fase de exploração e sensibilização, procedeu-se à leitura e análise partilhada de trechos da obra de Irene Lisboa, promovendo-se um debate sobre a sustentabilidade, a vida no campo e a importância da energia solar. Seguiu-se a fase de conceção geral, em que os alunos idealizaram e desenharam os elementos que gostariam de ver representados, tais como os animais e o estendal da roupa. Na fase de execução técnica, a pintura foi organizada por equipas consoante as diferentes faixas etárias, permitindo que as crianças deixassem a sua marca pessoal expressiva, visível na base do mural através da estampagem das suas mãos. Importa salientar que, por se tratar de um projeto orgânico e dinâmico, o mural encontra-se atualmente em fase de construção, estando já planeada a sua continuidade e expansão natural ao longo do próximo ano letivo.
Qual a idade e forma como foram envolvidos os alunos?
Crianças dos 3 aos 10/12 anos de idade



